Fialho de Almeida (1857-1911)
Publication date: 13-09-2011 11:52
Encontra-se patente na Sala do Catálogo
da Biblioteca Geral, uma mostra evocativa do centésimo aniversário da morte do escritor Fialho de Almeida.
José Valentim Fialho de Almeida nasceu em 7 de Maio de 1857, em Vila de Frades, no Baixo Alentejo.
Filho de um “casal animoso decidido a crescer e a agarrar-se à terra, e que transmitiu ao filho esse instinto, que nele acordará com violência inesperada, na hora própria” (A. Pimpão, 1945) Fialho de Almeida, modelou o seu carácter entre um traço de rudeza e de desconfiança.
De 1866 a 1871, em regime de internato no Colégio Europeu, em Lisboa, faz os estudos elementares. Entre 1875 e 1878, prossegue os estudos preparatórios para o ingresso no curso de Medicina na Escola Politécnica e na Escola Médica-Cirúrgica de Lisboa, licenciando-se em 1885, aos 38 anos. Exerce a profissão durante pouco tempo, preferindo cada vez mais a vida jornalística e literária.
Data de 1874 a sua estreia literária no jornal Correspondência de Leiria. Funda e dirige a revista literária A Crónica, em 1880, na qual, em resposta a Pinheiro Chagas, sobre a falta de originalidade dos escritores portugueses pós-queirosianos, escreve um artigo que, na opinião de Costa Pimpão, “passa por ser o manifesto do naturalismo português”.
Funda a revista A Ilustração, em 1882 e colabora em A Renascença
(1878-1881), O Contemporâneo (1879), Museu Ilustrado (1878-1879),
O Ocidente (1878-1891), A Ilustração Portuguesa (1884-1890) e A
Folha Nova (1882-1890). Foi ainda director literário do jornal O Interesse Público, 1886, e secretário
de redacção de O Repórter, jornal
dirigido por Oliveira Martins, em 1888.
A sua primeira obra, Contos, é publicada em 1881. Seguem-se-lhe, A Cidade do Vício (1882) e O País das Uvas (1893).
A sua faceta de crítico faz-se notar em particular na revista humorística Pontos nos II de Bordalo Pinheiro, onde escreve sob o pseudónimo Irkan. É contudo em Os Gatos, publicação mensal de inquérito à vida portuguesa, que escreve algumas das suas melhores páginas.
Morreu a 4 de Março de 1911, um sábado, de regresso a Cuba, no Alentejo, deixando um vasto espólio literário, tendo uma parte significativo do seu trabalho literário vindo a ser publicado postumamente.
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