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FCTUC

Notícias de 2011

Mostra de Cinema Científico

Publication date: 13-07-2011 16:57

Ciclo de cinema integrado nas comemorações do primeiro centenário da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra
Ciclo Cinema Horse

The Horse and the Ants (a tribute to Eadweard Muybridge) - © Carlos M Fernandes(2009)

Jardim Botânico da UC
entre 18 e 22 de Julho de 2011
21h 30m

Entrada livre

Mostra de cinema científico constituída por 5 sessões que exploram o potencial reflexivo/epistemológico do dispositivo cinematográfico na produção de conhecimento científico.

Sinopse: Um ciclo introdutório e impressionista sobre as aplicações do cinema no domínio da ciência, explorando a história rica desse cruzamento e o desenvolvimento das técnicas experimentais cinematográficas como instrumento de análise e síntese com vista à compreensão e visualização de fenómenos científicos. O ciclo apresenta, entre outros, os filmes educativos e poéticos de Jean Painlevé, filmes dos anos 1910 de observação da natureza, aplicações do cinema para o estudo astronómico e ensaios experimentais de observação empírica da natureza.

Programa
#1 | A popularização da ciência - filmes de Jean Painlevé

18 de Julho | 21.30 horas - entrada livre

Hyas & Stenorinques de Jean Painlevé, 1929, 13 minutos, 16mm, preto e branco, som (com intertítulos)
Música: Chopin, orquestrado e conduzido por Maurice Jaubert

Apresentação dos pequenos crustáceos vulgarmente conhecidos por caranguejos-aranha, que têm a capacidade de se camuflar de diversas formas.

L’Hippocampe de Jean Painlevé, 1934, 13 minutos, 16mm, preto e branco, com som
Música
: Darius Milhaud

Estudo sobre a locomoção vertical deste pequeno peixe, também conhecido por cavalo-marinho. Apresentação do seu modo de reprodução único, no qual o macho dá à luz depois de a fêmea colocar os ovos na sua bolsa. Imagens do desenvolvimento dos embriões.

Oursins de Jean Painlevé, 1954, 11 minutos, 16mm, cor, com som
Música: Ruído organizado em homenagem a Edgar Varèse / “The Real Mambo”

Biologia e comportamento do ouriço-do-mar. Documentário realizado em macro-cinema e em acelerado, com numerosos grandes planos que revelam detalhes anatómicos.

Les Amours de la Pieuvre de Jean Painlevé, 1967, 13 minutos, 16mm, cor, com som
Música
: Pierre Henry

Estudo sobre a locomoção do polvo, o modo como respira e se alimenta. O seu habitat na fenda de uma rocha. A copulação e os ovos do animal.

Cristaux Liquides de Jean Painlevé, 1978, 7 minutos, 16mm, cor, com som
Música
: “Antarctica” de François Roubaix

Estudo microscópico da estrutura molecular dos cristais líquidos e das suas disposições multicolores.

#2 | Os Mistérios do Céu

19 de Julho | 21.30 horas - entrada livre

Uma sessão pensada livremente a partir do imaginário particular relacionado com a observação celeste e as possibilidades poéticas do cinema, tendo a ciência como pano de fundo.

Rose Hobart de Joseph Cornell, 1936-1939, 17 minutos, 16mm, com som

Rose Hobart é um filme profundamente misterioso que reflecte o universo artístico e obsessivo de Joseph Cornell, o seu interesse pelo coleccionismo e também pela astronomia, exemplificando a sua prática de reutilização de elementos previamente encontrados, à imagem do que fazia nas suas composições escultóricas que constituíam pequenas narrativas de sonho e imaginação. O filme é concebido a partir de imagens de East of Borneo, George Melford, 1931, retiradas ao contexto e à organização interna do filme, de modo a construir outra narrativa composta por elipses e repetições enigmáticas. Cornell citou o léxico do cinema mudo, retirando o som ao filme, acrescentando-lhe uma banda sonora exterior e cobrindo as imagens de um azul nocturno, da luz do eclipse que magnetiza todo o filme.

L’Éclipse de Soleil du 17 Avril 1912 (O Eclipse do Sol de 17 de Abril de 1912), realizador desconhecido, 1912, 7 minutos, 35mm (em dvd), cor, sem som, intertítulos em francês.

Um eclipse e o seu progresso filmado a cores em 1912 pelos estúdios Gaumont, recorrendo a uma câmara tri-cromática e à aceleração do movimento para dar a ver o fenómeno. O filme mostra-nos Paris mergulhada na luz do eclipse, iluminada como se fosse de noite, procurando mostrar os seus efeitos imediatos e o interesse público que suscitou. O mesmo eclipse foi igualmente registado em Portugal pelo astrónomo Francisco Miranda da Costa Lobo, que demonstrou as possibilidades de registar em filme as variações deste fenómeno astronómico.

