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FFUC

Património Histórico-Farmacêutico

Drogas vegetais, animais e minerais

Esta colecção de drogas de origem natural, que correspondem a partes de plantas (raízes, caules, folhas, flores, frutos, sementes), a produtos do seu metabolismo (ex. óleos essenciais, óleos gordos, ceras, amidos, gomas, produtos resinosos), a animais e a minerais. Os fármacos são provenientes sobretudo de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Índia.

A maior parte dos fármacos em alonga apenas possui como legenda o nome comum, salvo muito poucas excepções onde é dado o nome científico. Deste modo, para todos os fármacos foi efectuada pesquisa em livros de referência e artigos científicos recentes de modo a poder identificar-se o conteúdo de cada alonga, bem como da atribuição do nome científico da espécie e respectivo autor. Relativamente aos nomes científicos, a informação é fornecida de acordo com as mais recentes revisões taxonómicas compiladas e disponíveis online através do projecto “The Plant List”, onde as abreviaturas dos autores dos nomes científicos estão de acordo com as regras de Brummitt & Powell (www.theplantlist.org).

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ABACATEIRO: Designação atribuída às folhas de Persea americana Mill. (Persea folium)

Sinónimos: Persea gratissima C.F.Gaertn.

Família: Lauraceae

Composição química: Polióis (D-perseitol), taninos.

Indicações terapêuticas: Utilizado popularmente como diurético. O óleo de abacate, obtido por expressão da polpa do fruto, é muito usado em cosmética.

Origem: Brasil

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002000 


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ABSINTO ou LOSNA: Designação atribuída às folhas basilares ou inflorescências ligeiramente folhadas, ou mistura destes órgãos, inteiros ou fragmentados, secos, de Artemisia absinthium L. (Absinthii herba).

Família: Asteraceae

Composição química: Óleo essencial de composição variável (β-tuiona, acetato de crisantenilo, acetato de trans-sabinilo), lactonas sesquiterpénicas (absintina, anabsintina, matricina, artabsina), flavonóides, ácidos fenólicos, taninos.

Indicações terapêuticas: Usada principalmente como amargo aromático em casos de falta de apetite, dispepsia e disquinésia biliar.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002001

Esta planta está na base da elaboração da bebida alcoólica “licor de absinto”, que até princípios do século XX era muito consumido em França e era conhecido como a “fada verde” pela sua cor e efeito alucinogénico. Hoje sabe-se que a bebida possui neurotoxicidade devido às tuionas e por isso encontra-se proibida a sua comercialização em vários países.

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ABÚTUA ou PARREIRA BRAVA: Designação atribuída às raízes de Chondrodendron microphyllum (Eichler) Moldenke e C. platyphyllum (A.St.-Hil.) Miers 

Família: Menispermaceae

Composição química: Alcalóides isoquinoleicos (berberina, (-)-curina, (+)-isocondrodendrina, condrofolina), linhano (siringaresinol), esteróides (β- sitosterol, estigmasterol).

Indicações terapêuticas: Possui acção paralisante sobre os músculos estriados. Utilizada na medicina tradicional como diurético, antidiarreico, em gastrites e em infecções das vias urinárias.

Origem: Brasil

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002002

Por um longo período de tempo, a origem botânica dos fármacos abútua ou parreira brava e curares foi duvidosa. Actualmente, está esclarecido que a abútua ou parreira brava é obtido das espécies Chondrodendron microphyllum e C. platyphyllum (Menispermaceae), enquanto que os curares (termo genérico aplicado aos extractos aquosos concentrados ao fogo e ao sol, obtidos de várias espécies tóxicas, usados como venenos de flechas pelos índios sul americanos) são obtidos das espécies: Chondrodendron tomentosum Ruiz & Pav. (única espécie com tubocurarina), Curarea candicans (Rich. ex DC.) Barneby & Krukoff, C. tecunarum Barneby & Krukoff e C. toxicofera (Wedd.) Barneby & Krukoff (Menispermaceae) e de várias espécies do género Strychnos, principalmente Strychnos guianensis (Aubl.) Mart., S. jobertiana Baill., S. peckii B.L.Rob. e S. toxifera R.H.Schomb. ex Lindl. (Loganiaceae).

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AÇAFRÃO: Designação atribuída aos estigmas secos de Crocus sativus L., geralmente juntos pela base a um estilete curto.

Família: Iridaceae

Composição química: Carotenóides heterosídicos (crocósido ou crocina) principal

responsável pela cor amarelo-alaranjada, outros carotenóides (α- e β-caroteno, licopeno), glucósido amargo (picrósido).

