 | Miguel Porto (2007)
Nas orquídeas a vida é a uma arte sofisticada. Mais do que nas outras plantas, cada pormenor da sua vida, desde a germinação à frutificação, foi cuidadosamente calculado; com mestria tiraram o máximo partido da vida em comunidade explorando os seus vizinhos de formas nem sempre “honestas”. A sua dependência da comunidade atinge o parasitismo. Por isso são plantas muito sensíveis a qualquer coisa que altere este equilíbrio em que vivem. |
Existe algo associado às orquídeas que faz com que estas plantas sejam tratadas de uma forma especial. Com efeito, poucas flores conseguiram, aos nossos olhos, adquirir tanta beleza e complexidade como as das orquídeas, e esta característica não é só de algumas, espalha-se por vários milhares de espécies, ou não fossem as orquídeas a maior família de plantas. A estimativa mais conservadora do número de espécies de orquídeas aponta para 17000, mas números tão altos como 25000 são normalmente referidos. Claro que esta disparidade não se deve ao desconhecimento das espécies mas sim ao modo como elas são classificadas, que depende da perspectiva de cada autor sobre onde colocar os limites entre espécies diferentes.
Em termos botânicos, as orquídeas constituem a família Orchidaceae, uma família bastante homogénea, que só recentemente, devido a estudos moleculares, viu separados alguns dos seus géneros em pequenas famílias independentes. Sem entrar em pormenores demasiado técnicos, a família caracteriza-se por ter flores sempre com 3 sépalas e 3 pétalas (ocasionalmente podem ser muito semelhantes entre si), uma das quais se encontra modificada, sendo bastante diferente das restantes em forma, tamanho, padrões e cores. Esta pétala chama-se labelo e está, quando a flor está aberta, na posição inferior. É o labelo que é o principal responsável pelos complexos mecanismos de polinização que a seu tempo falaremos. A característica única da família, contudo, é o modo como os órgãos sexuais da flor estão arranjados: não existem estames nem estigmas normais, individualizados, como estamos habituados a ver nas outras flores. Aqui o estame é só um e está fundido com o estilete e o estigma numa estrutura complexa. O pólen é também muito especial pois está aglomerado em duas grandes massas – as polinídias – as quais se destacam como um todo, ao invés da maioria das plantas, que liberta os seus grãos de pólen soltos ou no máximo em aglomerados de pequena dimensão. Esta característica só acontece em mais uma família em todo o Reino Vegetal – as Asclepiadaceae. No entanto, para não variar, há excepções a todas estas regras gerais, pois nem todas as orquídeas apresentam estas várias características.
Em resumo e com alguma segurança, para se reconhecer uma orquídea temos basicamente que procurar os estames: se não se vêem estames individualizados, é muito provavelmente uma orquídea.
As orquídeas no mundo.
As Orchidaceae são uma família que existe em todo o mundo (inclusivamente nas regiões polares!), mas com uma diversidade incrivelmente mais elevada nos trópicos. É também nos trópicos que vivem aquelas mais exuberantes, mas não se pense que na velha Europa e em Portugal não existem orquídeas igualmente bizarras, ainda que com flores de dimensões mais modestas.
As orquídeas são geralmente herbáceas, por vezes de caules lenhosos mas nunca apresentando crescimento secundário (crescimento em diâmetro como as árvores), e adaptaram-se principalmente a dois grandes estilos de vida muito diferentes. Nas zonas de clima temperado são plantas terrestres com raízes tuberosas ou rizomas. Todos os anos têm um período de crescimento no qual desenvolvem uma parte aérea nova que alterna com um estádio de dormência, na qual ficam reduzidas aos tubérculos ou rizomas. Nas regiões tropicais, em ambiente florestal, contudo, a grande maioria das orquídeas são plantas epífitas, ou seja, desenvolvem-se sobre os ramos das árvores; e possuem então a parte aérea perene. A estratégia de vida das plantas epífitas aparece em muitas famílias, mas as orquídeas fizeram um uso muito extenso dela e, com efeito, na generalidade, a maior parte das plantas epífitas que se vêem numa floresta tropical são orquídeas. Estas orquídeas são as geralmente cultivadas para fins ornamentais, e incluem géneros como Vanda, Cattleya, Dendrobium, Phalaenopsis, Miltonia, Oncidium… Naturalmente também existem orquídeas tropicais terrestres, algumas das quais também cultivadas, como os sapatinhos – Paphiopedilum, Phragmipedium – e os Cymbidium.
