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FLUC

Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas

Bibliotecas do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas

Para além de uma Biblioteca Central, existem na Faculdade de Letras diversas bibliotecas especializadas. Estas bibliotecas são parte integrante dos recursos oferecidos aos estudantes pelos vários departamentos. É nas coleções destas bibliotecas que se encontra a maior parte da bibliografia específica das diferentes áreas disciplinares. Os seus acervos são compostos maioritariamente por aquisições no âmbito das atividades de docência e de investigação. Existem também núcleos bibliográficos resultantes de doações feitas quer a título individual, quer no âmbito de relações culturais com instituições nacionais e internacionais. Os acervos das Bibliotecas do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas (DLLC) refletem também a história do ensino das línguas, literaturas e culturas na Faculdade de Letras ao longo dos últimos cem anos. No DLLC, existem atualmente as seguintes bibliotecas:

Bibliotecas Localização
Biblioteca de Estudos Alemães
6ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Brasileiros 5ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Clássicos
5ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Espanhóis 7ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Franceses
5ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Ingleses 6ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Italianos 5ºpiso da FLUC
Biblioteca de Estudos Norte-Americanos
6ºpiso da FLUC
Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas Dona Carolina Michaelis de Vasconcelos
7ºpiso da FLUC
Biblioteca do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA) 7ºpiso da FLUC
Biblioteca do Centro de Literatura Portuguesa (CLP)
7ºpiso da FLUC
 
Biblioteca de Estudos Alemães 01 Biblioteca de Estudos Alemães 02 Biblioteca de Estudos Norte-Americanos Biblioteca de Estudos Ingleses Biblioteca de Estudos Brasileiros 02 Biblioteca de Estudos Brasileiros 01



Para pesquisa bibliográfica nestas bibliotecas deve utilizar-se o catálogo em linha do SIBUC (Sistema Integrado das Bibliotecas da Universidade de Coimbra) ou a interface de pesquisa dos Serviços de Biblioteca e Documentação da FLUC. Nas secções seguintes, encontrará uma breve apresentação da história e da coleção de cada biblioteca.


Biblioteca de Estudos Alemães

A biblioteca do IEA, com mais de 50 000 volumes, é a mais bem apetrechada biblioteca germanística do país. Nela dão atualmente entrada mais de 1000 livros por ano e mais de uma centena de periódicos. O seu acervo bibliográfico abrange a produção literária e crítica da República Federal da Alemanha, da Áustria e da Suíça e integra ainda uma secção dedicada aos Estudos Neerlandeses; nela estão representados diversos domínios da Cultura Alemã, com particular relevo para a Literatura, História, Linguística e Didática da Língua Alemã como Língua Estrangeira.

Biblioteca de Estudos Brasileiros

Criada em 1925, a Sala do Brasil ficou confiada à colónia brasileira e sob o patrocínio do Ministro do Brasil. A contribuição do Doutor José Teixeira de Abreu (1865-1930), catedrático da Faculdade de Direito, demitido da Universidade por não haver prestado juramento de fidelidade ao regime republicano e emigrado para São Paulo, veio enriquecer o novo espaço: a metade dos vencimentos em atraso, que lhe foram pagos, quando de sua readmissão, em 1926, uma numerosa biblioteca e a belíssima mesa de estudos que, ainda hoje, se encontra na sala.
Em 1934, Albino Peixoto Júnior, aluno brasileiro, endereçou uma carta ao Embaixador do Brasil em Portugal, relatando que a Sala do Brasil estava “virtualmente morta”, o que fez que as autoridades brasileiras tomassem algumas providências. Em função do empenho do Embaixador Araújo Jorge, cercada de grande pompa, que até incluiu um banquete no Buçaco, a Sala foi reinaugurada em 1937. Transformada em 1941 no Instituto de Estudos Brasileiros, é hoje a Biblioteca de Estudos Brasileiros. Com um acervo bastante rico (há primeiras edições com dedicatórias e autógrafos de Modernistas brasileiros para a Sala do Brasil), recebe diariamente investigadores portugueses e estrangeiros: é o “Brasil mais perto”.

