Investigadores da FCTUC estudam novos materiais para restauro dentário
Publication date: 10-09-2009 09:50

Para resolver
o grande problema da durabilidade limitada dos actuais compósitos utilizados
nos restauros dentários, devido à enorme sensibilidade à variação da
temperatura bucal, a aposta passa por
desenvolver compósitos híbridos, incluindo partículas nanométricas, com base em
novos polímeros mais resistentes e mais duráveis, conclui um estudo
realizado uma equipa multidisciplinar das Faculdades de Ciências e Tecnologia
(FCTUC) e Medicina FMUC) da Universidade de Coimbra, que pela primeira vez em Portugal, fez a caracterização física e
mecânica (a resistência ao desgaste e à fadiga) dos compósitos usados
actualmente na reparação de dentes danificados.
Durante os últimos cinco anos, os investigadores (de Eng. Mecânica, Eng. Química e Medicina Dentária) realizaram estudos in vitro e in vivo, analisaram o efeito do envelhecimento dos materiais ao longo do tempo - acompanharam a evolução da deterioração ao longo de 3 anos – e desenvolveram técnicas “inexistentes até ao momento em Portugal, que permitem testar e validar novos materiais mais resistentes, mais duráveis e menos sensíveis à variação da temperatura da boca, que é um dos problemas dos compósitos actuais”, informa o coordenador do estudo, Amílcar Ramalho.
Durante a investigação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), e que originou 10 artigos científicos publicados em revistas de referência nacionais e internacionais, foi também identificado e estudado um novo material polimérico muito resistente, com reduzida sensibilidade à temperatura da cavidade oral.
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