Indicações terapêuticas: Utilizado popularmente como sedativo e espasmolítico. É usado externamente em odontalgias e nos distúrbios da dentição.

Origem: Ásia ocidental

Alonga cilíndrica: Alt. 16,5 cm; Diâm. 6 cm

 de registo: FFUC00002003

O seu principal uso é como aromatizante e corante de alimentos.

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AÇAFROA, FLOR: Designação atribuída à flor seca de Carthamus tinctorius L. (Cartami flos). 

Família: Asteraceae

Composição química: Flavonóides (glucósidos de luteolol, cartamina), constituinte amargo (arctiósido). 

Indicações terapêuticas: Usada na medicina tradicional como estimulante do apetite, dispepsias, parasitoses intestinais. Externamente, é usada como cicatrizante.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002004

Usada como corante alimentar.

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ACHIOTE, URUCUM ou QUISAJU: Designação atribuída às sementes de Bixa orellana L

Família: Bixaceae

Composição química: Apocarotenóides (bixina e nor-bixina – vermelho; orelina - amarelo), outros carotenóides (betacaroteno, luteína, zeaxantina), mucilagens, taninos.

Indicações terapêuticas: Popularmente usado como cicatrizante em problemas da pele, queimaduras, herpes zóster. Em cosmética utiliza-se como bronzeador.

Origem: Moçambique

Alonga periforme: Alt. 16 cm

 de registo: FFUC00002005

Muito usado como corante alimentar.

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ACÓNITO: Designação atribuída às raízes secas de Aconitum napellus L.

Família: Ranunculaceae

Composição química: Alcalóides diterpénicos (aconitina, mesaconitina, hipaconitina, neopelina, napelina, neolina), ácidos orgânicos, taninos.

Indicações terapêuticas: Por ser um veneno de acção potente e rápida praticamente não se usa por via interna. Topicamente, utiliza-se popularmente para o tratamento de nevralgias, especialmente em nevralgias do trigémeo.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002006


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AGAR-AGAR (gelose): Designação atribuída aos poliósidos de diversas espécies de Rhodophyceae (algas vermelhas), principalmente do género Gelidium J.V.Lamouroux. É extraído por tratamento das algas com água fervente, filtrado ainda quente, concentrado e seco (Agar). 

Família: Rhodophyceae

Composição química: Mucilagem praticamente constituída por um sal cálcico de poli-holósidos ácidos tipo galactana complexa. É uma mistura entre a agarose (fracamente sulfatada), a piruvil-agarose (fracamente sulfatada) e a agaropectina (fortemente sulfatada).

Indicações terapêuticas: Usado como laxante. Em tecnologia farmacêutica é usado como emulsionante e estabilizador de suspensões, e na indústria alimentar para o fabrico de gelados e pudins.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 30; Diâm. 13

 de registo: FFUC00002007


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AIPO: Designação atribuída à parte aérea e aos frutos maduros de Apium graveolens L. 

Família: Apiaceae

Composição química: Óleo essencial (limoneno, selineno, sedanolido, sedanenolido), lactonas sesquiterpénicas, cumarinas C-preniladas, furanocumarinas livres, flavonóides.

Indicações terapêuticas: Usado popularmente como diurético, estimulante do apetite, depurativo do sangue, remineralizante em casos de reumatismo e gota. Externamente, é usado em queimaduras e inflamações cutâneas.  

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002008

Muito usado em culinária.

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ALCAÇUZ, RAIZ: Designação atribuída às raízes e rizomas secos, inteiros ou fragmentados, mondados ou não, de Glycyrrhiza glabra L. e/ou de G. inflata Batalin e/ou G. uralensis Fisch.  (Liquiritiae radix).

Família: Fabaceae

Composição química: Saponósidos triterpénicos (ácido glicirrízico, que ocorre como uma mistura de sais de potássio e cálcio denominada glicirrizina), flavonóides (liquiritina, glabridina), cumarinas, polissacáridos, açúcares, amido.

Indicações terapêuticas: Pelas suas propriedades expectorantes e anti-inflamatórias é muito usado no tratamento da tosse, bronquite e co-adjuvante no tratamento de gastrites e úlceras gástricas e duodenais.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002009


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ALCARÁVIA: Designação atribuída aos mericarpos (frutos) inteiros, secos, de Carum carvi L. (Carvi fructus).

Família: Apiaceae

Composição química: Óleo essencial (carvona, limoneno), óleo gordo, flavonóides (quercetina, isoquercetina).