Observando El Cielo de Jeanne Liotta, 2007, 19 minutos, 16mm, cor, com som

“Sete anos de gravações dos espaços celestes, sete anos de imagens recolhidas do caos cósmico e inscritas em 16mm a partir de diferentes lugares, neste tripé de câmara que é a Terra. Esta obra não é uma metáfora, nem um símbolo, mas uma sensação a partir de um acontecimento na bruma da percepção, através da qual se escoa o tempo. Gravações de rádio da magnetosfera em acção, captadas em baixa frequência, permitem ao universo falar na primeira pessoa. The Sublime is Now. Amor Fati!” Jeanne Liotta

#3 | Cinematografia do Invisível

20 de Julho | 21.30 horas - entrada livre

Exemplos do cinema de divulgação e vulgarização científica
Apresentação de diversos filmes científicos e excertos, entre os quais:

Éducation Physique Étudiée au Ralentisseur, realizador desconhecido, 1915, 35mm (em dvd), cor, sem som, 7 minutos, intertítulos em holandês

Les Moeurs des Araignées des Champs (Os Costumes da Aranha do Campo), realizador desconhecido, Produção Éclair-Scientia, 1913, 8 minutos, 35mm (em dvd), cor, sem som, intertítulos em holandês.

“Nos dias frios de Outubro, quando as teias exibem o seu mais belo brilho, começam a deteriorar-se.” (intertítulo do filme)

Les Mouches (As Moscas), realizador desconhecido, Produção Éclair-Scientia, 1913, 6 minutos, 35mm (em dvd), cor, sem som, intertítulos em holandês

Um filme sobre o desenvolvimento das moscas desde o estado larvar até à vida adulta e sobre os perigos que transportam para a saúde pública.

Het Leven in de Insectenwereld (A Vida no Mundo dos Insectos), realizador desconhecido, 1919, 8 minutos, 35mm (em dvd), cor, sem som, intertítulos em holandês

Le Vampire (O Vampiro) de Jean Painlevé, 1939-1945, 9 minutos, 16mm, preto e branco, som
Música:
“Black and Tan Fantasy” e “Echoes of the Jungle” de Duke Ellington

O Vampiro é um dos filmes mais conhecidos de Jean Painlevé e um dos que melhor exemplifica a sua ideia de cinema e da afinidade que estabeleceu entre o mundo animal e os eventos históricos da sua época. Convidado em 1938 pelo Instituto Pasteur de Paris para filmar alguns animais exóticos recentemente adquiridos, Painlevé prestou especial atenção a um morcego-vampiro brasileiro, assim chamado pelo seu hábito de se alimentar do sangue de outros animais.

#4 | Noites de Eclipse

21 de Julho | 21.30 horas - entrada livre

Flor e Eclipse de Marcelo Felix, 2011, 20 minutos, dvd, cor, som [presença do realizador]

O filme evoca a invisibilidade das plantas que não distinguimos, propondo a uma pequena amostra um protagonismo fugaz: o reconhecimento do seu nome, a percepção do seu aspecto, a enumeração das suas propriedades e a convocação de todos esses elementos numa improvável história de amor.

Rose Hobart de Joseph Cornell, 1936-1939, 17 minutos, 16mm, cor, som

“Na cena final de Rose Hobart surge um eclipse e o sol parece cair do céu, mergulhando na água. Cornell montou as imagens de uma esfera branca (em vez do sol) a cair na água, com os círculos do movimento que provoca na água depois de desaparecer sob a superfície. P. Adams Sitney chamou ao eclipse ‘o evento natural crucial’ do filme e escreve que toda a montagem está organizada a partir dele. O filme não está estruturado como uma narrativa linear, mas sim segundo o modo como a mente inconsciente ordena os sonhos, evocando algumas imagens instigadas pela emoção, até chegar a este último acontecimento, ao sol que desce do céu até cair na água, não de maneira lógica, mas através da associação e repetição” (Catherine Corman)

#5 | Árvores

22 de Julho | 21.30 horas - entrada livre

Arbres (Árvores) de Sophie Bruneau e Marc-Antoine Roudil, 2002, 50 minutos, 35mm (em dvd), som

Árvores conta-nos a história da Árvore e das árvores. O filme parte das origens para seguir numa viagem através do mundo das árvores e das árvores do mundo, da Namíbia à Califórnia, passando por Madagáscar, pela África do Sul e pela Europa. Evoca as grandes diferenças e as pequenas semelhanças entre as árvores e o homem, com a ideia fecunda de a nossa relação com as árvores inscrever-se sempre numa relação com o mundo.



Mais informações e programa completo na página web  http://cinema.transnatural.com/

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