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Programa científicoO programa científico final das IIJPP poderá ser consultado neste link. Livro Programa-Resumo (descarregar) Palestras:"Patologías de los homínidos de Atapuerca"Doutora Ana Gracia Téllez Investigadora y conservadora del Centro UCM-ISCIII (Universidad Complutense de Madrid e Instituto de Salud Carlos III) de Evolución y Comportamiento Humanos Resumo da palestra: El objetivo último de cualquier estudio paleopatológico pretende conocer el estado de salud en las poblaciones del pasado. Para ello, la primera labor que se desarrolla responde a la realización del inventario y estudio de las evidencias osteopatológicas que aparecen en los registros arqueopaleontológicos. A partir de ellos se busca tener datos suficientes para estudiar epidemiología y comportamiento (hábitos, costumbres, respuestas pre-programadas...), con el fin de acercarnos un poco más a la realidad de un momento determinado en el pasado. El yacimiento de la Sima de los Huesos de Atapuerca representa un caso excepcional en la Prehistoria. Ha permitido recuperar más de 6.500 fósiles humanos, de al menos 28 individuos y que constituyen una muestra única para poder estudiar una población biológica que vivió hace medio millón de años. En esta conferencia relataremos las evidencias que hemos encontrado hasta la fecha en algunos de los homínidos de Atapuerca, y las conclusiones que se han podido extraer a partir de esos datos paleopatológicos. Mais informação sobre a Doutora Ana Gracia Téllez disponível neste link. "A infância da humanidade: os casos conhecidos de patologias de crianças"Prof. Doutora Eugénia Cunha Professora Catedrática do Departamento de Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra Resumo da palestra: Se as primeiras crianças, dos primórdios da nossa história, escasseiam, os casos de fósseis de não adultos que atestam doenças, são ainda mais raros. São revistos os principais fósseis de crianças da nossa história evolutiva, evidenciando e discutindo aqueles que exibem marcas de patologias de que padeceram durante a sua curta existência. Desde os primeiros vestígios pré-humanos, de há 7 milhões de anos, até aos últimos caçadores-recolectores, as grandes crianças da nossa história são analisadas. A raridade de testemunhos de doenças durante a infância é discutida no contexto de, em Paleopatologia, a ausência de evidência não ser evidência de ausência. "A densitometria óssea em paleopatologia"Professor Doutor João Pedroso de Lima Professor Associado Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Chefe de Serviço do Serviço de Medicina Nuclear dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra Dr.ª Anabela Albuquerque Assistente Hospitalar, Serviço de Medicina Nuclear dos HUC - Hospitais da Universidade de Coimbra Resumo da palestra: A medicina nuclear utiliza substâncias radioactivas com objectivos diagnósticos ou, menos frequentemente e em situações especiais, terapêuticos. As substâncias radioactivas fornecem informações sobre o comportamento dos sistemas biológicos através da detecção externa das radiações emitidas (no caso das aplicações diagnósticas) ou possibilita o tratamento através da interacção das radiações com o organismo doente (no caso das aplicações terapêuticas). Os métodos radioisotópicos baseiam-se na utilização de traçadores radioactivos, cujo comportamento fisiológico e bioquímico (para um determinado processo em estudo) é idêntico ao da substância estável. Sendo administrados em muito pequenas quantidades, não alteram os processos fisiológicos e, consequentemente, permitem um estudo funcional sem interferência na função. A medicina nuclear necessita, portanto, da presença de vida (actividade metabólica) para a execução das suas técnicas específicas. A osteodensitometria, não sendo uma técnica específica da medicina nuclear encontra-se, no entanto, frequentemente disponível em Serviços de Medicina Nuclear. Fundamenta-se, porém, em princípios diferentes, não implicando a sua realização a presença de actividade metabólica. A osteodensitometria baseia-se na atenuação, pelo corpo a examinar, de um feixe de radiação com dois níveis de energia, gerado por uma fonte de raios X. Este feixe atravessa o