Algumas orquídeas tropicais são lianóides, isto é, trepadeiras perenes, que podem atingir grandes dimensões. O caso mais conhecido é mesmo a orquídea que produz a baunilha – Vanilla planifolia – uma orquídea trepadora oriunda da América central, mas agora cultivada em todas as regiões tropicais do mundo. Apesar de ser trepadora, não deixa de ter um hábito epífito, pois as raízes seguram-se nas árvores que lhe servem de suporte, acabando eventualmente por deixar a ligação ao solo.
Todas estas orquídeas epífitas têm um hábito muito característico moldado pela escassez de água que se faz sentir lá em cima, nos ramos das árvores – elas têm de capturar e armazenar a água da chuva pois, se não o fizerem, toda a água se perderá escorrendo para o solo. Assim, possuem raízes muito grossas com uma textura de esponja, especializadas na absorção rápida de água; folhas muito duras, coriáceas para evitar os efeitos da dissecação; uma camada de cera impermeabilizante para minimizar a perda de água e estruturas especializadas no armazenamento de água semelhantes a bolbos – chamadas pseudobolbos – onde se inserem as folhas; isto para além de adaptações fisiológicas do metabolismo. Estas características tornam as orquídeas epífitas plantas muito robustas que raramente se queixam de alguma coisa, excepto o excesso de água quando cultivadas.
Algumas orquídeas epífitas desenvolveram uma característica muito curiosa: transferir a função fotossintética das folhas para as raízes e abdicar completamente da produção de folhas! Tal é possível pois estando as raízes sobre os ramos, estão sempre expostas à luz. Diversas espécies são, neste caso, apenas um emaranhado confuso de raízes, aparentemente sem caules, emitindo na devida altura do ano as tipicamente belas flores. O caso mais emblemático é a rara e ameaçada orquídea-fantasma (Polyrrhiza lindenii) que habita nos Everglades, na Florida. Outras espécies não foram tão drásticas e limitaram-se a perder as folhas, sendo o caule o órgão fotossintético, como é o caso de algumas espécies de Vanilla.
A simbiose.
Porém, as orquídeas possuem outras características ainda mais estranhas e fantásticas. Elas possuem um parceiro invisível nas raízes, um fungo que vive em simbiose com elas, constituindo o conjunto o que se chama “micorriza”. Existem micorrizas na maior parte das plantas que conhecemos, fornecendo o fungo à planta os nutrientes que ele produz e a planta retribuindo com hidratos de carbono que produz por fotossíntese. Nas plantas em geral a associação com o fungo é facultativa, sendo certo que uma planta micorrizada tem sempre uma grande vantagem perante “a sua irmã” não micorrizada, pois o fungo ligado às raízes fornece nutrientes em que o solo é pobre. As micorrizas são particularmente abundantes e importantes nos meios florestais, por exemplo, nos nossos sobreirais, onde o sobreiro é bastante mais saudável e resistente a doenças quando está associado às várias espécies de fungos.
