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Aluno Português Destaca-se em Concurso Europeu

Afonso Reis Cabral, aluno da Escola Secundária Rodrigues de Freitas, ficou em oitavo lugar numa competição de tradução de grego antigo.
Em Setembro recebe a distinção em Atenas das mãos do Ministério da Educação e do Presidente da República da Grécia.

Exigiu muito esforço fora das aulas." Valeu a pena. Afonso Reis Cabral ficou em oitavo lugar no European Student Competition in Ancient Greek Language and Literature que distingue anualmente os melhores alunos europeus e mexicanos, que frequentam o Ensino Secundário. O prémio inclui uma viagem a Atenas durante seis dias, de 30 de Agosto a 4 de Setembro, com um programa cultural a acompanhar. Alexandra Azevedo, professora de Estudos Clássicos, acompanha-o nesta estadia, que tem como ponto alto a cerimónia de entrega de uma distinção pelo Ministério da Educação e pelo Presidente da República da Grécia, marcada para 1 de Setembro.

Afonso Reis Cabral, então aluno do 12.º ano da Escola Secundária Rodrigues de Freitas do Porto, agora candidato a entrar no curso de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade Nova de Lisboa, comprou livros, leu muito sobre os temas que fariam parte da prova, fez apresentações na escola para melhor se preparar. Era preciso estudar os autores clássicos Isócrates e Arriano. Textos de Isócrates sobre educação, textos de Arriano sobre Alexandre Magno. No concurso, saiu-lhe um trecho de Arriano sobre um período da vida de Alexandre Magno. Afonso conhecia bem o episódio. Conhecia toda a história de Magno, tinha-a estudado de fio a pavio. Depois de quatro meses de estudo intenso, a prova era feita na sua escola para depois ser enviada para o Ministério da Educação grego, que promove o concurso. Resultado conhecido, esforço compensado. "Fiquei muito contente, senti-me realizado", confessa.

"A nossa professora tem muita iniciativa nestas coisas, está em contacto com esse meio e apresentou o concurso à turma." Afonso Reis Cabral foi o único a participar. Em causa estava a avaliação de conhecimentos culturais e gramaticais e a análise de duas obras literárias. "Aceitei o desafio e, a partir daí, veio a inscrição e os textos para traduzir, para estudar os autores e a época", lembra. Dois anos de Latim, um de Grego. "O Grego está mesmo atirado para um cantinho do agrupamento." Afonso Reis Cabral, trineto de Eça de Queirós, com um livro de poesia publicado e outro a caminho, defende que as línguas mortas não deviam estar adormecidas. "Apesar de estarem mortas dão muito jeito porque a língua é uma porta de entrada para uma época", sublinha.

Afonso Reis Cabral foi o único aluno português a concorrer no concurso deste ano, num total de 3532 concorrentes de 551 escolas europeias e mexicanas. Alexandra Azevedo, professora de Estudos Clássicos na Rodrigues de Freitas, considera que a distinção é um incentivo para o aluno e para o país. Estuda-se pouco Grego em Portugal, Afonso estuda há menos tempo a língua do que a maioria dos candidatos de outros países e o prémio é inédito em Portugal. Este reconhecimento pode, na sua opinião, "marcar a viragem". Pelo menos, a Rodrigues de Freitas manterá uma turma de Grego no próximo ano lectivo. "Os alunos têm-se entusiasmado, de tal maneira que para o ano voltaremos a ter uma turma de Grego", adianta.

"O país tem investido pouco no ensino do Grego", comenta a docente. A Direcção Regional de Educação do Norte colocou a notícia do prémio no seu site. "A DREN ficou muito surpresa porque estes concursos não passam por lá". Alexandra Azevedo tem conhecimento destas competições, que envolvem línguas pouco estudadas no país, por intermédio de colegas austríacos e alemães que vão enviando informação via e-mail. "No estrangeiro, os alunos estudam Grego durante muitos anos." Cá é diferente. "Não há praticamente alunos de Grego no país."

A professora esteve atenta ao que era pedido nesse concurso e foi adaptando, aqui e ali, o programa para que os alunos não se sentissem sem rede caso decidissem entrar na competição. Dividiu as matérias para enquadrar os temas nas aulas. Afonso aplicou-se e o seu esforço deu resultados. "O Afonso mostrou muita força de vontade em concorrer e estudou afincadamente as obras que eram pedidas", garante.

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