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FCTUC

Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC

Nota histórica...

Departamento de Informática

Quando, em 1997, a FCTUC começou a sua expansão para o Pólo II, onde em 2001/2002, já funcionaram os Departamentos das Engenharias Informática, Electrotécnica e de Computadores, Mecânica, Química e Civil, iam decorridos 225 anos desde a fundação, em 1772, das Faculdades que foram a sua raiz.

A FCTUC tem agora 11 Departamentos, que cobrem a maioria das áreas científicas das Ciências Exactas, Físicas e Naturais, da Engenharia, da Vida, da Arte maior que é Arquitectura e da Antropologia, tem ainda, como estabelecimentos anexos, os Museus de História Natural e de Física, o Jardim Botânico, o Instituto Geofísico e o Observatório Astronómico. As Unidades de Investigação integradas e as associadas são mais de 3 dezenas.

Departamento de Botânica

O modelo da Faculdade de Ciências tinha sido modernizado, nos planos curriculares e científicos, em 1965, mas o modelo organizativo e a diversidade das licenciaturas permaneciam quase sem alterações, desde 1911.

Efectivamente, durante o 1º Governo da República, a Universidade de Coimbra foi reformatada, nomeadamente com a conjunção das antigas Faculdades de Matemática e de Filosofia Natural para dar lugar à Faculdade de Ciências; os dois bacharelatos nela existentes, respectivamente o de Matemática e o de Filosofia Natural, desdobraram-se em quatro: Matemática, Engenharia Geográfica, Ciências Fisico-Químicas e Ciências Histórico Naturais. Ao curso de Preparatórios Militares acrescentaram-se os Cursos Preparatórios (3 anos) das Engenharias.

De 1994 a 2010, a FCTUC deteve o estatuto de Escola Universitária com autonomia administrativa e financeira. O modelo de gestão, descentralizado para os Departamentos, teve ampla participação assegurada pela existência de Conselhos e Comissões Directivas, Científicas e Pedagógicas, com representação de todos os corpos e tendencialmente paritário; foi implementado entre 1976 e 1981, sendo neste último ano que se iniciaram, com medidas legislativas, o regime semestral, o sistema das Unidades de Crédito e a semi-autonomia Departamental.

Em 2011, ao abrigo dos novos Estatutos da Universidade de Coimbra, cessou a autonomia administrativa e financeira da FCTUC, iniciando-se um novo ciclo que se pretende dotado de maior coerência estratégica das diversas Faculdades que integram a UC.

Colégio de Jesus


Em 1971 e 1972, quando iam decorridos dois séculos da vida, a sua antecedente Faculdade de Ciências foi reestruturada para acrescentar às 6 Licenciaturas clássicas das Ciências - Matemática, Engenharia Geográfica, Física, Química, Geologia e Biologia - os respectivos ramos científico e de formação educacional, e o 4º e o 5º anos daquelas outras Licenciaturas que se consideravam clássicas das Engenharias - Civil, Electrotécnica, Mecânica, Minas e Química. Com lucidez política, reconhecia-se que a C&T vão de par e formatava-se a primeira Faculdade de Ciências e Tecnologia portuguesa.

A afirmação da Faculdade de Ciências fazia-se sentir nas vertentes da Educação, da Ciência e até da Política. Recordam-se aqui dois Presidentes da República: o Doutor Bernardino Machado, que foi lente de Antropologia, o Doutor Sidónio Pais, que foi lente de Matemática. Mas as estruturas construídas mantinham-se quase como provinham de 1772. No séc. XIX, apenas fora construído o Instituto Geofísico e reformatado o Colégio de Jesus. Depois só se acrescentaram o Observatório Astronómico e o Departamento de Matemática (1969).

Departamento de Física

Na Faculdade de Ciências, que durou entre 1911 e 1972, as componentes da Investigação Científica foram revitalizadas na década de 1930, depois de quase um século de relativo apagamento; a criação de Revistas Científicas foi notabilíssima na década de 1920.

A formatação das antigas Faculdades de Matemática e de Filosofia Natural manteve-se muito constante durante todo o período do Regime Monárquico Liberal, i. e. entre 1835 e 1911. Foi naquele primeiro ano que aconteceram as reformas curriculares e conceptuais de Passos Manuel. 

Vivia-se o tempo da Revolução Industrial e com essa reforma dos estudos procurava-se vocacionar os "Matemáticos", os "Filósofos" para as práticas da Geodesia, Topografia e Cartografia, Climatologia, Tecnologia Química, Zootecnia, Veterinária, Agricultura, Metalurgia e Arte de Minas, Hidráulica. Os cursos que duravam 5 anos e preparavam também os professores para os Liceus, tinham os 3 anos iniciais claramente incidentes nas ciências básicas; serviam também como Preparatórios para a Licenciatura em Medicina (o de Filosofia), ou para a Carreira Militar (o de Matemática). E deve referir-se que algumas cadeiras de feição Tecnológica foram criadas neste tempo a de Agricultura em 1791, e as de Metalurgia e Hidráulica em 1801.

Laboratório Chimico


Ao recuar para a fundação, em 1772, das Faculdades de Matemática e de Filosofia Natural, encontra-se o período conturbado que marcou o fim do Antigo Regime e o inicio do Liberalismo, as sequelas políticas da Revolução Francesa e das Guerras Peninsulares (1789-1813), e mais directamente, a substituição dos Professores, notáveis, que fundaram aquelas Faculdades.

Na origem, encontra-se a reforma Pombalina, inspirada nas correntes enciclopedistas e iluministas do tempo, e que se expressou no bem sucedido planeamento e implementação (1772-1801) da organização curricular dos cursos, das metodologias de ensino, da produção de livros - texto, da reconstrução do Colégio de Jesus, para aí instalar e equipar o Museu de História Natural, o Gabinete de Física Experimental (hoje residual como Museu da Física), o Hospital da Universidade, com o seu Teatro Anatómico e a sua Farmácia. Construíram-se de raiz, o Laboratório Chymico, o Jardim Botânico e o antigo Observatório Astronómico. Recrutaram-se professores qualificados e ilustrados. Com estas duas Faculdades, as Ciências da Natureza e as Matemáticas entraram em Portugal.

Painel da Matemática

As Faculdades de Matemática e de Filosofia Natural complementavam-se para assegurar os dois bacharelatos, tal como hoje acontece com os Departamentos da FCTUC para assegurar as 13 Licenciaturas, 7 Mestrados Integrados e 36 Mestrados. Naturalmente, no fim do século XVIII, as dimensões, quando comparadas com as de hoje, diferenciavam-se por uma a duas ordens de grandeza: nesse tempo, o número de Professores catedráticos e de substitutos andava pelos 15, os estudantes andavam pela centena, em cada ano formava-se uma escassa dúzia de bacharéis, licenciados e doutores, e em cada Faculdade havia 4 a 6 cadeiras anuais.

Só que o património construído ainda aqui está e é lindíssimo. Tão pouco se apaga a memória dos pioneiros Drs. D. Vandelli, G. Dala Bella, José Bonifácio d´Andrade e Silva, Anastácio da Cunha, Avelar Brotero, Monteiro da Rocha, Vicente de Seabra, C. Lacerda Lobo, Filipe Folque e alguns outros.