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FLUC

Faculdade de Letras

História da Faculdade

fluclado

A Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra completou 100 anos em 2011 e habita o atual edifício, junto à Porta Férrea, desde 22 de novembro de 1951. Pelas suas salas e anfiteatros passaram e formaram-se alguns dos nomes mais importantes do pensamento e da cultura portuguesas, como Eduardo Lourenço, Vergílio Ferreira, Paulo Quintela, Amorim Girão, Maria Helena da Rocha Pereira.

Estamos, portanto, diante de uma das instituições de ensino mais prestigiadas do país, possuidora de uma história muito rica, com uma vocação internacional muito forte e que se reinventa todos os dias em práticas concretas destinadas a fazer dela uma referência.

A sua vitalidade científica, pedagógica e informativa espelha-se no elevado número de revistas científicas que publica e no vasto e diversificado conjunto de iniciativas que promove e organiza, como colóquios, congressos, simpósios, seminários, conferências, debates, visitas de estudo, concertos e projeção de filmes. Frequentar a FLUC representa, assim, uma oportunidade para que cada um que a viva possa ficar preparado para vencer os desafios que a sociedade lhe coloca.

O mundo contemporâneo e as múltiplas dinâmicas que o compõem estão na primeira linha de atenção da FLUC. Assim se percebe o seu espírito de abertura e internacionalização materializado, entre outros, através do Projeto ERASMUS/SÓCRATES, com o qual desenvolve uma filosofia de aproximação às suas congéneres europeias. Igualmente a nível internacional são privilegiados os convénios, protocolos ou acordos com Universidades ou Faculdades da União Europeia e de países de expressão portuguesa ou de comunidades onde é relevante a imigração lusíada. Esta dimensão da FLUC está bem refletida no facto de cerca de 20% dos seus quase três mil estudantes serem estrangeiros.

Todos quantos pela primeira vez aqui chegam e observam a fachada da FLUC, surpreendem-se com as quatro estátuas do escultor Barata Feyo. Para quem as olha de frente para o edifício e da esquerda para a direita, representam a Eloquência, a Filosofia, a História e a Poesia. Sinais do passado, mas também da sua história. As cinco portas da fachada são em ferro forjado, com aplicações de bronze, e os seus pequenos trinta motivos simbolizam temas clássicos relativos aos estudos ministrados na Faculdade. No vestíbulo de honra encontram-se duas pinturas a fresco: à esquerda, a alegoria da Antiguidade Clássica, obra do pintor Joaquim Rebocho e, à direita, a alegoria da Glorificação do Génio Português, obra do pintor Severo Portela.

As atuais instalações da Faculdade de Letras estão ligadas às alterações arquitetónicas da cidade universitária produzidas durante o governo de António de Oliveira Salazar, que destruíram grande parte da Alta de Coimbra, com as suas antigas ruas e edifícios de valor histórico e artístico. A Faculdade de Letras foi, então, transferida do local onde atualmente se encontram as instalações da Biblioteca Geral e do Arquivo, entretanto remodeladas.

Além do edifício principal, a FLUC ocupa ainda o Palácio de Sub-Ripas, construção do século XVI, onde funcionam os Estudos de Arqueologia, bem como alguns espaços do antigo Colégio de S. Jerónimo, onde se encontram instalados os Estudos de Geografia e de Jornalismo e ainda a Casa das Caldeiras, onde decorrem muitas das atividades ligadas aos cursos de Estudos Artísticos.