organismo a estudar e é posteriormente captado por um detector que analisa a atenuação diferencial provocada por tecidos moles e por tecidos mineralizados. O estudo permite calcular o valor de densidade mineral óssea da área estudada. É mais frequentemente utilizada para avaliação de situações de osteoporose. Após uma introdução genérica às particularidades da medicina nuclear serão referidos aspectos técnicos da utilização da densitometria óssea em ambiente clínico e como exame de apoio em paleopatotogia. "As epidemias no êxodo dos Judeus do Egipto"Professor Doutor João A. David de Morais Doutoramento e agregação em Medicina (ex-professor convidado da Universidade de Évora). Especialista em Infecciologia, Medicina Tropical, Saúde Pública e Medicina Interna (ex-director do Serviço de Medicina-2 do Hospital do Espírito Santo de Évora) Resumo da palestra: Como é sabido, a interpretação puramente teológica da Bíblia está ultrapassada. Impõe-se, pois, hoje em dia, abordar os textos bíblicos sob uma óptica multidisciplinar e integrada (“complementarista”, no dizer de Georges Devereux): teológica, arqueológica, antropológica, mitológica, sociológica, paleoclimatológica, epidemiológica, etc. Outrossim, a assumpção de que os factos da Bíblia, designadamente do Velho Testamento, ocorreram conforme ali se relatam não poderá, à luz dos progressos científicos actuais, ser linearmente aceite. Todavia, muitos desses factos tiveram efectivamente lugar, mas persistiram no tempo, durante vários séculos, por via da tradição oral, sendo subsequentemente fixados em textos segundo uma visão coerente com o contexto religioso e cultural vigentes. Assim, as epidemias descritas no êxodo dos Judeus do Egipto constituem um palimpsesto respeitante a surtos epidémicos diversos, correlacionáveis, na sua maioria, com as alterações climáticas então ocorridas no Médio Oriente. "Evidências de doenças, acidentes e tratamentos representados em ex-votos Portugueses dos séculos XVIII-XX"Dr.ª Maria Arminda Miranda Investigadora do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Universidade de Coimbra Técnica Superior da Fundação do Museu da Ciência, Universidade de Coimbra Dr.ª Maria do Rosário Martins nvestigadora do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Universidade de Coimbra Técnica Superior da Fundação do Museu da Ciência, Universidade de Coimbra Professora Doutora Ana Luísa Santos Professora Auxiliar do Departamento de Ciências da Vida, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra Investigadora do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Universidade de Coimbra Resumo da palestra: A Paleopatologia examina diversas fontes entre as quais se incluem representações iconográficas, artefactos e obras de arte, denominadas evidências secundárias. O ex-voto, abreviatura latina de ex-voto suscepto (o voto realizado), enquadra os actos gratulatórios resultantes dos designados milagres ou promessas e, como tal, são objectos de devoção, directamente associados à arte religiosa popular. A permuta com o divino que o ex-voto expressa artística e ritualmente é uma prática observada em várias épocas e culturas. Partindo da colecção de 130 ex-votos, adquiridos pela Universidade de Coimbra em 1990, destacar-se-ão os casos de doenças identificadas e de acidentes inscritos nas legendas ou expressos iconograficamente, tendo por objectivos discutir prováveis diagnósticos das doenças e avaliar o potencial como indicador de patologias visíveis e invisíveis em esqueletos humanos. Os 37 ex-votos seleccionados, pintados sobre madeira, folha-de-flandres, tela e papel, datam de setecentos ao início do séc. XX. Entre as situações registadas encontram-se doenças infecciosas, reumáticas, psiquiátricas, obstétricas, evidências de cirurgias, lesões traumáticas, intoxicações alimentares, além de outras de etiologia diversa ou desconhecida. A informação fornecida pelos registos, iconográfico e/ou escrito, permeiam os costumes e a conjuntura de época permitindo a obtenção de elementos subsidiários da investigação que toma o ex-voto como documento histórico.
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© University of Coimbra · 2009 Portugal/WEST GMT |
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