Bibliotecas do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas
Para além de uma Biblioteca Central, existem na Faculdade de Letras diversas bibliotecas especializadas. Estas bibliotecas são parte integrante dos recursos oferecidos aos estudantes pelos vários departamentos. É nas coleções destas bibliotecas que se encontra a maior parte da bibliografia específica das diferentes áreas disciplinares. Os seus acervos são compostos maioritariamente por aquisições no âmbito das atividades de docência e de investigação. Existem também núcleos bibliográficos resultantes de doações feitas quer a título individual, quer no âmbito de relações culturais com instituições nacionais e internacionais. Os acervos das Bibliotecas do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas (DLLC) refletem também a história do ensino das línguas, literaturas e culturas na Faculdade de Letras ao longo dos últimos cem anos. No DLLC, existem atualmente as seguintes bibliotecas:
| Bibliotecas | Localização | Funcionária responsável | Horário de funcionamento | |
| Biblioteca de Estudos Alemães | 6ºpiso da FLUC | Maria Helena Antunes | 9h00-12h30 14h00-17h30 Quando encerrada, o serviço é assegurado por uma das outras Bibliotecas do 6º piso. | |
| Biblioteca de Estudos Brasileiros | 5ºpiso da FLUC | Maria José Ventura | Encerrada. Serviço assegurado pela Biblioteca de Estudos Clássicos. | |
| Biblioteca de Estudos Clássicos | 5ºpiso da FLUC | Maria José Ventura | 9h00-12h30 | |
| Biblioteca de Estudos Espanhóis | 7ºpiso da FLUC | Maria Amélia Veloso | 9h00-12h30 14h00-17h30 | |
| Biblioteca de Estudos Franceses | 5ºpiso da FLUC | Maria José Ventura | Encerrada no período da manhã. 14h00-17h30 | |
| Biblioteca de Estudos Ingleses | 6ºpiso da FLUC | Dina Almeida ou Maria Helena Antunes | 9h00-12h30 14h00-17h30 Quando encerrada, o serviço é assegurado por uma das outras Bibliotecas do 6º piso. | |
| Biblioteca de Estudos Italianos | 5ºpiso da FLUC | Maria José Ventura | Encerrada. Serviço assegurado pela Biblioteca de Estudos Clássicos. | |
| Biblioteca de Estudos Norte-Americanos | 6ºpiso da FLUC | Dina Almeida | 9h00-12h30 14h00-17h30 Quando encerrada, o serviço é assegurado por uma das outras Bibliotecas do 6º piso. | |
| Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas Dona Carolina Michaelis de Vasconcelos | 7ºpiso da FLUC | Lucília Couceiro | 9h00-12h30 14h00-17h30 | |
| Biblioteca do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA) | 7ºpiso da FLUC | Maria Amélia Veloso | Encerrada. Serviço assegurado pela Biblioteca de Estudos Espanhóis. | |
| Biblioteca do Centro de Literatura Portuguesa (CLP) | 7ºpiso da FLUC | Lucília Couceiro | Encerrada. Serviço assegurado pela Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas. | |
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Para pesquisa bibliográfica nestas bibliotecas deve utilizar-se o catálogo em linha do SIBUC (Sistema Integrado das Bibliotecas da Universidade de Coimbra) ou a interface de pesquisa dos Serviços de Biblioteca e Documentação da FLUC. Nas secções seguintes, encontrará uma breve apresentação da história e da coleção de cada biblioteca.
Biblioteca de Estudos Alemães
A biblioteca do IEA, com mais de 50 000 volumes, é a mais bem apetrechada biblioteca germanística do país. Nela dão atualmente entrada mais de 1000 livros por ano e mais de uma centena de periódicos. O seu acervo bibliográfico abrange a produção literária e crítica da República Federal da Alemanha, da Áustria e da Suíça e integra ainda uma secção dedicada aos Estudos Neerlandeses; nela estão representados diversos domínios da Cultura Alemã, com particular relevo para a Literatura, História, Linguística e Didática da Língua Alemã como Língua Estrangeira.
Biblioteca de Estudos Brasileiros
Criada em 1925, a Sala do Brasil ficou confiada à colónia brasileira e sob o patrocínio do Ministro do Brasil. A contribuição do Doutor José Teixeira de Abreu (1865-1930), catedrático da Faculdade de Direito, demitido da Universidade por não haver prestado juramento de fidelidade ao regime republicano e emigrado para São Paulo, veio enriquecer o novo espaço: a metade dos vencimentos em atraso, que lhe foram pagos, quando de sua readmissão, em 1926, uma numerosa biblioteca e a belíssima mesa de estudos que, ainda hoje, se encontra na sala.