Indicações terapêuticas: Muito usada em diversos transtornos gastrointestinais de tipo espasmódico, flatulência e cólicas dos recém nascidos. Externamente, é utilizada no tratamento de feridas e micoses dada a sua acção antisséptica e fungicida.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002010

Usada em culinária como condimento e na elaboração de bebidas alcoólicas (licores e aguardentes).


ALCATRÃO DE FAIA: Designação atribuída ao alcatrão obtido de Fagus sylvatica L.

Família: Fagaceae

Origem: Portugal

Frasco: Alt. 16 cm

 de registo: FFUC00002011



ALCATRÃO DE ZIMBRO ou MERA: Designação atribuída ao alcatrão obtido dos troncos e raízes de Juniperus communis L. 

Família: Cupressaceae

Origem: Portugal

Frasco: Alt. 18 cm

 de registo: FFUC00002012


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ALECRIM: Designação atribuída às folhas inteiras, secas, de Rosmarinus officinalis L. (Rosmarini folium). 

Família: Lamiaceae

Composição química: Óleo essencial de composição muito variável (α-pineno, cânfora, 1,8-cineol, canfeno, borneol, a-terpineol), lactonas diterpénicas amargas (carnosol, rosmanol), flavonóides (luteolina, apigenina, diosmetina), ácidos fenólicos (ácidos cafeico e rosmarínico), ácidos triterpénicos (ursólico, betulínico).

Indicações terapêuticas: Usado no tratamento de distúrbios digestivos, particularmente devido a deficiências hepatobiliares. Externamente, é usado como coadjuvante no tratamento de doenças reumáticas e alterações circulatórias periféricas, para favorecer a cicatrização de feridas e como antiséptico.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002013

Em cosmética, são usados extractos em champôs para combater a caspa, estimular o couro cabeludo e escurecer o cabelo. Os cremes com alecrim são usados no tratamento de estrias e dermatites seborreicas.

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ALFAZEMA, FLOR: Designação atribuída às flores secas de Lavandula angustifolia Mill. (Lavandulae flos). 

Sinónimos: Lavandula officinalis Chaix; L. spica L.

Família: Lamiaceae

Composição química: Óleo essencial (linalol, acetato de linalilo, terpinen-4-ol), taninos, fitosteróis, ácido ursólico.

Indicações terapêuticas: Usada pelas suas propriedades sedativas em estados de ansiedade, agitação, insónia e em distúrbios digestivos de origem nervosa Popularmente é usada para desinfectar e facilitar a cicatrização de feridas e como antisséptico e anti-inflamatório bucal.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002014


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ALGA PERLADA, MUSGO BRANCO ou MUSGO DA IRLANDA: Designação atribuída às algas vermelhas (Rhodophyceae), principalmente Chondrus crispus Lingby e Gigartina mamillosa Agardh., de onde se obtêm as carrageninas.

Família: Rhodophyceae

Composição química: Mucilagens constituídas por carrageninas, polímeros lineares de D-galactose, altamente sulfatados.

Indicações terapêuticas: Usada como laxante, protectora da mucosa gástrica e intestinal e tem acção anti-inflamatória. Muito utilizada na indústria farmacêutica, alimentar e cosmética devido às suas propriedades gelificantes e estabilizantes.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002015


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ALGODÃO: Designação atribuída aos pêlos obtidos a partir da camada superficial das sementes de diferentes espécies do género Gossypium L. 

Família botânica: Malvaceae

Composição química: Maioritariamente celulose e cerca de 2% de substâncias de natureza lipídica (óleos e resinas).

Indicações terapêuticas Algodão hidrófilo: Usado para absorver líquidos biológicos de feridas e na protecção de tecidos; Algodão cardado: Utilizado principalmente na protecção de material de vidro durante a sua esterilização.

Origem: Brasil

Alonga piriforme: Alt. 16 cm

 de registo: FFUC00002016

Podem obter-se dois tipos de algodão: Algodão hidrófilo quando os pêlos são limpos, purificados, branqueados e cuidadosamente cardados. O produto é preparado com algodão novo ou de cardaduras de boa qualidade e não contém qualquer matéria corante correctiva (Lanugo gossypii absorbens);

Algodão cardado quando os pêlos são recobertos de uma camada de lípidos, apenas penteados e eliminadas as impurezas sólidas.



ALOÉS: Designação atribuída ao suco concentrado e seco proveniente das folhas de Aloe vera (L.) Burm.f. (Aloe barbadensis) (Aloés de Barbados ou de Curaçau), ou de diversas espécies do género Aloe L., principalmente Aloe ferox Miller (Aloe capensis) (Aloés do Cabo). 

Sinónimos: Aloe barbadensis Mill. (sinónimo de A. vera (L.) Burm.f.)

