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Estudante de Doutoramento e Docentes da FFUC vencem Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira

Publication date: 16-10-2017 15:14

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Com o propósito de contribuir para a promoção e dinamização da investigação em Saúde Pública por farmacêuticos em Portugal, a Ordem dos Farmacêuticos atribui um prémio de investigação científica no montante de 10.000 Euros, designado por Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira.

Esta distinção atribuída pela Ordem dos Farmacêuticos (OF) tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República e visa distinguir anualmente o melhor projeto científico desenvolvido por farmacêuticos portugueses na área da Saúde Pública, cujo contributo destaque o papel do farmacêutico na sociedade e a sua valorização naquela área.

A Ordem dos Farmacêuticos atribuiu este ano o Prémio de Investigação Científica Professora Doutora Maria Odette Santos-Ferreira, ao estudante de doutoramento da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC) Diogo Mendes, pelo trabalho sobre a utilidade da métrica NNT na avaliação da relação beneficio-risco dos medicamentos.

"A contribuição do número necessário para tratar (NNT) para uma avaliação do benefício-risco dos medicamentos baseada na evidência” é o título do projeto científico vencedor, coordenado pelo estudante da FFUC, Diogo Mendes, no qual participam também os docentes da FFUC Doutores Carlos Alves e Francisco Batel Marques.

A distinção foi entregue na cerimónia oficial de abertura do Congresso Nacional dos Farmacêuticos 2017, que decorreu entre 12 e 14 de outubro p.p., no Centro de Congressos de Lisboa.

Este trabalho analisa diferenças na avaliação clínica e da relação do benefício-risco dos medicamentos por especialistas e autoridades, procurando explicar divergências nas decisões das agências reguladoras.

Dando como exemplo o fármaco a rosiglitazona, utilizado no tratamento da diabetes, que foi retirado do mercado europeu em 2010, por problemas de segurança cardiovascular, mas que se manteve em comercialização nos EUA, os investigadores explicam que as agências reguladoras iniciaram projetos destinados a testar e desenvolver metodologias (com foco em abordagens quantitativas) que podem trazer uma maior clareza ao processo de tomada de decisão e ajudar a tomar decisões mais objetivas, consistentes e baseadas em evidência.

O estudo, desenvolvido na Associação para a Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem (AIBILI), abrangeu um período de 15 anos e incluiu outros medicamentos retirados do mercado. Os investigadores consideram que o NNT não substitui outras métricas na avaliação do benefício-risco dos medicamentos, embora forneça informações úteis e de valor acrescentado em avaliações bem definidas.

O número necessário para tratar (NNT) é uma das metodologias recomendadas para testes adicionais na avaliação de benefício-risco dos medicamentos. O NNT é interpretado como o número de doentes necessários para tratar com uma terapia versus outra, para obter um resultado adicional dentro de um dado período de tempo. Pode ser usado para quantificar benefícios (NNTB), danos (NNTH) e relações benefício-risco (ou seja, a probabilidade de ser ajudado ou prejudicado com a utilização de um determinado medicamento).