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Eficiência energética

O ideal de eco-eficiente é conseguir implementar uma política de proteção ambiental e de compromisso social, ao menor custo possível, dando simultaneamente valor adicional e aumentar as receitas. Face a isto, não se pode ter uma postura, por exemplo, exageradamente económica e social e não ter um comportamento ambiental correto. Isto é, conseguir alcançar um meio-termo entre estas três componentes, o mais correto seria uma situação como a descrita no diagrama seguinte.

Diagrama Eco-Eficiente

A energia está presente em todos os objetos que nos rodeiam e, sem ela, a vida seria impossível. No entanto, o consumo de energia tem um elevado impacto económico e ambiental. A escalada do preço do petróleo, tem vindo a instalar a crise em todos os sectores de actividade, em todo o mundo.

Atento a esta realidade, o Governo estabeleceu como principais objetivos para o sector energético:

Garantir a segurança do abastecimento de energia, através da diversificação dos recursos primários e dos serviços energéticos e da promoção da eficiência energética na cadeia da oferta e na procura de energia;

Estimular e favorecer a concorrência, de forma a promover a defesa dos consumidores, bem como a competitividade e a eficiência das empresas, quer as do setor da energia quer as demais do tecido produtivo nacional;

Garantir a adequação ambiental de todo o processo energético, reduzindo os impactos ambientais à escala local, regional e global, nomeadamente no que respeita à intensidade carbónica do PIB.

Paralelamente aos objetivos nacionais, as linhas de orientação do novo Plano Energético da União Europeia, apontam para 2020 as seguintes metas:

  • Aumento da penetração das energias renováveis para 20% do consumo global da UE;
  • Redução da intensidade energética em 20%;
  • Redução das emissões de gases de efeito de estufa em 20% (por referência ao nível de 1990).

No mais que provável cenário do aumento progressivo da fatura de energia, a Universidade de Coimbra, tem vindo a dar o seu contributo, não só no cumprimento da legislação, mas também contribuindo para a redução da faturação energética do seu edificado de uma forma eficaz e com tempos de retorno atrativos, promovendo uma Utilização Racional de Energia (URE).

A URE visa proporcionar a produção de bens e serviços através de tecnologias que proporcionam pelo menos os mesmos níveis de desempenho e de conforto, mas que reduzem os consumos face a soluções convencionais.

A URE pode conduzir a reduções substanciais da utilização da energia primária e também contribuir para mitigar as emissões de poluentes associadas à conversão de energia. Em muitas situações a URE pode também conduzir a melhorias elevadas de desempenho nos processos em que é integrada (vida mais longa dos equipamentos, melhor controlo de qualidade, menores necessidades de manutenção, etc.). Estes impactos podem assim contribuir para melhorar as condições oferecidas aos estudantes universitários, investigadores e professores.

O uso da energia de uma forma racional ou eficiente pode ser feito a vários níveis e de diversas formas, consoante cada caso, conseguindo-se normalmente economias significativas, das quais se salientam as medidas mais óbvias:

  • Reconversão/substituição de equipamentos por outros mais eficientes;
  • Reajuste nos hábitos do consumo de energia (desvio de cargas);
  • Equipamentos ligados desnecessariamente ou mesmo em stand-by;
  • Utilização de sistemas centralizados de gestão de energia;
  • Recuperação de energia não aproveitada;
  • Melhorias da eficiência dos sistemas de conversão de energia através, por exemplo, de sistemas de Cogeração;
  • Substituição de fontes energéticas fósseis por fontes de energias renováveis.