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Departamento de Matemática

Testemunhos

Os diplomados pelo Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra têm encontrado saídas profissionais em diversas áreas, tais como a informática, a banca, os seguros, as telecomunicações e o sector espacial, o ensino e a investigação. Eis alguns testemunhos de ex-alunos.

Edvan Trindade, Estudante de doutoramento em Matemática na Universidade Federal da Bahia, Brasil.

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC?
Fiz o ensino médio no Colégio Estadual Alfredo Agostinho de Deus na cidade de Lauro de Freitas, Bahia, Brasil. Acho que posso dizer que foi a UC que me escolheu, pois eu nunca sonhei em sair do Brasil para estudar. Porém, a oportunidade surgiu e sabemos que a UC é uma universidade com muita história e com muito a oferecer. Eu não poderia deixar a oportunidade passar de jeito nenhum. De 2010 a 2012 fui aluno da UC ao abrigo do Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI).

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC?
Guardo na memória os muitos amigos que fiz (agora tenho amigos em todos os lugares do Brasil), os professores (que são excelentes profissionais) e o jeito como fomos recebidos na UC.

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC? 
Voltei para o Brasil para dar continuidade aos meus estudos. Um ano depois terminei a graduação, e um ano e meio mais tarde terminei o mestrado. Agora estou no segundo ano do doutoramento trabalhando na minha tese. A minha área de pesquisa é Sistemas Dinâmicos e o que venho estudando é a propriedade de "Decaimento de Correlações para Fluxos Hiperbólicos Singulares".

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC? 
Acredito que estudar na UC me abriu portas para que eu pudesse dar continuidade aos meus estudos. Aqui no Brasil, temos a possibilidade de fazer o mestrado e doutoramento com bolsa de estudos, mas para isso é preciso passar entre os primeiros colocados. Acredito que o acréscimo no meu currículo da formação que obtive no DMUC fez com que eu passasse em primeiro lugar na seleção do mestrado e em segundo na seleção do doutoramento. Com isso, a CAPES, órgão brasileiro que havia financiado meus estudos na UC, continuou financiando meus estudos de mestrado e, agora, de doutoramento. Sou muito grato a todos (CAPES, DMUC, professores, etc.), pois não chegaria aonde estou sem todo esse apoio que tive e que ainda tenho.

Edvan Trindade



Filipa Alexandra Cardoso da Silva, Atuário Estagiário na empresa Mercer.  

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC? 
Estudei na Escola Secundária da Sertã. A Universidade de Coimbra sempre foi a minha primeira opção, não só pela sua localização mas também pelo seu prestígio.

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC?
Citando os agradecimentos da minha tese de mestrado “... ao DMUC, um departamento de pessoas fantásticas ao qual tenho orgulho de ter pertencido!”. E é isto que guardo! As pessoas que conheci: os amigos que fiz; os fantásticos professores sempre dispostos a ouvir, a tirar dúvidas, que nos tratam pelo primeiro nome, que têm um verdadeiro gosto e ensinar; os funcionários da biblioteca, do bar, do secretariado. Todos eles me fizeram crescer e é também graças a eles que hoje sou a pessoa/profissional que sou!

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC?
Depois de terminar o Mestrado em Matemática na área da Estatística, Optimização e Matemática Financeira frequentei um estágio durante 7 meses na empresa EDP. Posteriormente candidatei-me ao Programa Inter-Universitário de Doutoramento em Matemática (Universidade de Coimbra/Universidade do Porto) que terminei em Julho de 2016. Atualmente estou a realizar um estágio na empresa Mercer.

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC? 
Independentemente de trabalhar ou não nas áreas onde me formei, estudar no DMUC deu-me as ferramentas necessárias para dar o meu melhor em qualquer desafio profissional. O rigor matemático que me foi exigido ao longo de toda a minha formação, o espírito crítico, o raciocínio lógico e os constantes desafios foram e são fundamentais no percurso que estou a construir.

Filipa Silva



Miguel Cabrita, co-founder da Enlightenment.AI.

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC?
No ensino secundário frequentei a Escola Secundária José Falcão em Coimbra e quando terminei decidi escolher matemática pois não tinha a certeza do que gostaria de fazer no futuro mas, sabendo que iria para uma área científica, ao escolher matemática teria a possibilidade de facilmente mudar para outro curso com que mais me identificasse. Felizmente as várias aplicações de matemática que vim a conhecer motivaram-me a ficar no curso.

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC?
A história e os costumes da nossa Universidade, que tem de tanto de bela quanto tem de antiga; as amizades duradouras que lá estabeleci; os fantásticos professores que fomentavam o espírito crítico e a curiosidade e tornavam a aprendizagem sempre desafiante; as pedras no caminho e claro, os projetos ambiciosos que conseguimos cumprir no NEMAT/AAC, com uma equipa dedicada e trabalhadora.

