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Biblioteca Geral

História

Já antes da transferência definitiva da Universidade para Coimbra em 1537, encontramos provas documentais de uma Livraria do Estudo, com funcionamento regulamentado pelos vários Estatutos, determinando mesmo os de 1591 e de 1597 que tal funcionamento se adequasse ao carácter de livraria pública. E os Estatutos Velhos, dados em 1653 à Universidade por D. João IV, mais não fariam do que copiar, nesta matéria, os anteriores. Entretanto, os seus fundos tinham-se visto enriquecidos, desde Quinhentos, com várias doações ou com a compra de conjuntos bibliográficos como o que viera de Flandres por intervenção do livreiro-impressor Pedro Mariz.

Todavia o período filipino e os acidentes das Guerras da Restauração não permitiram a continuidade desse desenvolvimento e só com D. João V, que autoriza a construção de um magnificente edifício próprio, a situação viria a sofrer alterações fundamentais. Em 1772, com a Reforma Pombalina da Universidade, viriam a criar-se as bibliotecas especializadas, sobretudo as consagradas às ciências exactas, deixando esta temática de constituir objectivo prioritário nas aquisições da Biblioteca da Universidade.

Durante o século XIX, as vicissitudes das Invasões Francesas, primeiro, e das Lutas Liberais, depois, com a supressão das Ordens Religiosas em 1834, determinam várias deslocações de boa parte dos seus fundos e um acentuado decréscimo no seu apetrechamento bibliográfico. No século XX, no âmbito das obras da Cidade Universitária, deu-se prioridade à adaptação das instalações da antiga Faculdade de Letras a uma nova biblioteca (edifício novo), que entrou em funcionamento em 1962. Por sua vez, o benefício do Depósito Legal, que detém desde 1932, bem como aquisições, doações e incorporações várias, trouxeram-lhe um progressivo e vultuoso crescimento.

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra reparte-se, assim, por dois edifícios, sendo a Biblioteca Joanina, pela sua riqueza arquitectónica e decorativa, monumento nacional. O edifício Joanino alberga, presentemente, um riquíssimo conjunto bibliográfico constituído por obras impressas do séc. XVI aos finais do séc. XVIII, que tem vindo a ser objecto de tratamento técnico informatizado desde 1991.

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