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BIAL distingue trabalho desenvolvido na FMUC por José António Pereira da Silva e Andrea Ascenção Marques

Publication date: 05-05-2017 12:12

PremioBial2017

O Fundação BIAL distinguiu este ano, com uma menção honrosa, um trabalho desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, pelo Prof. Doutor José António Pereira da Silva e pela Enfermeira Doutora Andrea Ascensão Marques, da Clínica Universitária de Reumatologia e ex doutoranda da FMUC.

O trabalho premiado Changing the Paradigm of Osteoporotic Fracture Prevention in Portugal. From National Evidence to Clinical Practice and Guidelines apresenta de forma integrada os resultados de um projeto multifacetado de
investigação e de intervenção científica na área de osteoporose, em Portugal. Vem
sendo desenvolvido desde 2013 e contou com a colaboração de numerosos
investigadores nacionais e estrangeiros e de todas as sociedades científicas nacionais
com interesse nesta patologia.
A osteoporose e as fraturas que lhe estão associadas representam já um enorme
encargo social quer em termos económicos (>de 200 milhões de euros em custos
anuais em Portugal, só com fraturas da anca) e em excesso de mortalidade. O seu
impacto tenderá a aumentar exponencialmente no futuro, com o aumento da
longevidade da população, a menos que coloquemos em prática estratégias nacionais
bem estruturadas e alicerçadas cientificamente.
Este trabalho deu, nesta área, um contributo verdadeiramente invulgar no panorama
científico nacional pelo rigor científico, dimensão dos estudos e sua conversão em
instrumentos de ação pragmática. Começou por proceder à adaptação para a
população portuguesa, do FRAX®, um instrumento valioso para identificar as pessoas
em maior risco de fratura, as que mais beneficiam de tratamento. Demonstrou-se,
posteriormente, que este instrumento tem, entre nós uma elevada validade e rigor
preditivo. Avaliaram-se, pela primeira vez, os custos das fraturas osteoporóticas em
Portugal e, com base nisso, definiram-se níveis de risco de fratura acima dos quais é
economicamente justificado proceder a tratamento com os diferentes fármacos
preventivos de fratura. Reuniram-se, por fim, estas conclusões em recomendações
nacionais, subscritas por numerosas sociedades científicas, relativas ao rastreio do
risco de fratura osteoporótica e início criterioso dos tratamentos que visam diminui-lo.
Em suma, este trabalho resulta numa verdadeira mudança de paradigma no combate
às fraturas osteoporóticas em Portugal por oferecer dados cientificamente sólidos
para fundamentar as decisões de tratamento para doentes individuais e para a
definição de estratégias de Saúde Pública nesta área, pelas autoridades nacionais.