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As Suplicantes

As Suplicantes de Eurípides
Encenação: Carlos Jesus, Carla Braz

As Suplicantes de Eurípides, representadas no contexto da Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), resultam numa acutilante e sofrida reflexão sobre as consequências da guerra, de todos os tempos. O coro que dá o título à peça é constituído pelas mães dos sete generais que pereceram no cerco de Tebas, aliados de Polinices quando este pretendeu recuperar o poder ao irmão Etéocles. Em termos mitológicos, portanto, a peça vem no seguimento directo dos Sete Contra Tebas de Ésquilo, do Édipo em Colono de Sófocles e das Fenícias de Eurípides, tratando tema idêntico ao da Antígona de Sófocles – o dever de prestar honras fúnebres aos mortos. O mito é já, contudo, um marco central no Ciclo Épico, com as obras Tebaida e Epígonos, de que nos chegaram apenas escassos fragmentos.
 O pano de fundo da peça é o santuário de Elêusis, ao qual se deslocam Adrasto, velho rei dos Argivos, e as sete mães suplicantes, para pedir a Etra que convença o filho Teseu a reclamar junto de Creonte os corpos mortos dos sete generais. Relutante a início, Teseu aceita a tarefa. Chega entretanto um arauto tebano que conta a vontade contrária de Creonte, o que leva o rei de Atenas a partir para Tebas com um exército, que sai vitorioso. Os cadáveres entram depois em cena e, quando as mães os depositam na pira, surge Evadne, viúva de Capaneu, que, em delírio de Bacante, deseja morrer com o marido. Apesar dos pedidos do pai, ela acaba por se suicidar e arder com o marido, nas chamas que considera o seu leito nupcial. Num happy end  tipicamente euripidiano, surge ex machina a deusa Atena, formalizando o pacto de amizade entre Argivos e Atenienses.
 A guerra (justa e injusta), a morte, o amor e a defesa da Democracia, são estes os grandes temas que Eurípides apresenta e discute em Suplicantes. Uma peça nem sempre fácil de colocar em cena, mas cuja mensagem – grande mérito da tragédia clássica – é de todos os tempos.
Carlos Jesus


Tradução: José Ribeiro Ferreira
Consultor: José Luís Brandão
Figurinos: Maria João Antunes, Inês Santos
Sonoplastia: Luís Albuquerque
Cenografia: Carlos Santos
Luminotecnia: Carlos Santos
Elenco
Ângela Leão (Etra)
Luís Marques Cruz (Teseu)
Artur Magalhães (Adrasto)
Carlos Jesus
Vitor Teixeira
Nélson Ferreira
Sónia Simões
Coro: Carla Braz (Corifeu), Susana Bastos, Ândrea Seiça, Patrícia Ligeiro, Carla Rosa, Carla Correia, Susana Rosa, Verónica Fachada.

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