Manuel da Fonseca: Centenário do Nascimento

Publication date: 28-10-2011 12:39

Manuel da Fonseca

Manuel Lopes da Fonseca nasceu no dia 15 de Outubro de 1911 em Santiago do Cacém e aqui se manteve até completar a instrução primária. Cerca de doze anos depois vai viver com a família para Lisboa, onde faz os estudos secundários. Frequenta o colégio Vasco da Gama, o Liceu Camões e a Escola Lusitânia e, mais tarde, a Escola de Belas Artes.

Figura proeminente do movimento neo-realista português, as suas crónicas, os seus poemas, os seus contos, os seus romances, mas também os seus argumentos para cinema e as suas peças para teatro, ficarão como paradigmas da nossa cultura.

Cedo se dedicou ao jornalismo publicando em 1925 os seus primeiros versos e narrativas no semanário o Periquito, de Santiago do Cacém.

Conta entre a sua vasta produção literária com algumas obras emblemáticas como, Rosa dos Ventos (1940), Cerromaior (1943), O Fogo e as Cinzas (1951) e Seara de Vento (1958). Integrou o grupo de escritores neo-realistas que publicaram no “Novo Cancioneiro”, com o livro de poemas Planície (1941).

Foi também colaborador habitual em revistas literárias, de que se destacam Cadernos da Juventude (1937), O Pensamento (1930-40), Afinidades (1942-46), Altitude (1939), Árvore (1951-53), Sol Nascente (1937-40), Vértice (1942) e os jornais O Diabo (1934-40) e O Diário (1976-90), entre outros.

Em simultâneo com a sua ação literária, Manuel da Fonseca desenvolveu ainda intensa atividade social, cultural e política, tendo sido preso em 1965 na sequência da atribuição do prémio de novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores de que era presidente, a Luandino Vieira pelo seu livro Luuanda. Faleceu em Lisboa, no Hospital de S. José, no dia 11 de Março de 1993, com 81 anos.

Exposição na Sala do Catálogo | de 28 de Outubro a 30 de Novembro |

Segunda a Sexta-feira no horário de funcionamento da Biblioteca

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