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Eça de Queiroz

whiteEça de Queiroz

José Maria Eça de Queiroz (Póvoa de Varzim, 1845 - Paris, 1900) é por muitos considerado o maior escritor realista português do século XIX. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro. Era filho do Dr. José Maria Teixeira de Queirós, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, e de sua mulher, D. Carolina de Eça. Depois de ter estudado nalguns colégios do Porto, matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, completando a sua formatura em 1866. Foi depois para Leiria redigir um jornal político, mas não tardou que viesse para Lisboa, onde residia o seu pai, e em 1867 estabeleceu-se como advogado, profissão que exerceu algum tempo. Era amigo íntimo de Antero de Quental, com quem formava sessões plenas de controvérsias literárias humorísticas e instrutivas, nas quais entraram Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Salomão Saraga e Lobo de Moura.

Em 1869 e 1870, Eça de Queirós viajou para o Egipto e visitou o canal do Suez, que estava na altura a ser construído, e que inspirou diversos dos seus trabalhos, o mais notável dos quais oMistério da Estrada de Sintra, de 1870, e A Relíquia, apenas publicado em 1887.

Estabeleceram-se em 1871 as Conferências Democráticas no Casino Lisbonense (V. Conferência), e Eça de Queirós, na que lhe competiu, discursou acerca do "O Realismo como nova Expressão de Arte", na qual obteve um ruidoso triunfo. Decidindo-se a seguir a carreira diplomática, em 1872 obteve a nomeação de cônsul geral de Havana. Permaneceu poucos anos em Cuba, devido às repressões do governo espanhol.

Em 1874 foi transferido como cônsul de Portugal para Newcastle, em 1876 para Bristol e em 1888 para Paris, onde veio a falecer. Eça de Queirós era casado com a Sr.ª D. Emília de Castro Pamplona, irmã do conde de Resende. Colaborou na Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro, Renascença, Diário Ilustrado, Diário de Notícias, Ocidente, Correspondência de Portugal, entre outras publicações.

Em Leiria, escreveu a sua primeira novela realista da vida portuguesa, O Crime do Padre Amaro, em 1875. Em Newcastle e em Bristol, escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, como A Capital, sendo que as suas obras mais conhecidas, como Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris, respectivamente.

Morreu em 1900 em Paris, tendo os seus trabalhos sido traduzidos em aproximadamente 20 línguas.

Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra.

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