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FCTUC

Notícias de 2011

FCTUC desenvolve Aerogéis para o próximo Rover que e ESA vai enviar para Marte

Publication date: 19-07-2011 16:58


Uma nova geração de aerogéis com propriedades Super isolantes, desenvolvida por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e Instituto Pedro Nunes (IPN) em parceria com a empresa Active Space Technologies, vai garantir o isolamento térmico do próximo Rover a ser enviado para o planeta Marte, em 2014, pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Testado com sucesso o novo material, os investigadores estão agora em fase de ensaios de qualificação espacial, ou seja, «estão a ser simuladas as condições ambientais do planeta Marte, tais como temperatura, níveis de radiação e vácuo, entre outras, para avaliar o comportamento das mantas de super isolamento. Trata-se de ensaios de muita exigência porque o aerogel tem de suportar pressões e temperaturas muito diversas para garantir o funcionamento numa gama de temperaturas restrita dos circuitos electrónicos e de todo o veículo em Marte, um planeta com características muito particulares», explica Ricardo Patrício, da Active Space Technologies.

O aerogel desenvolvido em Coimbra possui propriedades que o tornam único. O “segredo”, revela o responsável máximo da Active Space Technologies, está no uso de «um processo específico de secagem dos produtos à base de sílica que garante uma menor densidade e maior flexibilidade». Mas, até alcançar resultados positivos, o consórcio, dividido em três grupos de acção, percorreu um longo caminho. A Universidade de Coimbra, através do Departamento de Engenharia Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC), trabalhou na síntese do aerogel, ou seja na química fundamental do processo e na secagem do produto; o IPN na caracterização físico-química do novo material e, por último, a Active Space focou-se na no desenvolvimento e engenharia de produto e na aplicação industrial do novo material.

Com um orçamento global de um milhão de euros, o projecto é financiado pela ESA e pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional.

Verificadas as propriedades ímpares deste novo aerogel, o consórcio está já a explorar novas vertentes comerciais, nomeadamente «para o tratamento de efluentes e para aplicações na medicina, utilizando o aerogel, por exemplo, para o encapsulamento de medicamentos que garantam a libertação controlada e segura de fármacos», conclui Ricardo Patrício.

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