Biblioteca de Estudos Clássicos

[disponível em breve]

Biblioteca de Estudos Espanhóis

Nascida com  a designação de Sala Espanhola, a Biblioteca de Estudos Espanhóis reúne cerca de dez mil livros e também alguns milhares de números de revistas relacionados com temas espanhóis e hispano-americanos.
Naturalmente, a literatura (narrativa, poesia, teatro) e os estudos literários em geral ocupam um lugar proeminente na biblioteca, mas não faltam também obras de história, arte, filosofia, geografia, artes, que no seu conjunto constituem um precioso acervo bibliográfico de apoio aos estudantes da área de Espanhol nos diferentes níveis de graduação.
Tendo como atual diretor o Dr. Juan Carlos Casañ Núñez, a Biblioteca funciona também como sala de leitura e estudos durante as horas de expediente.


Biblioteca de Estudos Franceses

Os estudos franceses foram sobretudo dinamizados com a entrada de Eugénio de Castro para a Faculdade de Letras, a partir de 1914. A “Sala Francesa” foi inaugurada em 1926, tendo o seu primeiro livro de registos a assinatura de Mendes dos Remédios, na altura Director da Faculdade. Jeanroy, Professor da Sorbonne, deslocou-se, então, a Coimbra para comemorar a criação do já apelidado “Instituto Francês” e proferiu, a esse propósito, uma série de conferências sobre matérias relacionadas com a filologia românica. Na década de 30, a Sala Francesa passa a ter a designação institucional de “Instituto de Estudos Franceses”, sendo Eugénio de Castro o seu Director. Paralelamente foi criado, em 1932, um Instituto de Estudos Portugueses na Sorbonne, testemunhando o vivo diálogo cultural existente entre as duas Universidades.
A Biblioteca de Estudos Franceses contou, desde os primeiros anos da sua fundação, com um espólio extremamente rico de volumes e periódicos, beneficiando do envolvimento de Eugénio de Castro com os movimentos literários franceses e belgas da época (nomeadamente o movimento simbolista franco-belga) e testemunhando a vitalidade dos movimentos vanguardistas que marcaram o pensamento crítico e filosófico francês nas diferentes décadas do século XX. Actualmente a Biblioteca congrega um acervo bibliográfico de cerca de 14 000 exemplares, tendo contado, em muitos casos, com o apoio da Embaixada de França, dos Serviços Culturais belgas e canadianos. Esse vasto fundo bibliográfico abrange diferentes áreas do saber associadas aos estudos franceses e francófonos relacionados com a investigação e docência a que dá apoio: língua e linguística, literatura e cultura. De salientar, o espólio excepcional antigo de revistas e a presença de edições de época de textos literários e críticos do século XIX e primeira metade do século XX.

Biblioteca de Estudos Ingleses

Os estudos ingleses na Faculdade de Letras cimentaram-se em particular a partir da criação de uma Sala Ingleza em 1931, graças à intervenção dedicada de Edgar Prestage, ao tempo titular da Cátedra de Camões da Universidade de Londres. Dois anos mais tarde, com um acervo de cerca de 1000 exemplares, a Sala passava a Instituto Inglez e, em 1936, a Instituto de Estudos Ingleses por iniciativa de Ferrand de Almeida. A criação deste espaço e desta biblioteca, incentivada por George West (mais tarde fundador do Instituto Britânico de Lisboa), teve desde sempre o valoroso apoio do Instituto Britânico e do British Council de Coimbra (a "Casa de Inglaterra"), com quem mantém, até hoje, uma relação preferencial.
A Biblioteca de Estudos Ingleses oferece um acervo bibliográfico de cerca de 18 000 exemplares, nas suas áreas específicas do saber: língua, cultura e literatura inglesas, assim como os estudos literários, culturais e linguísticos de inspiração e expressão inglesas. Esta biblioteca contém ainda um fundo de reservados, de algum valor cientifico-literário e comercial, que ilustra a natureza das relações luso-britânicas principalmente na primeira metade do século XX.


