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NOTICIAS

Universidade de Verão 2017

Publication date: 24-07-2017 10:39


Universidade de Verão 02

Na semana de 17 a 21 de julho, decorreu a semana da Universidade de Verão da UC, destinada alunos do ensino secundário, experienciando uma série de atividades pedagógicas e culturais que dão a conhecer o que de melhor se faz na instituição e na cidade de Coimbra.

A sessão de abertura da missão Ciências da Terra da Universidade de Verão, contou com uma mostra do trabalho cientifico realizado pelos docentes do Departamento de Ciências da Terra, mostrado a enorme diversidade de áreas das ciências da Terra.

A primeira atividade teve como tema O mundo invisível do Jurássico, onde figuraram os microfósseis, fosseis que permitem construir a tabela do tempo geológico, em contraste aos fosseis de dinossauros, que são sempre associados pelo cidadão comum a este período, sendo, no entanto, pouco representativos. A atividade contemplou uma introdução a um tipo de fosseis menos conhecido, assim como observação destes ao microscópio.

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O segundo dia foi dedicado ao percurso geológico, com uma saída de campo à zona da portela, para observação de xistos e do Grupo de Silves, que se sobrepõe ao anterior. Os alunos tiveram uma introdução ao trabalho de campo realizado pelos geólogos, fazendo medições de direção e pendor de camadas, determinado zonas de contacto entre diferentes unidades, interpretando movimentos de falhas e medindo as direções das mesmas e uma breve explicação sobre o trabalho de proteção de taludes relativamente a situações de instabilidade.

A atividade “A mãe natureza também é radioativa?” visou clarificar que a radioatividade é uma propriedade natural, em oposição ao conhecimento do cidadão comum, que associa esta quase sempre a atividade antrópica. Também foi destacado em como a radioatividade pode ser usada para comparação de materiais ajudando na sua datação. Na componente prática foi mostrado uma série de materiais naturais radioativos, e de seguida proposto aos alunos uma procura de outros pelo laboratório usando o espectrómetro portátil de Raios Gama. Posteriormente experimentou-se fazer uma série de medições, com o mesmo espectrómetro, em materiais no exterior do edifício.

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Na atividade “As rochas são resistentes e duráveis?” foram efetuados alguns ensaios que permitem determinar uma série de propriedades físicas e mecânicas das rochas. Antes de se deslocarem ao Laboratório Santander, os alunos utilizaram o martelo de Schmidt, que permite medir a dureza de diferentes tipos de rocha como um conglomerado, um quartzito e um arenito, registando-se a variação de valores obtidos. Seguidamente, no Laboratório Santander, foi realizado o ensaio de “Slake Durability”, que permite definir a resistência ao desgaste dos materiais rochosos em meio aquoso, e por fim efetuaram-se vários ensaios de “Point Load Test”, onde é aplicado uma força que provoca a rotura do material rochoso, de modo a determinar a resistência desse material.

O CrimeLab exemplificou que as ciências da terra são usadas em áreas muito diferentes do que tradicionalmente são associadas, neste caso, na criminologia. Foi mostrado em como se usam métodos da geologia para determinar, através dos dentes, a proveniência de um corpo. Assim como a analise de solos pode colocar um suspeito no local do crime.

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A atividade terminou com um exercício prático que comparou a composição de vários solos ligados a três suspeitos com o solo de uma zona onde ocorreu um crime.

A semana terminou com o MIN 101, um workshop de mineralogia, que apresentou o microscópio de luz polarizada, e onde foram observadas várias lâminas delgadas. Os alunos visualizaram minerais, tendo sido explicado os conceitos da polarização da luz, a diferença entre refringência e birrefringência, assim como o calculo da birrefringência de um mineral.

Veja aqui as fotografias da missão Ciências da Terra da Universidade de Verão.