
Estará patente no espaço das
Prisões Académicas da Universidade de Coimbra, entre 19 de Janeiro e 19 de
Março, uma mostra bibliográfica que expõe edições dos Reportórios dos tempos, precursores dos Almanaques ou Calendários.
Estes repositórios de dados e conhecimentos eram destinados ao grande público
que neles encontrava os dados astronómicos necessários à vida prática e as tão
apreciadas indicações de astrologia.
Das obras dedicadas unicamente ao
calendário religioso os calendários perpétuos destinavam-se ao cômputo das
festas móveis da igreja. Quer o Reportório
dos tempos de André de Avelar, quer o Calendário
Gregoriano perpétuo (1583) incluem as correcções necessárias que se
seguiram à reforma do calendário gregoriano que nasce da necessidade de fazer
regressar o equinócio da Primavera a 21 de Março e desfazer o erro de 10 dias
que ocorria na contagem do tempo do calendário juliano.
Após serem ouvidas várias
instituições científicas, criou-se uma comissão formada pelos melhores
astrónomos e matemáticos da época, onde o célebre padre jesuíta Christoph
Clavius e aluno da Academia de Coimbra, teve um papel preponderante. Na
exposição, incluem-se também as posições críticas de François Viète.
Veio a ser escolhido o projecto
de reforma apresentado pelo astrónomo Luís Lílio, e após serem ouvidos
numerosos príncipes, bispos e universidades, em 24 de Fevereiro de 1582
Gregório XIII publica a Bula Inter
Gravíssimas que estabelece os princípios essenciais do novo calendário.
Actualmente o calendário
gregoriano pode ser considerado de uso universal.
Mostra Evocativa | 18 de Janeiro a 19 de Março | Prisões
Académicas
2ª. a 6ª. Feira das 9:30h – 17:30h
Referências bibliográficas