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Após prolongada e injustificada ausência, livro quinhentista regressa à Biblioteca da Universidade

Moralia

Enquanto objetos materiais, os livros não têm comportamentos humanos. Por vezes, contudo, parecem verdadeiras personagens centrais em enredos de aparecimento e desaparecimento. Foi o que aconteceu recentemente com um livro que, depois de prolongada ausência, regressou às estantes reservadas da Biblioteca Geral.

O regresso decorreu pela mão do Sr Herculano Ferreira, conhecido livreiro estabelecido no Porto. Trata-se da obra intitulada Moralia, de Jerôme de Angest, editada em Paris, no ano de 1539. O volume sido adquirido por aquele livreiro juntamente com um vasto lote de outras obras. Depois de alguns contactos e perícias que confirmaram a sua pertença à Universidade, foi devolvida à Biblioteca, sem nenhum tipo de encargos.

Averiguações entretanto efetuadas permitiram apurar que o exemplar deu entrada na Biblioteca talvez na segunda metade do século XIX, proveniente da Livraria do Colégio Real. As circunstâncias do seu desaparecimento não puderam, porém, ser esclarecidas.



 

Moralia / Hieronymi ab Hangesto. - Parisiis : apud Iohannem paruum, 1540 ( [Paris] : Impressum hoc praeclarum opus in alma Parisiorum academia, [7 de outubro 1539])


Nota sobre o autor

Jerôme de Hangest nasceu em Compiègne, por volta do ano de 1480. Depois de ter estudado Artes no Colégio de Reims, foi admitido no Colégio da Sorbonne, para estudar Teologia. Foi Professor e Reitor da Universidade de Paris.

Obras Publicadas:

O autor e teólogo da Sorbonne deixou uma importante obra, num total de 14 títulos e 27 edições.

Em 1504 publica o seu primeiro trabalho Problemata logicalia e em 1507 é editado um segundo Problemata exponibilium no âmbito da lógica. Serão, no entanto, as obras de Escolástica, ética e moral, a crítica ao Luteranismo, com especial incidência na questão do livre arbítrio que o consagram como autor.

Durante o século XVI, este tratado moral foi reeditado sucessivamente em Paris, Lyon e Caen. A última edição de Paris ocorreu em 1539 (já depois da morte do autor).