Enciclopédia das Plantas
Livro famoso da Botânica Portuguesa sobre Callicoca ipecacuanha, de Brotero (1802)
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 Fátima
Sales, FLS (2008)
Brotero,
Felix de Avellar (1802). Description
of Callicoca ipecacuanha. Transactions of the Linnean Society 6:
137-141 [na Biblioteca da Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra]
Felix
de Avellar Brotero (1744-1828), Cavaleiro da Ordem de São Bento, deputado às
Cortes Constituintes de 1821, membro de várias sociedades científicas nacionais
e estrangeiras. Foi um dos maiores vultos do Iluminismo em Portugal dentro do
campo da Botânica.
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Descobrimentos
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Os descobrimentos e a descoberta de novas plantas
Sara Otero (2005)
"Um certo purismo cultural europeu leva a criticar o hamburger e a cola, como sinais de uma (indesejada) invasão americana. Mas o português que come a sua sardinha em cima da broa, acompanhada das consabidas batatas cozidas e da salada de tomate e pimentos, enquanto verbera as novas modas alimentares, testemunha, distraído, uma outra invasão americana, que nem quinhentos anos tem: aquela que lhe trouxe o milho para a broa, a batata, o tomate e o pimento. De autóctone, afinal, só a sardinha, o azeite e o vinho." (in "A Viagem dos Sabores" de Rui Rocha).
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Bricolage
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Moldura Outonal
Quim Ferreira (2005)
Materiais:
. Folhas de tons outonais; . Cartão canelado (retirado de uma caixa de cartão); . Um atache; . Tubo de cola de contacto; . Acetato; . Uma fotografia.
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Plantas
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O surpreendente mundo das plantas
Maria Carlos Reis (2005)
Por mais insólito que nos possa parecer, podemos dizer que as plantas podem ver, comunicar entre si, têm a capacidade de reagir ao mais pequeno toque e, ainda, que conseguem calcular o tempo com uma precisão surpreendente.
Dito assim, poderá parecer que se trata de uma confusão, porque é aos animais que normalmente poderemos atribuir tais faculdades. Ou então tratar-se-ão de afirmações extraordinárias, que roçam os domínios da fantasia. Destas duas, vamos enveredar pela primeira parte da segunda opção. É que embora algumas destas capacidades só recentemente tenham sido identificadas pelos botânicos, as provas das outras são conhecidas por todas as pessoas minimamente sensíveis ao mundo natural e, em particular, ao extraordinário "Mundo das Plantas".
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Cabo da Roca
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Uma visita botânica ao Cabo da Roca
Pedro Bingre (texto) e José Romão (fotos) (2005)
Quem hoje caminha pela paisagem enrugada, desarborizada e ventosa que medeia entre a aldeia da Azóia, a três quilómetros do mar, e o cabo da Roca, vê estendida sobre o terreno uma manta de retalhos de vegetação, sem ordem aparente, sem fisionomia homogénea. Dir-se-ia uma charneca desarrumada, posta à beira das falésias atlânticas. Prados de várias gramíneas encontram-se polvilhados por tojos (Ulex sp.) e troviscos (Daphne gnidium); todo o conjunto repartido por sebes de abrunheiros (Prunus spinosa), madressilva (Lonicera peryclimenum) e silva (Rubus ulmifolius) e canavial (Arundo donax). É uma paisagem em alteração ou, melhor dizendo, nas primeiras fases da chamada sucessão ecológica: estes campos, agrícolas até há poucas décadas, estão sendo lentamente recolonizados pela vegetação nativa.
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Botânicos
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Os primeiros botânicos
Nuno Leitão (2005)
Nas primeiras civilizações humanas, as plantas eram observadas unicamente do ponto de vista da sua utilidade, realizando-se estudos mais profundos referentes apenas ao seu uso medicinal. Mas ao examiná-las cuidadosamente, os primeiros botânicos interessaram-se por estas formas de vida e verificaram a existência de semelhanças entre os seus modos de funcionamento e os dos animais.
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São Tomé e Príncipe
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Flora de São Tomé e Príncipe
Renata Alves (2005)
1. As ilhas e os endemismos
As quatro ilhas do Golfo da Guiné - Bioko (também conhecida por Fernando Pó), Príncipe, São Tomé e Annobon (ou Pagalú) - são ilhas vulcânicas localizadas sobre a linha dos Camarões, uma linha de actividade vulcânica, com cerca de 2000 km de comprimento, que inclui ainda o Monte Camarões, no continente.
A ilha de Bioko encontra-se na plataforma continental, existindo entre ela e o continente uma distância de cerca de 40 km. Pensa-se que esta ilha estivesse ainda ligada a África na última era glacial (há cerca de 10 mil anos), o que explica o facto de a sua flora ser muito similar à do continente.
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Rosmaninho
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O Rosmaninho em Portugal
Pedro Bingre (2005)
Quem percorrer os descampados ibéricos meridionais, a sul do Minho e da "Espanha verde" (nome dado às regiões setentrionais da Galiza, Astúrias, Cantábria, País Basco... onde o clima não é mediterrânico), durante os meses de Primavera e Verão, ficará com certeza encantado com os perfumes que lhes enriquecem os ares. E para chamar-lhes "perfumes" é dispensável ter um nariz muito apurado ou um sentido poético das coisas, pois os odores que as ervas e os arbustos que aí encontramos são de facto tão intensos, tão ricos e tão unanimemente apreciados que podemos, com objectividade, dar-lhes esse nome. É difícil percorrer as serras calcárias do Oeste estremenho português sem se cheirar o tomilho ou o alecrim; difícil passar um regato sem detectar o odor da hortelã ou do poejo; impossível correr o sul do Alentejo sem que os vapores da esteva nos acalmem; e muito improvável que nas caminhadas não topemos, mais cedo ou mais tarde, com alguma espécie de rosmaninho. Dizemos "alguma espécie" porque na verdade é possível encontrar cinco espécies de rosmaninho em Portugal, embora o vernáculo as reúna sob um único nome vulgar
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