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FFUC

Faculdade de Farmácia

História do Ensino



A Universidade de Coimbra foi o berço do ensino farmacêutico em Portugal. Desde finais do século XVI, o Curso de Boticários e a Escola de Farmácia – que deu lugar à Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra – incidindo inicialmente numa formação prática, inseriu gradualmente conteúdos teóricos na formação dos boticários e futuros farmacêuticos, mantendo até 1902 uma dupla via de formação, acentuando uma vertente escolar e outra de cariz prático. 

O primeiro Curso de Boticários instituído era essencialmente prático, uma vez que a Universidade só intervinha para avaliar os conhecimentos dos candidatos a boticários através de um exame final. 

A Reforma Pombalina de 1772, guiada pelo espírito experimental, marcou a primeira grande mudança no ensino farmacêutico em Portugal. Pela primeira vez passou a existir ensino farmacêutico dentro dos muros da Universidade constando de dois anos de prática de operações químicas (realizadas no Laboratório Chimico) e de dois anos de prática de operações farmacêuticas (realizadas no Dispensatório Farmacêutico), oferecendo uma alternativa à formação em oficina tutelada pelo Físico Mor e proveniente deste a primeira metade do século XVI

Contudo, só em 1836 foram introduzidas na formação em Farmácia disciplinas de índole teórica, sendo essa a data em que também foi fundada a Escola de Farmácia da Universidade de Coimbra, anexa à Faculdade de Medicina. Fundaram-se igualmente as congéneres de Lisboa e do Porto e extinguia-se a via de acesso à profissão pelo Físico Mor. Em 1836 surgiu dentro das Escolas uma dupla via de ensino: uma de orientação teórica e prática e outra essencialmente prática.

Em 1902, o ensino farmacêutico foi pela primeira vez considerado como ensino superior. A reforma desse ano uniformizou a formação dos farmacêuticos tendo eliminado a dupla via de acesso à profissão pela Escola de Farmácia. 

Em menos de 20 anos, a Escola Superior de Farmácia de Coimbra autonomizou-se, sofrendo reformas comuns às das outras duas Escolas do país, Lisboa e Porto.
Em 1915, a Escola teve pela primeira vez instalações próprias (a Casa dos Mellos). Em 1919, passou a conceder o grau de licenciado, última etapa antes da constituição de uma Faculdade de Farmácia em 1921.