Família: Asparagaceae

Composição química: Aloés do Cabo: aloínas A e B, 5-hidroxialoína A, aloé-emodina, crisofanol, aloeresinas A e B. Aloés de Barbados: aloínas A e B (aloína, barbaloína), aloeresinas A, B e C.

Indicações terapêuticas: Usado na obstipação ocasional (tratamentos de curta duração), e em estados patológicos nos quais é necessária uma evacuação fácil.

Origem: África (Aloés do Cabo); América (Aloés de Barbados)

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002017

Do A. vera, pode ainda obter-se o gel de aloé, que é o suco viscoso do parênquima mucilaginoso que se encontra no interior das folhas e é obtido após eliminação dos tecidos mais externos, ricos em compostos antraquinónicos. Este gel é rico em mucilagens (principalmente acemanano). O gel possui sobretudo propriedades hidratantes, anti-inflamatórias e cicatrizantes, sendo utilizado externamente em afecções dermatológicas diversas: queimaduras, feridas, eczemas, ictiose, psoríase. Em cosmética, é também utilizado como protector solar e hidratante cutâneo.

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ALTEIA, RAIZ: Designação atribuída às raízes secas, mondadas ou não, inteiras ou fragmentadas, de Althaea officinalis L. (Althaeae radix).

Família: Malvaceae

Composição química das raízes: Mucilagens (com estrutura muito ramificada, compostas por D-galactose, L-ramnose e ácidos D-glucorónico e D-galacturónico), flavonóides, taninos; das folhas: mucilagens e flavonóides.

Indicações terapêuticas: As mucilagens são responsáveis pelas actividades anti-inflamatória, emoliente e béquica. Usada na tosse seca, bronquite, inflamações da mucosa do tubo digestivo, síndrome do cólon irritável, obstipação e diarreia. Usada topicamente em queimaduras, abcessos, furúnculos e outros processos inflamatórios cutâneos.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002018

Na Farmacopeia Portuguesa Portuguesa encontra-se também inscrito o fármaco: 

Alteia, folha designação atribuída às folhas secas, inteiras ou fragmentadas, deAlthaea officinalis L. (Althaeae folium).



AMIDOS: Designação atribuída à principal substância de reserva das plantas, localizando-se preferencialmente nos frutos (cariopses) de gramíneas e órgãos subterrâneos (p.ex. tubérculos). 

Família: Marantaceae (M. arundinacea); Poaceae (O. sativa, Z. mays, Triticum spp.); Solanaceae (S. tuberosum).

Composição química: Polímero quase puro de D-glucose, com uma mistura de 2 poli-holósidos: amilose (ca 20%) e amilopectina (ca 80%).

Indicações terapêuticas: São muito utilizados directamente ou transformados. Em farmácia são usados como desagregantes na formulação de comprimidos, na obtenção de dextrinas, ciclodextrinas, sorbitol e outros derivados com interesse industrial, bem como na forma de mucilagens com acção emoliente e protectora em diversas afecções da pele.

Origem: British Drug Houses, London

Frascos: Várias dimensões.

 de registo: FFUC00002019

Na Farmacopeia Portuguesa Portuguesa encontram-se inscritos vários amidos consoante a espécie de que são extraídos:

Amido de arroz: Designação atribuída ao amido extraído da cariopse de Oryza sativa L. (Oryzae amylum);

Amido de batata: Designação atribuída ao amido ou fécula de batata extraído dos tubérculos de Solanum tuberosum L. (Solani amylum) - o mais utilizado na Europa;

Amido de milho: Designação atribuída ao amido extraído da cariopse de Zea mays L. (Maydis amylum);

Amido de trigo: Designação atribuída ao amido extraído da cariopse de Triticum aestivum L. (Tritici amylum).

Existe ainda o Amido de maranta ou araruta, que não está inscrito na Farmacopeia Portuguesa Portuguesa, que é a designação atribuída ao amido extraído das raízes de Maranta arundinacea L.


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AMIEIRO NEGRO, CASCA: Designação atribuída às cascas secas, inteiras ou fragmentadas, dos caules e dos ramos de Frangula dodonei Ard. (Frangulae cortex). 

Sinónimos: Rhamnus frangula L.; Frangula alnus Mill.

Família: Rhamnaceae

Composição química: Glucofrangularósido e frangularósido ou frangulina-antrona, que após oxidação por secagem originam respectivamente glucofrangulósido A (glucofrangulina A) e glucofrangulósido B (glucofrangulina B).

Indicações terapêuticas: Em doses muito baixas é usado como colagogo e em doses elevadas é usado como laxante ou purgante.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002020


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ANGÉLICA, RAÍZ: Designação atribuída aos rizomas e raízes, inteiros ou fragmentados, cuidadosamente secos, de Angelica archangelica L. (Angelicae radix).

