Universidade de Coimbra | www.uc.pt

link voltar a UC.PT Universidade de Coimbra
Imagem de identificação do subsite Imagem de apresentação do subsite
Imprimir Tamanho de Letra Normal Aumentar Tamanho da Letra Aumentar Tamanho da Letra

Vegetação

Aspectos Gerais – Clima – Geologia e glaciações – Vegetação – Reserva Biogenética

A flora da Serra da Estrela inclui mais de 900 taxa de plantas vasculares. Alguns são mais ou menos restritos à Serra tais como: Festuca henriquesii, Silene foetida subsp. foetida ; Epilobium obscurum var . herminium, Veronica officinalis var. carquejiana, Festuca summilusitana, Poa supina .

Andares Termoclimáticos

A diferentes altitudes correspondem diferentes condições climáticas, que por sua vez influenciam as características da flora e da vegetação.

Têm sido descritos 3 andares termoclimáticos na vegetação da Serra da Estrela:

Andar Basal altitude 0-900m

Arranjos de vegetação dominantes

Ocorrência

Espécie/associação característica

Azinhaisase de vertentes declivosas e xistosas, a cerca de 550m. de altitude
(ex. entre Valhelhas e Vale da Amoreira)
Quercus rotundifolia
Comunidades de AzereiroRavinas que sulcam a vertente íngreme, exposta a norte, entre os 900 e os 500m (ex. na Mestra Brava) Prunus lusitannica

Andar Intermédio altitude 900-1600m

Arranjos de vegetação dominantes

Ocorrência

Espécie/associação característica

CarvalhaisResíduos de área diminuta e floristicamente pobres; podem ocorrer até 1700mQuercus pyrenaica
CastinçaisVertentes declivosas, xistosas e, mais raramente, graníticas, expostas a norte, que se estendem a leste de Manteigas, de 600-1100m, constituindo o “Souto do Concelho”; ocorre também em Valhelhas Castanea sativa
Matos

Giestais

Urgeirais

Piornais

Cytisus multiflorus

Erica australis

Genista florida

Searas de CenteioÁrea dispersa e muito restrita; terrenos muito pobres; podem ocorrer até 1600mSecale cereale
Neste projecto interessa-nos particularmente o andar superior . Após o recuo dos glaciares, o pinheiro-silvestre, o vidoeiro e o teixo ocuparam a parte superior da Serra mas, devido a uma desflorestação intensa, a calote da Serra encontra-se hoje sem vegetação arbórea. O padrão de vegetação dominante é constituído por mosaicos de zimbrais e cervunais, entrecortados ocasionalmente por afloramentos rochosos e lagoas (fig. 6).granitos

Fig. 6. Granito, lagoas, zimbro e gramíneas

Zimbral ardido

Fig. 7. Zimbral ardido com dificuldades em recuperar

Pastoreio

Fig. 9. Pastoreio

Pese embora os incêndios e o pastoreio que têm contribuído para importantes modificações na vegetação natural desta área, este andar ainda tem sido o menos atingido pela intervenção humana! Os zimbrais são muito sensíveis aos incêndios (fig. 7 e 8), apesar de poupados pelo gado. Por outro lado, os cervunais são apascentados pelo gado transumante sendo o sobrepastoreio o principal responsável pela sua degradação (figs. 9 e 10). Tais distúrbios têm levado à expansão dos arrelvados.Zimbro destruido

Fig. 8. Zimbro irremediavelmente destruído

Pastoreio na Serra

Fig. 10. Pastoreio na Serra

Andar Superior altitude > 1600m

Arranjos de vegetação dominantes

Ocorrência

Espécie/associação característica

ZimbraisAgrupamento floristicamente muito pobre; zona de acentuada regressão das EricáceasLycopodio-Juniperetum alpina
Cervunais

Sobretudo solos coluviais dos fundos dos vales que sulcam a parte cimeira da Serra

a. Cervunais secos

b. Cervunais húmidos

Nardus stricta


Galio-Nardetum


Junco-Sphagnetum compacti

ArrelvadosClareiras abertas pela degradação dos cervunaisAreanario- Cerastietum ramosissimi
Comunidades rupícolasMuito desenvolvidas nos rochedos que ladeiam desfiladeiros, onde as condições de ensombramento tornam possível uma vegetação mais rica; incluem a maioria dos endemismos da SerraMurbeckiello-Saxifragetum


Comunidades lacustres
Vegetação marginal e flutuante das lagoas e charcos (ex. charcos próximos da Lagoa Comprida)

Antinoria agrostidea

Andar superior: o caso da Lagoa Comprida

Existem Taxus, Quercus, Betula e Pinus silvestris nas imediações da Lagoa Comprida (fig. 2). Se se provar que o Pinus silvestris é aqui nativo este será o limite sul-ocidental da sua distribuição; esta espécie também é nativa na Serra do Gerês e é a espécie de pinheiro de mais ampla distribuição mundial.

A vegetação flutuante da Lagoa é constituída por Antinoria agrostidea (fig. 11), Ranunculus lusitanicus, Drepanocladus fluitans e Fontinalis natans . Na margem da Lagoa existem cervunais húmidos, seguidos, à medida que nos afastamos da margem, por cervunais secos.


Antinoria agrostidea

Fig. 11. Antinoria agrostidea













© University of Coimbra · 2009
Portugal/WEST GMT · S:
Símbolo de Acessibilidade à Web.Loja VirtualAviso LegalComentáriosContactosMapa do Sitevoltar ao topo
POS_C FEDER
QWeb Boas Praticas