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GEMF

Grupo de Estudos Monetários e Financeiros

Estudos do GEMF, N.º 07 de 2000

  

Imunização e M-Quadrado: Que Relação?


Jorge Cunha

Dep. Produção e Sistemas,  Escola de Engenharia, Universidade do Minho

Abstract:
Um investimento em obrigações do estado com cupão de taxa fixa não está isento de risco. Designadamente do risco de taxa de juro, o qual corresponde ao facto de o valor final de um investimento, naquele tipo de obrigações, não ser conhecido a priori, face à incerteza quanto ao comportamento das taxas de juro no futuro. Contudo, um investidor pode adoptar um procedimento de investimento que permite proteger-se do risco de taxa de juro: é a estratégia de imunização [Redington (1952) e Fisher e Weil (1971)]. No entanto, esta estratégia pressupõe que seja definido, no momento em que se efectua o investimento, o tipo de choque sobre a estrutura de prazos das taxas de juro. Está-se, deste modo, perante um novo tipo de risco: o risco de imunização. Para ultrapassar este problema Fong e Vasicek (1984) deduziram um instrumento que permite minimizar aquele risco e que designaram por M-quadrado.
O presente artigo visa testar a eficácia da estatégia de imunização de um portafólio constituído por obrigações de taxa fixa, e avaliar o impacto que o M-quadrado possa ter sobre a rendibilidade de diferentes portafólios.
As principais conclusões foram: a estratégia de imunização foi eficaz; o portafólio barbell está mais exposto ao risco de taxa de juro e obteve uma rendibilidade menor; e o M-quadrado tem uma influência reduzida sobre a rendibilidade dos portafólios.

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