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Professores

Investigadores da Universidade de Coimbra criam tecnologia para monitorizar doenças cardíacas

A equipa de investigadores foi liderada por Paulo de Carvalho, um especialista em informática clínica, que, com a colaboração de três médicos, desenvolveu esta tecnologia.
11 abril
Investigador Paulo de Carvalho
Investigador Paulo de Carvalho
© Paulo de Carvalho

Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) criou uma tecnologia que permite monitorizar doenças de coração através do som dos batimentos cardíacos. Esta iniciativa foi desenvolvida no âmbito do projeto “SoundForLife”, tendo sido financiado pela Faculdade para a Ciência e Tecnologia (FCT) e testada tanto em doentes do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), como em pessoas saudáveis.

A equipa de investigadores foi liderada por Paulo de Carvalho, um especialista em informática clínica, que, com a colaboração de três médicos, desenvolveu esta tecnologia. O batimento cardíaco foi obtido com recurso a pequenos sensores e «desenvolvemos um algoritmo que permite extrair automaticamente os denominados tempos sistólicos do coração e estimar o débito cardíaco», avança o responsável pela investigação num comunicado de imprensa. 

Paulo de Carvalho reforça que a grande vantagem da tecnologia é permitir «o seguimento permanente de vários tipos de patologias cardiovasculares, em particular a insuficiência cardíaca, em ambulatório. Não estamos a inventar informação nova, já que a auscultação sempre foi e continua a ser uma fonte de informação extremamente relevante no diagnóstico e prognóstico médico, sobretudo em cardiologia, apenas encontrámos uma nova solução para fornecer ao clínico informação que ele já percebe. Ou seja, descobrimos uma forma de obter em casa informação que até agora só era possível adquirir no hospital. Com esta tecnologia, o doente tem um acompanhamento constante e de longo prazo no conforto do seu lar». 

O responsável concluiu dizendo que com este tipo de monitorização contínua «consegue-se fazer uma correção muito mais fina evitando que o doente evolua para situações agudas. É uma ferramenta valiosa para o prognóstico e diagnóstico, de simples utilização».

In Exame Informática: https://bit.ly/2UPX2CG