Este site utiliza cookies para lhe proporcionar uma melhor experiência de utilização. Ao navegar aceita a política de cookies.
OK, ACEITO

Poéticas do Barroco

Coordenadores: Marta Teixeira Anacleto, Sara Augusto e Paulo Pereira

Equipa

Alexia Dotras Bravo
Evelina Verdelho
Mafalda Ferin da Cunha
Marta Teixeira Anacleto
Paulo da Silva Pereira
Pedro Serra
Sara Augusto

Início do projeto: 2008
Final do projeto: 2011 (1ª etapa)

Início do projeto: 2012
Final do projeto: 2015 (2ª etapa)

Caraterização

Sob o título «Poéticas do Barroco» pretende-se reunir estudos individuais e trabalhos colectivos desenvolvidos no âmbito da Literatura Portuguesa e das Literaturas Comparadas (sobretudo no âmbito das Literaturas Portuguesa, Francesa e Espanhola) relativas ao período Barroco. Espera-se, desta forma, conseguir uma abordagem mais alargada e uma reflexão mais fundamentada sobre a Literatura Barroca, não só através da transversalidade de espaço, mas também do género, envolvendo trabalhos de edição, comentário e teorização dos textos literários da época Barroca, no âmbito da ficção, poesia, teatro, prosa didáctico-moral e parenética.

Atividades

1. D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular (comemoração da efeméride)

Responsáveis: Marta Teixeira Anacleto, Paulo da Silva Pereira, Evelina Verdelho

Início da Actividade: 2008
Final da Actividade: 2010

Descrição
Pretende-se assinalar a efeméride do quarto centenário do nascimento de D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666), tendo como objectivo consolidar e abrir novos caminhos de reflexão em torno da sua personalidade invulgar e da sua obra plural, ao mesmo tempo que se discutem novas abordagens das estratégias poéticas do Barroco Peninsular.

Colóquio Internacional «D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular» - organização conjunta do CLP e do CIUHE (Centro Interuniversitário de História da Espiritualidade) da Universidade do Porto - 23/10/2008 - 25/10/2008



2. Edição do manuscrito Guerra Interior

Responsável: Sara Augusto

Início da Atividade: 2010
Final da Atividade: 2011

Descrição
A edição do manuscrito Guerra Interior (datado de 1743) insere-se dentro de um quadro onde diversos aspectos devem ser realçados. Trata-se de um manuscrito do Fundo Antigo da Biblioteca D. Miguel da Silva (Biblioteca Municipal de Viseu, da autoria do padre oratoriano Matias de Andrade e constitui um dos exemplares mais interessantes de uma literatura híbrida que, nos finais do século XVII e primeira metade do século XVIII, apresentava uma fusão de ficção, alegoria e didactismo moral, balanceando entre o prodesse e o delectare, sobretudo pelo desenvolvimento de uma extrema visualidade dos conceitos.Não será a única no quadro da produção setecentista portuguesa. Contudo, no contexto de uma produção mais localizada, neste caso da diocese de Viseu, esta obra adquire grande importância. Em primeiro lugar porque se insere numa linha de produção literária fora dos centros privilegiados e habituais, onde aparecem nomes como Manuel Fernandes Raia, médico viseense, segundo diz Barbosa Machado, autor dos dois volumes da Esperança Engañada (1624 e 1629); e como João de Pavia, suposto autor do poema épico Descrição da Cidade de Viseu (manuscrito datado de 1638). Esta edição da Guerra Interior, que foi dedicada ao ilustre Bispo de Viseu, D. Júlio Francisco de Oliveira, bispo entre 1740 e 1765, o mesmo que fez celebrar ricas exéquias em memória de D. João V na catedral da cidade, é mais uma manifestação da diversidade e da riqueza desta produção literária regional (mas não regionalista).



3. O Diabo Coxo no universo barroco: estudos, edição.

Responsáveis: Sara Augusto, Marta Teixeira Anacleto, Alexia Dotras Bravo

Início da Atividade: 2011
Final da Atividade: 2014

Descrição

Escrito por Luis Vélez de Guevara (1579-1644), El Diablo Cojuelo, de 1641, constitui uma novela fantástica e picaresca que permite correr o espaço de Madrid e expor as misérias e os enganos da vida dos seus habitantes. A novela foi vertida para francês e adaptada à realidade francesa por Alain René Lesage em Le Diable Boiteux, de 1707. A sua transposição, em 1707, para o universo francês permite perceber a forma como a poética caleidoscópica do barroco sobrevive num espaço literário outro, através de um mosaico de registos (do cómico e burlesco ao trágico), que faz do autor e do seu texto um exemplo do funcionamento da modernidade estética através da reescrita. Essa movência moderna encontra continuidade, nos finais do século XVII e inícios do século XIX, num manuscrito português – O Diabo Coxo (único exemplar conhecido) – da autoria de Joaquim Manoel de Sequeira Bramão e dedicado ao Conde de Resende, onde a articulação de um duplo palimpsesto (Guevara e Lesage, Madrid e Paris) parece ressurgir e reler/reescrever, de novo, o motivo pícaro barroco e a mundividência que lhe é intrínseca. Este projeto pretende editar o manuscrito da versão portuguesa (único exemplar conhecido), acompanhado de um estudo comparatista no âmbito das Literaturas Portuguesa, Francesa e Espanhola.

Publicações

Anacleto, Marta Teixeira, Sara Augusto e Zulmira Santos (orgs.), D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular,  Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra / Ediciones Universidad Salamanca, 2010.

Em preparação

1. Biblioteca do Barroco (edições críticas)

Augusto, Sara (org.), Edição do manuscrito Guerra Interior, 2012.

Anacleto, Marta Teixeira e Sara Augusto (orgs.), Edição do manuscrito português O Diabo Coxo (único exemplar conhecido) – da autoria de Joaquim Manoel de Sequeira Bramão, 2013.

Augusto, Sara (org.), A viagem romana: manuscritos e impressos da época barroca da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, 2013.

Augusto, Sara, Marta Teixeira Anacleto e Paulo Pereira (orgs.), Edição da Nova Arte de Conceitos (1718-1721), de Francisco Leitão Ferreira, 2015.

2. Outros

Augusto, Sara (org.), Viagens a Roma na época barroca. Experiência e Prodígio, 2013.