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Augusto Joaquim Alves dos Santos, 1866-1924

Nasceu em Santa Maria da Cabração, Ponte de Lima, em Outubro de 1866.Recebeu ordens sacras no Seminário de Braga, foi capelão da Capela da Universidade de Coimbra e obteve o grau de Doutor pela Faculdade de Teologia no ano de 1900. Em 1916, doutorou-se em Letras. Foi professor de Grego e de Hebraico no Liceu de Coimbra (1901-1903; 1906- 1909) e, na Faculdade de Teologia, de que também foi Secretário, leccionou Teologia Dogmática, Ética Cristã Geral e Teologia Moral (1900-1910). Em 1911, com a extinção da Faculdade de Teologia, transitou para a Faculdade de Letras, onde regeu Pedagogia, Filosofia e Lógica, História da Filosofia Medieval, Moderna e Contemporânea, Psicologia Geral e Psicologia Experimental. Foi ainda professor, a partir de 1915, na Escola Normal Superior de Coimbra, inspector do Ensino Primário (1901-1906) e membro do Conselho Superior de Instrução Pública. Pedagogo e pioneiro dos estudos de Psicologia Experimental em Portugal (a investigação científica levou-o a França, à Suiça e à Bélgica), funda, em 1913, o Laboratório de Psicologia Experimental que dirigiu até à sua morte.

Das suas publicações destacam-se Educação nova: as bases, Lisboa, 1919; Elementos de filosofia scientifica, Coimbra, 1915; O ensino primário em Portugal nas suas relações com a história geral da nação, Porto, 1913; Psicologia e pedologia: uma missão de estudo no estrangeiro, Coimbra, 1913; e A nossa escola primária:  o que tem sido, o que deve ser, Porto, 1905?. Desempenhou um papel de relevo na história do ensino em Portugal. Republicano activo, a par de uma intensa actividade profissional, desempenhou funções públicas e exerceu cargos políticos significativos: Chefe do Gabinete do Governo Provisório (1911), Presidente da Câmara dos Deputados, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra (1918-1921), Deputado do Parlamento (1919-1921) e Ministro do Trabalho (1921-1922). Em 1904, foi distinguido com a Ordem de Santiago. Morre em Coimbra, em Janeiro de 1924.

Foi Director da Biblioteca da Universidade de Coimbra, de 1916 a 1924. Durante a sua administração, em que entrou em vigor O Regulamento da Biblioteca da Universidade de Coimbra, publicado no Diário do Governo, Iª Série, nº 222, de 31.10.1919, prosseguiu os esforços do seu antecessor para a modernização dos equipamentos e dos processos de acesso às espécies na Biblioteca, promovendo a conclusão da nova sala de leitura da Biblioteca e a construção de um "moderno depósito de livros", para guarda e exposição de cimélios. Impulsionou a organização e o desenvolvimento dos catálogos e deu início à elaboração do Catálogo dos Reservados.

Bibliografia

MEMORIA Professorum Universitatis Conimbrigensis, 1772-1937. Coimbra: AUC, 1992. Vol. 2. p. 41, 81, 335.

SANTOS, Alves dos - Catálogo dos cimélios da nossa Biblioteca: breve conversação preambular. Boletim da Biblioteca da Universidade. 7 (1922-1925). p. [42]-48.