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Ecologia

Micorrizas - Tipos de Micorrizas - EcologiaImportância fisiológica – No PNSE - Recuperação Pós-Fogo 

O estudo das micorrizas nos diferentes biomas terrestres aponta para uma evolução multifuncional da simbiose, em função de determinadas condições ambientais, em particular a localização geográfica e a disponibilidade de nutrientes no solo, e factores bióticos relacionados com a variação genética da planta e do fungo. A especialização de cada tipo de micorriza reconhece-se em todos os biomas terrestres.

Nos ecossistemas mediterrânicos podemos observar todos os tipos de micorrizas. Aqui destacaremos as ectomicorrizas, as micorrizas arbusculares e as micorrizas ericóides por serem as mais abundantes.

As ectomicorrizas predominam em regiões de latitude e altitude intermédias, em ecossistemas florestais com taxas de decomposição e mineralização baixas, onde o nutriente limitante é o azoto (e.g., florestas boreais e temperadas da Europa, Ásia e América do Norte, e regiões mediterrânicas).

As micorrizas arbusculares observam-se nas raízes de árvores e herbáceas das regiões de latitude e altitude baixas (e.g., florestas tropicais, bosques mediterrânicos, savanas, pradarias, desertos), em ecossistemas com valores de pH no solo superiores, taxas de decomposição e de mineralização e actividade microbiana mais elevadas (Smith e Read, 1997). Não obstante, as micorrizas arbusculares também estão presentes em zonas alpinas a altitudes superiores a 2 000 m, ou associadas a plantas aquáticas e a plantas parasitas. As micorrizas ericóides, predominam em latitudes e altitudes elevadas (tundra do ártico, taiga), em solos muito permeáveis, com valores de pH e temperatura geralmente baixos, e taxas de decomposição e de mineralização também muito baixas (Read, 1991); N é o nutriente limitante.

As micorrizas ericóides têm impacto directo na nutrição mineral e no crescimento das plantas daqueles ecossistemas porque consegue absorver P e N nas suas formas orgânicas (Kerley e Read, 1998; Xiao e Berch, 1999), e.g ., quitina, (Mitchell, Sweeney e Kennedy, 1992) e actuam indirectamente na vitalidade das plantas através da desintoxicação do solo, pois o micélio do fungo tem capacidade para acumular temporariamente determinados catiões cujas concentrações se encontram acima do limite tolerado pelas plantas (Read, 1991; Read e Kerley, 1995). Ao contrário das micorrizas arbusculares e das ectomicorrizas, o micélio extrarradicular das micorrizas ericóides é relativamente pouco desenvolvido, e tem como função principal a disponibilização de nutrientes através da sua capacidade saprofítica (Read, 1991).

Os benefícios da associação micorrízica na nutrição mineral acabam por reflectir-se na vitalidade das plantas, e na manutenção do equilíbrio do solo, o que assume particular importância quando se pretendem realizar trabalhos de revegetação em áreas pouco férteis, ou com uma degradação do solo bastante avançada, ou ainda para aumentar a produtividade de determinada planta. Assim, a manutenção da actividade dos microorganismos simbióticos do solo é crucial em ecossistemas com actividade microbiana baixa, como são os ecossistemas semiáridos e áridos, prevenindo a colonização de fungos parasitas oportunistas, a degradação do solo, e a susceptibilidade a fenómenos de erosão.

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