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FCTUC

Notícias de 2011

Investigadores da UC desenvolvem novos materiais para remover Dióxido de Carbono e Metano da Atmosfera, os dois principais gases do Efeito Estufa

Publication date: 25-10-2011 16:01


Uma vasta equipa interdisciplinar de investigadores, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), está a desenvolver Supramoléculas Organometálicas para a geração de novos materiais, capazes de sequestrar da atmosfera dois dos principais gases do efeito estufa – o Dióxido de Carbono (CO2) e Metano (CH4). Uma investigação, na área da Química Ambiental, decisiva para a diminuição do Aquecimento Global do Planeta.

De um modo geral, podemos dizer que os investigadores estão a desenvolver novas moléculas, com propriedades únicas, para gerar novos materiais que, não só absorvem o CO2 e o CH4, como ainda os podem transformar em produtos de valor acrescentado, nomeadamente em metanol (para a produção de biocombustível) e ácido fórmico, muito utilizado na química industrial (na produção de papel, de espuma, etc).

No centro de todos os estudos estão as Porfirinas, moléculas orgânicas da família da clorofila (formadas por anéis pirrólicos ligados entre si), biodegradáveis. Assim, numa primeira fase, os investigadores estão centrados em obter uma “impressão digital” das Supramoléculas Organometálicas com os mais ínfimos detalhes, um processo complexo que exigiu a aquisição de equipamento específico - espectrometria de massa multidimensional – apropriado para desdobrar a molécula e os seus fragmentos a níveis sem precedentes.

E é justamente com base no conjunto de informação fornecida pela “impressão digital” que os investigadores vão produzir novas porfirinas com as propriedades ideais para “devorar” CO2 e CH4 da atmosfera. “Um enorme desafio científico”, revela o coordenador da investigação, Abílio Sobral, porque “temos de sintetizar moléculas capazes de coordenar e conjugar carbono em dois estados de oxidação diferentes. E como estamos a trabalhar com fases sólidas e gasosas, descobrir a metodologia para as fazer reagir, no momento exato, com a velocidade ideal, na direção certa, é um trabalho científico de grande complexidade”.

As conclusões da investigação, denominada “Supramoléculas organometálicas para sequestramento e conversão química, in situ, de CO2 e CH4 Atmosféricos”, e financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), em 200 mil euros, serão determinantes para um novo paradigma na proteção do planeta. Os ecossistemas que absorvem CO2 e CH4 “estão no limite da sua capacidade e a situação pode sofrer um colapso repentino, de consequências imprevisíveis, tornando-se urgente preparar novos materiais para sequestrar os gases de efeito estufa e transformá-los em produtos de valor acrescentado”, assevera o especialista em Química Orgânica da FCTUC.

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