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Historial do Grupo

Associação Cultural Thíasos
15 anos de teatro clássico

    Já em Novembro de 1991, alguns dos professores que agora integram o corpo de docentes do Instituto de Estudos Clássicos - então colegas de curso - encenavam, na cerimónia comemorativa da sagração da Sé Velha de Coimbra, um texto original, da autoria de Delfim Leão, intitulado Sé Velha - Pedras Vivas. Essa primeira iniciativa iria conhecer um importante avanço quando em Março de 1992, altura em que discentes do 4º ano de licenciatura organizaram um colóquio subordinado ao tema “O Amor desde a Antiguidade Clássica”, no qual foi apresentada parte do Soldado fanfarrão de Plauto: uma encenação de C. A. Louro Fonseca, também autor da versão portuguesa da comédia.
    Somente em 1996 se retomou o projecto com a rodagem, em Conímbriga, da versão vídeo da comédia de Aristófanes Mulheres no Parlamento, sob a direcção de Delfim Leão, com o objectivo de aproveitar aquele espaço arqueológico privilegiado.
O passo seguinte foi a encenação do Auto da Alma de Gil Vicente (1997), por José Luís Brandão, com o objectivo de integrar o programa do congresso internacional “A Retórica Greco latina e a sua Perenidade”, organizado pelo Instituto de Estudos Clássicos.
    No seguimento destas actividades, formalizou-se a existência do grupo. Desde então o Thiasos apresentou o Epídico de Plauto (1998), encenado por Paulo Sérgio Ferreira, Os Heraclidas de Eurípides (2001), por Delfim Leão, o Anfitrião de Plauto (2002), por Victor Torres e, para comemorar os dois mil e quinhentos anos do nascimento de Sófocles, As Traquínias (2003), por Delfim Leão.
Paralelamente, o Thiasos dramatizou uma Sátira de Horácio, “O poeta e o maçador” (2001), adaptada por Rui Henriques, e o Monólogo do Vaqueiro de Gil Vicente (2001) por Nuno Gertrudes.
    Com o surgimento da Associação Promotora de Teatro de Tema Clássico FESTEA, em actividade desde 1998 mas apenas formalizada em 2003 (da qual o grupo é membro promotor), tem início a participação periódica em dois festivais com realização anual: o Festival Escolar de Teatro de Tema Clássico e o Festival Internacional de Verão de Teatro de Tema Clássico. Percorrendo o país com as suas produções, o Thiasos teve ainda a possibilidade de apresentar o seu trabalho ao público estrangeiro, deslocando-se a Segóbriga (XVII Festival Juvenil Europeo Grecolatino de Segóbriga) em 2000 e voltando em 2001 (XVII Festival Juvenil Europeo Grecolatino de Segóbriga), a Itália (XVI Rassegna Internazionale del Teatro Classico Antico - 2001), a Mérida (2002), Puerto de Santa Maria (2004) e Tours (2004).
    Em 2004, no contexto das comemorações dos 1900 anos da morte de Marcial, o grupo dramatizou uma série de epigramas deste autor, com vista à reconstituição da sua vida. Deste modo, com a apresentação de Marcial em Trajes de Cena, a cargo de Carla Braz e Carlos Jesus, retomava-se o interesse pela dramatização de textos não dramáticos para sua apresentação ao público mais jovem.
    E este trabalho continuou quando, em 2005, os mesmos encenadores apresentaram Teócrito e Virgílio (mais tarde designado Sátira às Mulheres). O ano de 2005 trouxe ao Thiasos uma grande vitalidade, já que foi ainda apresentada a comédia As Mulheres no Parlamento de Aristófanes, com encenação de José Luís Brandão, um dos actores que em 1996 participara na gravação em vídeo da comédia. Foi com esta duas produções que o grupo participou nos festivais de 2005 promovidos pela FESTEA.
    Para 2006, o grupo mantém em cena As Mulheres no Parlamento e prepara a apresentação de uma tragédia, As Suplicantes de Eurípides, com encenação de Carla Braz e Carlos Jesus, cuja estreia se prevê para Abril de 2006.
Paralelamente, o grupo em colaborado na animação de eventos culturais com a apresentação de recitais de poesia (não exclusivamente de tema clássico). Esta é uma nova aposta que se tem revelado muito profícua. Os três espectáculos sobre poesia portuguesa ao longo dos tempos, apresentados na Biblioteca Joanina (2004), o recital de homenagem a Sophia de Mello Breyner (2005) e o recital de poemas de natal (2005) são apenas alguns exemplos mais visíveis e recentes.
    Comemorando a efeméride dos seus 15 anos de trabalho, num percurso atribulado, consequência das dificuldades inerentes a um grupo universitário, o Thiasos mantém-se firme na sua missão de dar a conhecer a um público alargado a lição tão actual do teatro de tema clássico.

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