Sinónimos: Archangelica officinalis Hoffm.

Família: Apiaceae

Composição química: Cumarinas (umbeliferona, ostol), furanocumarinas (angelicina, arcangelicina, bergapteno), óleo essencial (α-felandreno, β-felandreno, careno, α-pineno, limoneno, bisabolol), constituintes amargos, taninos.

Indicações terapêuticas: Usada como estimulante do apetite, dispepsias, espasmos gastrointestinais, meteorismo e flatulência. Também usada popularmente como sedativo.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002021


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ANIL ou ÍNDIGO: Designação atribuída ao produto obtido pela fermentação das folhas frescas em água de várias espécies do género Indigofera L., principalmente de I. suffruticosa Mill. e I. tinctoria L.

Sinónimos: Indigofera anil L.

Família: Fabaceae

Composição química: Índigo e indirubina (o glicósido indican por hidrólise liberta glicose e indoxil; por exposição ao ar dá-se a oxidação do indoxil com formação do corante índigo; o isatan B por hidrólise liberta isatin, que por oxidação origina a indirubina).

Indicações terapêuticas: Possui in vitro acção anti-inflamatória, antimicrobiana, embriotóxica e antitumoral.

Origem: Ásia

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002022

É um dos corantes mais antigos utilizado para tingir tecidos. Tornou-se famoso por dar cor azul às calças jeans.

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ANIS ESTRELADO, FRUTO: Designação atribuída ao polifolículo (fruto composto), seco, de Illicium verum Hook. f. (Anisi stellati fructus). 

Família: Schisandraceae

Composição química: Óleo essencial (principalmente trans-anetol), taninos, óleo gordo.

Indicações terapêuticas: Possui acção carminativa, espasmolítica, expectorante e antisséptica, sendo indicado na falta de apetite, dispepsias hipossecretoras e inflamações orofaríngeas.

Origem: Ásia

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002023

Usado em culinária como aromatizante.

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ANIS VERDE, FRUTO: Designação atribuída aos diaquénios (frutos) inteiros, secos, de Pimpinella anisum L. (Anisi fructus). 

Família: Apiaceae

Composição química: Óleo essencial (principalmente trans-anetol), flavonóides, cumarinas, óleo gordo.

Indicações terapêuticas: Usado em dispepsias hipossecretoras, flatulência, espasmos gastrointestinais sobretudo nos lactentes e crianças. Também usado em síndromes gripais como antitússico e nas inflamações orofaríngeas.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002024

Usado em culinária e na aromatização de licores.

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ARNICA, FLOR: Designação atribuída aos capítulos (inflorescências), inteiros ou fragmentados, secos, de Arnica montana L. (Arnicae flos). 

Família: Asteraceae

Composição química: Lactonas sesquiterpénicas de estrutura pseudoguaianólica (helenalina, dihidrohelenalina e seus derivados), flavonóides (isoquercitrina, astragalina), ácidos fenólicos, óleo essencial, cumarinas (umbeliferona, escopoletina).

Indicações terapêuticas: Usada topicamente em contusões, entorses, hematomas, edemas, dores reumáticas, flebites superficiais e picadas de insectos.

Origem: Portugal

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002025


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ASSAFÉTIDA: Designação atribuída à óleo-gomo-resina obtida das raízes de várias espécies do género Ferula L., principalmente de F. assa-foetida L. 

Família: Apiaceae

Composição química: Resina constituída principalmente por asaresinotanol esterificado. Possui também uma goma (por hidrólise origina ácido glucorónico, galactose, arabinose e ramnose) e óleo essencial com vários compostos sulfurados.

Indicações terapêuticas: Usada popularmente pelas suas propriedades carminativas e expectorantes, devidas fundamentalmente à componente volátil. É também usada como antisséptico, anti-helmíntico e emenagogo.

Origem: Ásia

Alonga cilíndrica: Alt. 21 cm; Diâm. 9 cm

 de registo: FFUC00002026

Na culinária é utilizado como ingrediente para alguns molhos.


AVENCA: Designação atribuída às frondes, vulgarmente denominadas folhas, de Adiantum capillus-veneris L.

Família: Adiantaceae

Composição química: Mucilagens, taninos.

Indicações terapêuticas: Pela sua abundância em mucilagens é utilizada como anti-inflamatório local. Também se utiliza popularmente como béquico, mucolítico e expectorante.

Origem: Portugal

Frasco: Alt. 18 cm

 de registo: FFUC00002027