a carregar...

UC.PT

Colégio das Artes

Investigação

espaço5
ARTE E PRÁTICA CONCEPTUAL
espaço5

A investigação realizada no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, enquanto Unidade Orgânica de Ensino e Investigação, desenvolve-se na relação entre Arte e Prática Conceptual.
Esta relação será certamente esclarecedora do espaço da Arte Contemporânea em que se diluem fronteiras entre Teoria e Prática. A linha em que aqui a investigação se desenvolve, reconhece a dimensão oficinal da produção de pensamento, nos processos de conceptualização, e nos próprios processos da escrita e, sobretudo, encara as Práticas Artísticas na sua complexidade como espaço especulativo, enquanto objecto e instrumento de estudo.
A forma como as exposições criam diferentes contextos conceptuais lançando reptos aos artistas e a forma como os textos das publicações que delas resultam refletem um espaço de permanente questionamento. Em exposições como “Homeless Monalisa”, “Liberdade”, ou nas exposições “Motel Coimbra” (com os Doutorandos em Arte Contemporânea nos espaços expositivos do CA ou na sua versão nómada, na possibilidade de levar a produção artística destes a outros lugares,), na relação com novas geometrias do espaço expositivo como nas exposições realizadas no espaço circular do “Quarto 22”, ou nas exposições realizadas no âmbito do Laboratório de Curadoria (do Mestrado em Curadoria).

espaço5


Os artistas não organizam o seu trabalho no espaço expositivo apenas na expectativa de consumarem um ciclo produtivo em que a exposição lhes proporciona uma posteridade mas de verificarem a qualidade e a eficácia das suas propostas, de revitalizarem e reinterpretarem a análise que fazem da sua produção e, se necessário, reverem as premissas dessa experiência. Há outra dimensão que acentua o facto de nem o atelier nem o espaço de exposição poderem, na nossa época digital, serem aferidos como tipologias autónomas e mutuamente exclusivas, com efeito o nomadismo e portabilidade do Atelier implica que este possa domiciliar-se em experiências expositivas (pense-se no Palais de Tokyo ou mais próximo de nós o CAPC dos anos 70) ou ressurgir em plataformas virtuais que miniaturizaram a escala do atelier mas ampliaram a sua geografia. Neste sentido, as plataformas “Motel Coimbra” e “Homeless Monalisa” antecipando e, ao mesmo tempo, prolongando a latitude das exposições que delas tomaram o nome, são espaços de problematização mas também de expressão, de afirmação da dimensão plástica do pensamento.

espaço5


As diferentes formas como as publicações se manifestam enquanto lugar para a própria criação (em publicações como as da coleção “Infravioleta” em que a criação surge dos cruzamentos interdisciplinares) ou as publicações que resultam das relações que se estabelecem com diferentes saberes na conferencias realizadas no contexto deste doutoramento (coleção “As Artes do Colégio”).
A recente criação de um espaço dedicado à investigação sobre o legado da Arte Russa, tendo como ponto de partida a criação de um Ramo Virtual do Museu Russo de São Petersburgo, permite (na porta que se abre através deste Museu que é possuidor da maior coleção da Arte deste país) abrir possibilidades de investigação que estão para além da pesquisa histórica, na vitalidade das herança das vanguardas russas, na sua forte presença nas práticas artísticas contemporâneas. Mas também permite encontrar outros rumos que a arte tomou e que merecem uma maior visibilidade e ser objecto de estudo pelas possibilidades que podem abrir numa história de arte cujo caminho se faz de muitos caminhos.

espaço5


É sobretudo nas relações interdisciplinares, tendo a obra de arte como objeto e instrumento de estudo, que a investigação em Arte se desenvolve nesta Unidade Orgânica da UC, nas relações que se podem estabelecer entre Arte e Artes Plásticas, Arte e Artes Performativas, Arte e Arquitetura, Arte e Design, Arte e Literatura, Arte e Filosofia, Arte e Curadoria. a palavra “Arte” surge como elemento agregador, cuja aparente redundância, quando associada a outra que já inclui o conceito de arte (com diferentes graus de especificidade), é sobretudo um factor catalisador da reflexão e da complexidade das relações quando se procura olhar a arte em diferentes escalas, onde o particular muitas vezes expressa sobretudo o seu carácter expansivo, a potencialidade de, em Arte, a especificidade nunca deixar de ser expressão do todo que faz da arte, arte.