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26 DE SETEMBRO






26 de Setembro





DIA EUROPEU DAS LÍNGUAS


O Centro de Línguas apoia a iniciativa do Conselho da Europa
http://www.coe.int/t/dg4/linguistic/JEL_en.asp


"Cada uma das numerosas línguas nacionais, regionais, minoritárias e migrantes faladas na Europa acrescenta uma faceta à nossa herança cultural comum."

«A língua da Europa é a tradução», como afirmou Umberto Eco.

(in "Multilinguismo: uma mais-valia para a Europa e um compromisso comum. Comunicação da  Comissão ao Parlamento Europeu e ao Comité das Regiões" – Bruxelas, 18 de Setembro de 2008)

As Línguas no plano internacional

Hoje falam-se cerca de 6000 a 7000 línguas no mundo, não contando com os dialectos. Só na Nova Guiné, por exemplo, podemos encontrar cerca de 1000 línguas - 1/6 do total actualmente existente.

São poucas as línguas que sobrevivem ou sobreviveram mais de 2.000 anos (entre esse número reduzido contam-se as seguintes: Basco, Chinês, Egípcio, Grego, Hebraico, Latim, Persa, Sânscrito e Tamil).

Só 20 línguas é que são partilhadas na Terra por centenas de milhões de falantes repartidos por vários países. Metade da população mundial utiliza diariamente apenas nove línguas diferentes - Chinês (1200 milhões de pessoas) Inglês (478 milhões), Hindi (437 milhões), Espanhol (392 milhões), Russo (284 milhões), Árabe (225 milhões), Português (184 milhões), Francês e Alemão (cada uma 125 milhões).

Outras línguas possuem menos de um milhar de falantes. Em África há mais de 200 línguas que são utilizadas por menos de 500 falantes. 94% das línguas são línguas maternas de apenas 4% da população mundial. A maior densidade do multilinguismo encontramo-la nas zonas equatorianas do Sudeste Asiático, da Índia, de África e da América do Sul.

Todos os anos, no mundo, há 10 línguas que morrem e com elas desaparecem tesouros culturais por elas transmitidos. A morte das línguas não é nenhum fenómeno recente. Desde que se começaram a diversificar, surgiram cerca de 30.000 línguas (há quem fale até em meio milhão) que logo desapareceram, muitas vezes sem deixarem qualquer rasto.

Os mínimos de sobrevivência para uma língua situam-se pelos 100.000 falantes. Este processo de extinção assumiu na modernidade contornos e ritmos preocupantes.

26 de Setembro - Dia Europeu das Línguas

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Na Europa fala-se apenas 3% das 6-7.000 línguas existentes, ou seja, 225 línguas europeias verdadeiramente indígenas. Todavia, os europeus julgam que no seu continente são faladas muitas línguas, sobretudo comparando com a América do Norte e com a Austrália.

Para muitos europeus, o monolinguismo constitui a norma do dia-a-dia. Todavia, 1/2 a 2/3 da população mundial é bilingue e um número considerável dos habitantes do nosso planeta chegam mesmo a ser plurilingues. Pode dizer-se que o plurilinguismo é uma situação mais normal do que o monolinguismo.

A tendência moderna vai no sentido de se enaltecer a pluralidade linguística e cultural, enquanto bens patrimoniais, com a sua beleza individual, que merecem ser valorizados.

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Cada língua transmite uma visão própria do mundo e revela uma história própria e única. Todas as línguas possuem uma identidade própria e um valor particular. Todas elas são adequadas enquanto meios de expressão e de compreensão.

Nesse sentido, o Conselho de Ministros do Conselho da Europa decidiu, no dia 6 de Dezembro de 2001, celebrar anualmente, no dia 26 de Setembro. o Dia Europeu das Línguas.

A diversidade linguística é uma realidade diária na União Europeia. A União Europeia respeita a riqueza da sua diversidade cultural e linguística e vela pela salvaguarda e pelo desenvolvimento do património cultural europeu. A Comissão Europeia está empenhada na preservação e na promoção desta característica fundamental. Nesse sentido, o multilinguismo passou a ter desde 1 de Janeiro de 2007 um Comissário Europeu que se ocupa exclusivamente desta área: o romeno Leonard Orban. Nesse mesmo dia 1 de Janeiro de 2007, a família europeia aumentou para 23 línguas oficiais: o alemão, o búlgaro, o checo, o dinamarquês, o eslovaco, o esloveno, o espanhol, o estoniano, o finlandês, o francês, o gaélico, o grego, o húngaro, o inglês, o italiano, o letão, o lituano, o maltês, o neerlandês, o polaco, o português, o romeno e o sueco.

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"A União Europeia incentiva activamente os seus cidadãos a aprenderem outras línguas, tanto por razões de mobilidade profissional e pessoal no mercado único como enquanto vantagem para os contactos interculturais e a compreensão mútua. A União promove igualmente a utilização de línguas regionais ou minoritárias, que, não sendo línguas oficiais, são faladas por cerca de 50 milhões de pessoas nos Estados-Membros e, como tal, fazem parte do nosso património cultural.

A capacidade de compreender e comunicar em mais do que uma língua – já uma realidade diária para a maioria de pessoas no planeta – é uma competência de vida desejável para todos os cidadãos europeus. Aprender e falar outras línguas incentiva uma maior abertura aos outros, às suas culturas e maneiras de ver o mundo, melhora as competências cognitivas, desenvolve as competências dos aprendentes na sua língua materna e permite tirar partido da liberdade de trabalhar ou estudar em outro Estado-Membro."

(in http://europa.eu/languages/pt/chapter/14)

Não existem "línguas fáceis", nem "línguas difíceis". A investigação demonstra que a aquisição inicial das diferentes línguas exige o mesmo tempo de aprendizagem.

Celebrating linguistic diversity, plurilingualism, lifelong language learning.

Celebrating languages means celebrating diversity; speaking to other people in their language means opening yourself to them and breaking down linguistic and cultural barriers. Learning a language is something we can all do regardless of age or education - enthusiasm to communicate is the key to success and even a little knowledge can open doors to new cultures and opportunities.


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