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC? 
Ao terminar o mestrado, ramo de análise aplicada e computação, trabalhei para uma consultora de BI que me colocou numa companhia de seguros, na secção de sistemas de informação. Lá trabalhei com SAS na área de desenvolvimento, onde fazia automatização de processos de extração de dados, bem como alguns relatórios que utilizavam estruturas de cubos OLAP. Infelizmente não me sentia motivado e estava bastante insatisfeito no meu trabalho, tendo optado por sair desse emprego. Em conjunto com alguns amigos começámos um projeto chamado Enlightenment.AI. Especializados em data science e machine learning, rapidamente encontrámos empresas, algumas com cerca de meio milhão de clientes, interessadas nos nossos serviços de consultoria, com quem começámos a trabalhar. Algumas pessoas têm-nos contactado para aprender connosco, havendo a perspectiva de as integrar em novos projetos.

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC?  
A capacidade de raciocínio que treinamos no curso juntamente com a criatividade são excelentes qualidades que são valorizadas. Além disso, muitas das técnicas e conceitos utilizados em machine learning e data science são estudados ao longo do curso em cadeiras como estatística, matemática numérica e optimização numérica. Assim sendo, uma formação forte em matemática acaba por ser diferenciadora para quem entra nesta área.



Miguel Cabrita

 Rita Medeiros, Junior IT Consultant na Everis (Portugal).

- Onde fez o seu ensino secundário e porque escolheu estudar Matemática na UC?
Fiz o ensino secundário na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, de onde sou natural. Na verdade, estudar matemática não foi a minha primeira opção. Tal como a generalidade dos estudantes indecisos quanto ao curso superior, na hora de decidir, optei por Gestão. Tendo estudado ciências no ensino secundário, a minha [curta] experiência na área económica foi dececionante. Assim sendo, e um pouco “empurrada” por uma grande professora de matemática do liceu desta cidade, decidi experimentar a Licenciatura em Matemática. Escolhi a UC por ser na minha cidade natal e por se tratar de uma escola de excelência para aprender matemática em Portugal. Se voltasse atrás, fazia tudo igual.

- Que memória guarda dos anos que estudou na UC? 
As melhores. Em primeiro, brilhantes Professores que marcaram positivamente o meu percurso, não só académico mas também pessoal. Aulas brilhantes, com gargalhadas pelo meio, e uma maneira de ensinar personalizada e genuinamente focada e interessada no aluno. Os muito bons amigos que levo de Coimbra para a vida. Os grandes jantares de curso, as festas de arromba, a PRAXE, as Queimas das Fitas…!, o fazer parte desta história tão bonita que é a nossa cidade. E por fim, mas não menos importante, recordo com imensa saudade a bondade e boa disposição do grandioso Sr. Luís, o mítico funcionário do Bar do DMUC, que contribui diariamente para que ir ao departamento não seja nunca uma obrigação, mas sim um genuíno prazer.

- Qual foi o seu percurso depois de estudar na UC?
Após terminar a Licenciatura em Matemática, e tendo, durante a mesma, desenvolvido um gosto especial pela área da Estatística, ingressei no Mestrado (MSc) em Estatística da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que concluí com sucesso um ano depois. De seguida, comecei a trabalhar como Junior IT Consultant na Everis, onde me encontro de momento.

- Que importância teve para o seu percurso profissional a formação matemática que adquiriu no DMUC?
Ao candidatar-me a um mestrado no estrangeiro, um dos maiores medos que enfrentei foi o de não “estar à altura” do nível exigido pela universidade e de, relativamente aos futuros colegas, o meu background ser inferior e, portanto, vir a ter maiores dificuldades em acompanhar aulas, realizar trabalhos, etc.. Contudo, rapidamente me apercebi que o nível de conhecimentos que trazia de Coimbra, que me foram transmitidos durante a LM, era muito bom, quando comparado com os demais e concluí o mestrado com sucesso em grande parte devido à bagagem de conhecimento e de outras competências não técnicas que trazia da LM. Correntemente, encontro-me a trabalhar enquanto consultora de IT num projeto que a minha empresa integra num conhecido banco espanhol, e nas minhas funções diárias encontro sempre a necessidade de pôr em prática conhecimentos técnicos (ao nível da programação, nomeadamente, e do raciocínio lógico) que adquiri em Coimbra mas também de fazer uso do espírito crítico e da capacidade de ser autónoma e proativa que também na licenciatura aprendi. Posso dizer, com bastante confiança, que os anos que passei no DMUC foram aqueles em que mais aprendi e me preparei para os desafios que tenho vindo a enfrentar.

Rita Medeiros



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