Em 1934, Albino Peixoto Júnior, aluno brasileiro, endereçou uma carta ao Embaixador do Brasil em Portugal, relatando que a Sala do Brasil estava “virtualmente morta”, o que fez que as autoridades brasileiras tomassem algumas providências.
Em função do empenho do Embaixador Araújo Jorge, cercada de grande pompa, que até incluiu um banquete no Buçaco, a Sala foi reinaugurada em 1937. Transformada em 1941 no Instituto de Estudos Brasileiros, é hoje a Biblioteca de Estudos Brasileiros. Com um acervo bastante rico (há primeiras edições com dedicatórias e autógrafos de Modernistas brasileiros para a Sala do Brasil), recebe diariamente investigadores portugueses e estrangeiros: é o “Brasil mais perto”.
Biblioteca de Estudos Clássicos
Biblioteca de Estudos Espanhóis
Nascida com a designação de Sala Espanhola, a Biblioteca de Estudos Espanhóis reúne cerca de dez mil livros e também alguns milhares de números de revistas relacionados com temas espanhóis e hispano-americanos.
Naturalmente, a literatura (narrativa, poesia, teatro) e os estudos literários em geral ocupam um lugar proeminente na biblioteca, mas não faltam também obras de história, arte, filosofia, geografia, artes, que no seu conjunto constituem um precioso acervo bibliográfico de apoio aos estudantes da área de Espanhol nos diferentes níveis de graduação.
Tendo como atual diretor o Dr. Juan Carlos Casañ Núñez, a Biblioteca funciona também como sala de leitura e estudos durante as horas de expediente.
Biblioteca de Estudos Franceses
Os estudos franceses foram sobretudo dinamizados com a entrada de
Eugénio de Castro para a Faculdade de Letras, a partir de 1914. A “Sala Francesa” foi inaugurada em 1926, tendo o seu
primeiro livro de registos a assinatura de Mendes dos Remédios, na
altura Director da Faculdade. Jeanroy, Professor da Sorbonne,
deslocou-se, então, a Coimbra para comemorar a criação do já apelidado
“Instituto Francês” e proferiu, a esse propósito, uma série de
conferências sobre matérias relacionadas com a filologia românica. Na
década de 30, a Sala Francesa passa a ter a designação institucional de
“Instituto de Estudos Franceses”, sendo Eugénio de Castro o seu
Director. Paralelamente foi criado, em 1932, um Instituto de Estudos
Portugueses na Sorbonne, testemunhando o vivo diálogo cultural existente
entre as duas Universidades.
A Biblioteca de Estudos Franceses
contou, desde os primeiros anos da sua fundação, com um espólio
extremamente rico de volumes e periódicos, beneficiando do envolvimento
de Eugénio de Castro com os movimentos literários franceses e belgas da
época (nomeadamente o movimento simbolista franco-belga) e testemunhando
a vitalidade dos movimentos vanguardistas que marcaram o pensamento
crítico e filosófico francês nas diferentes décadas do século XX.
Actualmente a Biblioteca congrega um acervo bibliográfico de cerca de 14
000 exemplares, tendo contado, em muitos casos, com o apoio da
Embaixada de França, dos Serviços Culturais belgas e canadianos. Esse
vasto fundo bibliográfico abrange diferentes áreas do saber associadas
aos estudos franceses e francófonos relacionados com a investigação e
docência a que dá apoio: língua e linguística, literatura e cultura. De
salientar, o espólio excepcional antigo de revistas e a presença de
edições de época de textos literários e críticos do século XIX e
primeira metade do século XX.
Biblioteca de Estudos Ingleses
Os
estudos ingleses na Faculdade de Letras cimentaram-se em particular a
partir da criação de uma Sala Ingleza em 1931, graças à intervenção
dedicada de Edgar Prestage, ao tempo titular da Cátedra de Camões da
Universidade de Londres. Dois anos mais tarde, com um acervo de cerca de
1000 exemplares, a Sala passava a Instituto Inglez e, em 1936, a
Instituto de Estudos Ingleses por iniciativa de Ferrand de Almeida. A
criação deste espaço e desta biblioteca, incentivada por George West
(mais tarde fundador do Instituto Britânico de Lisboa), teve desde
sempre o valoroso apoio do Instituto Britânico e do British Council de
Coimbra (a "Casa de Inglaterra"), com quem mantém, até hoje, uma relação
preferencial.
A Biblioteca de Estudos Ingleses oferece um acervo bibliográfico de
cerca de 18 000 exemplares, nas suas áreas específicas do saber:
língua, cultura e literatura inglesas, assim como os estudos literários,
culturais e linguísticos de inspiração e expressão inglesas. Esta
biblioteca contém ainda um fundo de reservados, de algum valor
cientifico-literário e comercial, que ilustra a natureza das relações
luso-britânicas principalmente na primeira metade do século XX.
