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Notícias de 2011

Estação sismológica de Coimbra é a primeira da Península Ibérica a integrar rede mundial de referência no estudo de sismos

Publication date: 09-03-2011 13:15

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A estação sismológica do Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra (IGUC), uma das mais antigas do mundo, acaba de ser considerada "Reference Station of the World" por parte da IASPEI (International Association of Seismology and Physics of the Earth's Interior.

A sua localização estratégica e o facto de ser titular de um acervo único, com um dos registos mais longos e completos de actividade sísmica do mundo, foram factores decisivos para se tornar na primeira estacão sismológica da península ibérica a integrar esta rede mundial de excelência e, assim, assumir um papel central no estudo da sismologia.

O primeiro desafio dos responsáveis da estação sismológica de Coimbra passa pela conservação e digitalização dos registos sísmicos mais antigos e importantes da história e pela sua colocação no repositório Online mundial criado pela IASPEI. Um repositório que reúne arquivos dos sismos mais graves da história para que a comunidade científica internacional os possa estudar. Os sismogramas de cerca de 50 dos maiores sismos Europeus estão já digitalizados e disponíveis online.

De acordo com a sismóloga Susana Custódio, o projecto visa “não só a preservação dos sismogramas mais importantes da história sísmica, mas, também, a disponibilização gratuita a nível mundial de informação sísmica para estudos científicos, dado que estes registos contêm mananciais de informação muito útil para compreender onde é mais provável que futuros sismos aconteçam”.

Com as sofisticadas técnicas actuais, esclarece a investigadora, “é possível extrair muita informação dos registos sísmicos antigos que ajudam a calcular o grau de perigosidade sísmica actual e, consequentemente, permitem adoptar medidas de prevenção para reduzir a destruição causada por futuros sismos”.

No fundo, podemos dizer que se trata de estudar o passado para antecipar o futuro porque, “ ao encontrar respostas detalhadas para questões como: O que aconteceu? Como aconteceu? Onde? E a que profundidade?, é possível antecipar onde pode voltar a acontecer, permitindo que se implementem medidas de protecção mais forte por forma a evitar catástrofes”.

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