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Notícias de 2009

Única Palinóloga Forense Portuguesa investiga na FCTUC e no INML

Publication date: 02-02-2009 11:30

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Utilizar o Pólen e esporos para desvendar crimes


Perante um crime, de que tipo de ambiente tem origem uma amostra? Há ligação entre pessoas, objectos e locais? A estas questões responde a Palinologia Forense, uma ciência que utiliza o pólen e esporos das plantas para determinar se o local onde vítima morreu corresponde ao local de deposição do cadáver e ligar suspeitos e objectos a locais de crime. Em suma, o perfil palinológico (tipos polínicos e sua abundância) das amostras faz a correspondência entre o suspeito e o local do crime.

Esta ciência ainda pouco utilizada (existem somente 5 palinólogos forenses a nível mundial) tem-se revelado extremamente útil para desvendar crimes graves (homicídio, violação, rapto, terrorismo, tráfico de drogas ilegais).

A única Palinóloga Forense portuguesa está em Coimbra. Investiga no Instituto Nacional de Medicina Legal (INML) e na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). A realizar um Pós-Doutoramento, Mafalda Faria já colaborou na investigação de crimes, nomeadamente ligados a homicídios e drogas ilícitas.

Dependendo dos casos, explica a investigadora, " a metodologia da Palinologia Forense passa pela recolha e análise de amostras de solo e plantas de locais do crime (amostras controlo) e de amostras dos pertences das vítimas e suspeitos (amostras forenses), determinar e comparar perfis palinológicos das amostras.

Os grãos de pólen (que no seu conjunto se designa por pólen) e os esporos possuem algumas características que os torna muito úteis na prática forense. São produzidos em grande número, são muito resistentes à degradação mecânica, química e biológica, apresentam características morfológicas únicas que permite a sua identificação taxonómica e caracterizam diferentes regiões e habitats. Além disto encontram-se amplamente distribuídos, constituem importante material de transferência, e como são estruturas microscópicas passam despercebidos às pessoas (inclusive às que cometem crimes).

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