Biblioteca de Estudos Italianos
A Biblioteca de Estudos Italianos remonta à fundação da Sala Italiana da FLUC, em 1928. O seu acervo incorpora obras de/sobre Literatura, Língua, Linguística, História, Arte e Cultura Italianas, que incidem sobre temas que se estendem da Idade Média à actualidade. Ao longo dos tempos, tem vindo a ser enriquecido por aquisições e doações.
É esse o caso do Fundo Marquês de Faria, oferecido pelo famoso diplomata que viveu em Itália; do acervo proveniente do Instituto Italiano de Cultura da Embaixada Italiana que funcionou em Coimbra até 1942; ou do fundo do Rei Umberto, oferecido pelo ex-monarca da casa de Sabóia exilado em Portugal.
O valioso acervo de obras ligadas ao Fascismo foi organizado numa secção específica, o Fundo Fascista, que se encontra catalogado na base online Millennium e cujo catálogo foi editado em volume acompanhado de um estudo (Jorge Pais de Sousa, Uma Biblioteca Fascista em Portugal, IU, 2007).
Parte da existência da Biblioteca encontra-se na base Millennium, parte em fichas de papel.
Biblioteca de Estudos Norte-Americanos
O Instituto de Estudos Norte-Americanos nasce, como Sala Americana, em 1925, mas a sua presença institucional faz-se sentir sobretudo a partir da década de 60, em natural consequência da afirmação crescente dos estudos relativos à história, literatura e sociedade dos Estados Unidos da América. Ao longo dos anos o Instituto de Estudos Norte-Americanos beneficiou de inestimáveis apoios por parte da American Library e da Embaixada dos EUA, tanto em espécies bibliográficas como no patrocínio de actividades científico-culturais. É de destacar, neste contexto, o importantíssimo conjunto de mais de dois mil volumes e o equipamento informático oferecidos especialmente a este Instituto pelo Governo dos EUA em 1996.
Com uma variada colecção de periódicos e um acervo de milhares de obras relativas às mais diversas áreas do saber — entretanto alargadas aos Estudos Canadianos, aos Estudos Feministas e à poesia contemporânea —, a Biblioteca de Estudos Norte-Americanos conta hoje com uma colecção que é, a muitos títulos, uma referência no campo da Americanística, além de um sólido suporte à docência e à investigação.
Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas Dona Carolina Michaelis de Vasconcelos
A Biblioteca de Língua e Literatura
Portuguesas D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos, do Departamento de
Línguas, Literaturas e Culturas, resultou institucional e simbolicamente
dos
efeitos cumulativos decorrentes de uma longa e complexa linhagem de Salas
e de Institutos, com génese na antiga Secção de
Philologia Românica da Faculdade de Letras, fundada em
1911, na Universidade de Coimbra, e do património ético legado pelas
inúmeras
gerações de Docentes que, com o valor das suas obras e do seu
Magistério,
contribuíram para o seu prestígio nacional e internacional, de que se
poderão
apontar, logo nos princípios do século passado, os nomes de Carolina
Michaëlis
de Vasconcelos e de Eugénio de Castro.
Constituída por vários espaços (a Sala de Leitura, a Sala de
Seminário, a Sala do Inquérito Linguístico Boléo - ILB e a Sala Ferreira
Lima), a Biblioteca possui núcleos bibliográficos e documentais
extraordinários, dotados de espécies únicas, de que se devem destacar, a
título exemplificativo, a biblioteca de Carolina Michaëlis de
Vasconcelos, o espólio doado pela Família Ferreira Lima – com
manuscritos e primeiras edições de Garrett –, as bibliotecas de Serafim
Amaral, de Paiva Boléo, de Herculano de Carvalho e todos os materiais
elaborados no âmbito do extenso ILB.
Entre os volumes raros
quinhentistas e as publicações periódicas dos séculos XVIII, XIX e XX e,
ainda, para além dos milhares de páginas manuscritas dos trabalhos
dialectológicos de campo e dos fundos, em actualização constante que
recobrem, entre outros, os campos específicos da inquirição linguística e
da análise literária portuguesas, podem os investigadores e os alunos
encontrar um fundo bibliográfico de cerca de 50 mil títulos.
A Revista Portuguesa de Filologia, fundada em 1947 por Paiva
Boléo, tem sido publicada sem interrupções pelos membros do antigo Grupo
de Estudos Românicos e que agora se integram na área de Estudos
Linguísticos da Secção de Português do Departamento de Línguas,
Literaturas e Culturas da FLUC.
Biblioteca do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA)
Biblioteca do Centro de Literatura Portuguesa (CLP)
[disponível em breve]