Biólogo da FCTUC descobre duas Novas Espécies de Aranhas

Publication date: 12-05-2009 12:14

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Chamam-se Tegenaria barrientosi e Parapelecopsis conimbricensis, as duas novas espécies de aranhas descobertas no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, pelo biólogo Luís Crespo, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), através do IMAR.

Normalmente consideradas seres repelentes, as aranhas assumem um papel muito importante, não só no equilíbrio dos ecossistemas, mas em muitas outras áreas: “Como predadores de topo, as aranhas são excelentes bioindicadores. Numa outra vertente, as aranhas produzem toxinas que podem ser usadas para o desenvolvimento de fármacos”, explica o biólogo da FCTUC

Devido ao seu riquíssimo complexo proteico, as teias de aranha produzem a seda natural com a melhor qualidade do mundo. Com a descrição destas novas espécies, “está aberto o caminho para novos estudos sobre a evolução da espécie e a sua utilidade para o Homem”, observa Luís Crespo, que vai agora estudar aranhas das ilhas Selvagens e de Porto Santo.

Colhidas em 2004, as novas espécies começaram a ser estudas um ano depois, com a colaboração da Universidade de Basel. Um trabalho complexo e moroso que implicou, ainda, a comparação com outras espécies existentes já descritas e registadas no World Spider Catalogue, uma base de dados providenciada pelo Museu de História Natural de New York, onde constam todas as espécies existentes no mundo.

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