Radiação ionizante e seus efeitos em linhas celulares: efeito bystander vs resposta adaptativa

Supervisor: Maria Filomena Botelho

Instituto de Biofísica e Biomatemática

Rotation Code: MFB12

Células, quando expostas à radiação, sofrem alterações químicas (ruptura de ligações entre átomos; formação de radicais livres), físicas (ionização e excitação dos átomos) e biológicas (alteração das funções celulares). Como as células fazem parte de um todo essas alterações reflectem-se em todo o organismo. Dos vários tipos de radiação, a ionizante revela-se potencialmente perigosa pela sua capacidade de produção de iões causadores de danos biológicos. Dentro dos diversos tipos de acções da radiação ionizante, dois deles têm sido nos últimos tempos alvo de diversos estudos. São então, a resposta adaptativa e o efeito bystander. A resposta adaptativa baseia-se na premissa que nas culturas celulares existem células com o denominado “dano silencioso”. Estas células quando expostas a pequenas doses de radiação, são eliminadas conferindo um certo grau de radioresistência à cultura, quando esta é posteriormente exposta a doses de radiação maiores. No efeito bystander as células quando expostas à radiação libertam mensageiros celulares que serão responsáveis pela transmissão dos efeitos da radiação à distância, ou seja, a células não atingidas pela irradiação inicial.

Este trabalho tem como objectivo estudar os efeitos de um tipo particular de radiação, a radiação ionizante (radiação electromagnética ou corpuscular, capaz de produzir iões na sua passagem através da matéria) sobre a matéria, mais propriamente em culturas celulares. Pretende-se com este estudo determinar estes efeitos da radiação ionizante sobre culturas celulares e comparar os resultados com outros trabalhos já efectuados no instituto nas mesmas células com outro tipo de radiações e em outros tipos de culturas celulares. Assim serão aprofundados conhecimentos no efeito bystander e todas as alterações na metabolómica que ocorrem aquando deste efeito.