Biblioteca de Estudos Italianos

A Biblioteca de Estudos Italianos remonta à fundação da Sala Italiana da FLUC, em 1928. O seu acervo incorpora obras de/sobre Literatura, Língua, Linguística, História, Arte e Cultura Italianas, que incidem sobre temas que se estendem da Idade Média à actualidade. Ao longo dos tempos, tem vindo a ser enriquecido por aquisições e doações.
É esse o caso do Fundo Marquês de Faria, oferecido pelo famoso diplomata que viveu em Itália; do acervo proveniente do Instituto Italiano de Cultura da Embaixada Italiana que funcionou em Coimbra até 1942; ou do fundo do Rei Umberto, oferecido pelo ex-monarca da casa de Sabóia exilado em Portugal.
O valioso acervo de obras ligadas ao Fascismo foi organizado numa secção específica, o Fundo Fascista, que se encontra catalogado na base online Millennium e cujo catálogo foi editado em volume acompanhado de um estudo (Jorge Pais de Sousa, Uma Biblioteca Fascista em Portugal, IU, 2007).
Parte da existência da Biblioteca encontra-se na base Millennium, parte em fichas de papel.

Biblioteca de Estudos Norte-Americanos

O Instituto de Estudos Norte-Americanos nasce, como Sala Americana, em 1925, mas a sua presença institucional faz-se sentir sobretudo a partir da década de 60, em natural consequência da afirmação crescente dos estudos relativos à história, literatura e sociedade dos Estados Unidos da América. Ao longo dos anos o Instituto de Estudos Norte-Americanos beneficiou de inestimáveis apoios por parte da American Library e da Embaixada dos EUA, tanto em espécies bibliográficas como no patrocínio de actividades científico-culturais. É de destacar, neste contexto, o importantíssimo conjunto de mais de dois mil volumes e o equipamento informático oferecidos especialmente a este Instituto pelo Governo dos EUA em 1996.
Com uma variada colecção de periódicos e um acervo de milhares de obras relativas às mais diversas áreas do saber — entretanto alargadas aos Estudos Canadianos, aos Estudos Feministas e à poesia contemporânea —, a Biblioteca de Estudos Norte-Americanos conta hoje com uma colecção que é, a muitos títulos, uma referência no campo da Americanística, além de um sólido suporte à docência e à investigação. 

Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas Dona Carolina Michaelis de Vasconcelos

A Biblioteca de Língua e Literatura Portuguesas D. Carolina Michaëlis de Vasconcelos, do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas, resultou institucional e simbolicamente dos efeitos cumulativos decorrentes de uma longa e complexa linhagem de Salas e de Institutos, com génese na antiga Secção de Philologia Românica da Faculdade de Letras, fundada em 1911, na Universidade de Coimbra, e do património ético legado pelas inúmeras gerações de Docentes que, com o valor das suas obras e do seu Magistério, contribuíram para o seu prestígio nacional e internacional, de que se poderão apontar, logo nos princípios do século passado, os nomes de Carolina Michaëlis de Vasconcelos e de Eugénio de Castro.
Constituída por vários espaços (a Sala de Leitura, a Sala de Seminário, a Sala do Inquérito Linguístico Boléo - ILB e a Sala Ferreira Lima), a Biblioteca possui núcleos bibliográficos e documentais extraordinários, dotados de espécies únicas, de que se devem destacar, a título exemplificativo, a biblioteca de Carolina Michaëlis de Vasconcelos, o espólio doado pela Família Ferreira Lima – com manuscritos e primeiras edições de Garrett –, as bibliotecas de Serafim Amaral, de Paiva Boléo, de Herculano de Carvalho e todos os materiais elaborados no âmbito do extenso ILB.
Entre os volumes raros quinhentistas e as publicações periódicas dos séculos XVIII, XIX e XX e, ainda, para além dos milhares de páginas manuscritas dos trabalhos dialectológicos de campo e dos fundos, em actualização constante que recobrem, entre outros, os campos específicos da inquirição linguística e da análise literária portuguesas, podem os investigadores e os alunos encontrar um fundo bibliográfico de cerca de 50 mil títulos.
A Revista Portuguesa de Filologia, fundada em 1947 por Paiva Boléo, tem sido publicada sem interrupções pelos membros do antigo Grupo de Estudos Românicos e que agora se integram na área de Estudos Linguísticos da Secção de Português do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da FLUC.


Biblioteca do Centro de Estudos de Linguística Geral e Aplicada (CELGA)

[disponível em breve]

Biblioteca do Centro de Literatura Portuguesa (CLP)

[disponível em breve]