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1º Prémio Prof. Doutor João Luís Maló de Abreu – Casos Clínicos

Publication date: 16-04-2018 12:58

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[Foto: Sérgio Matos, Sara Rodrigues, Daniela Silva e Orlando Martins]

O trabalho apresentado pela estudante do 5º ano do Mestrado Integrado de Medicina Dentária, Sara Rodrigues, e orientado pelos docentes Orlando Martins, Sérgio Matos e Daniela Silva obteve o 1º lugar na categoria de “Caso Clínico” relativo ao Prémio  Prof. Doutor João Luís Maló de Abreu, na XXVII Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia de Coimbra.

A comunicação oral intitulada Tratamento cirúrgico das peri-implantites com L-PRF: caso clínico reflete parte do trabalho de investigação clínica que a equipa de Periodontologia da Área de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina da U.C. tem vindo a desenvolver.

A reabilitação oral com implantes dentários é uma área que tem tido um crescimento exponencial, estando contabilizada a colocação de mais de 12 milhões de implantes dentários. Contudo, a prevalência de perda óssea resultante da infecção (peri-implantite) ronda os 20%. No tratamento deste problema clínico emergente estão descritos inúmeros protocolos, não havendo, até à actualidade, regras de conduta clínica validadas. A abordagem cirúrgica tem como objectivos a descontaminação da superfície do implante e o tratamento do defeito ósseo. Uma das opções mais recentes é a aplicação conjunta de xenoenxertos ósseos e de uma membrana derivada da centrifugação de sangue autólogo: L -PRF. Esta última caracteriza-se por ser rica em fibrina, plaquetas (+/- 95% do sangue inicial), leucócitos (+/- 50% do sangue inicial), monócitos e células estaminais, que lhe confere, pela sua forte arquitetura de fibrina, propriedades mecânicas superiores, para além da potenciação da cicatrização por acção dos factores de crescimento nela contidos.

O caso clínico apresentado demonstra, passo a passo, a abordagem cirúrgica de um defeito peri-implantar circunferencial de 9 mm. Após um follow-up de 9 meses, foi possível obter a resolução da peri-implantite. Os resultados são promissores, mas são necessários estudos controlados e randomizados.