Mas as orquídeas têm a particularidade de estarem totalmente dependentes do fungo. Nelas esta associação é levada ao extremo porque as suas sementes não têm substâncias de reserva (são apenas um embrião envolvido por um tegumento) e, por isso, a jovem plântula morre antes de conseguir desenvolver ela própria cloroplastos e toda a maquinaria de produção de nutrientes própria dos organismos autotróficos. Nesta primeira fase da sua vida os nutrientes são fornecidos pelo fungo. Sementes tão simples têm uma vantagem óbvia: a possibilidade de serem produzidas em quantidades astronómicas, pois requerem muito pouco investimento energético. Estas sementes são minúsculas, comparáveis em tamanho a alguns esporos, dispersando-se muito facilmente. Claro que, em contrapartida, existe a dificuldade de conjugar todas as condições para a semente germinar. Se o local onde a semente cai não possui o fungo específico, não há germinação com sucesso. E para que haja uma comunidade de fungos que seja capaz de suportar as orquídeas é preciso que haja um equilíbrio do ecossistema que facilmente pode ser destruído pelo homem, por exemplo, pela perturbação mecânica do solo ou pela introdução de químicos tóxicos. Para completar o cenário, o cultivo das orquídeas é assim dificultado pois têm de ser reproduzidas formas alternativas: vegetativamente pelos tubérculos ou porções da planta, ou através de sementes em laboratório em meios de cultura que fornecem os nutrientes necessários para que ocorra o desenvolvimento normal da jovem planta (o que não é possível fazer para todas as espécies). Claro que, em última análise, são as orquídeas que sofrem, pois são muitas vezes tiradas do seu habitat natural para cultivo, já que os métodos de cultura de tecidos não estão acessíveis a todos; e, para piorar a situação, elas geralmente não sobrevivem mais do que poucos anos, uma vez que quando tiradas do seu meio e postas num vaso, perdem o seu parceiro micorrízico, o que dificulta muito a sua manutenção.
Na generalidade das orquídeas esta ligação ao fungo é apenas estritamente obrigatória no início de vida, contudo, algumas espécies muito particulares estão totalmente dependentes dele durante toda a vida. São plantas que não têm clorofila, logo, não captam a energia solar, tirando toda a sua energia do fungo, na forma de hidratos de carbono – são mico-heterotróficas. Não é muito claro o estatuto de cada parceiro nesta relação, isto é, o que é que cada um dá e recebe, e onde é que o fungo vai buscar os nutrientes para dar à orquídea. Parece ser um misto: a orquídea recebe, por via do fungo, nutrientes vindos da decomposição da matéria orgânica levada a cabo pelo fungo, e nutrientes “roubados” pelo fungo a outros parceiros “simbióticos” ao qual ele está ligado, nomeadamente árvores como o sobreiro. Claro que os benefícios que o fungo traz à árvore compensam bastante este quinhão que a orquídea reclama. Mas o que é que uma orquídea que não fotossintetiza dá ao fungo? Nada, tanto quanto se sabe. Por muito estranho que possa parecer, a orquídea está a parasitar o fungo! E assim, indirectamente a parasitar outras plantas às quais ele se liga. Esta estratégia, a mico-heterotrofia, parece ser mais comum nas orquídeas do que se pensa, e alguns investigadores defendem que mesmo as orquídeas “normais”, durante o seu estado adulto, se alimentam parcialmente por mico-heterotrofia.
Em Portugal existem três espécies de orquídeas totalmente mico-heterotróficas, o género Limodorum, com duas espécies que ocorrem em sobreirais e pinhais bem conservados; e Neottia nidus-avis, muito rara em Portugal, habitante de bosques caducifólios.
Esta situação, que já é fantástica, atinge o seu extremo num género de orquídeas australianas, Rhizanthella. Estas plantas são mico-heterotróficas à semelhança de Limodorum, mas completam todo o seu ciclo de vida sem nunca emergir da terra, nem mesmo a flor! Estas são polinizadas por formigas e pequenos mosquitos que, atraídos pelo odor intenso, se infiltram na manta morta em busca das flores.
As flores.
E porque as orquídeas possuem flores tão estranhas? A verdade é que tal como existe uma relação tão estreita entre a orquídea e o fungo, existe também uma relação estreita com os polinizadores, regra geral, tão mais estreita quanto bizarra é a flor. Boa parte das orquídeas têm polinizadores específicos e muitas têm também o hábito de os enganar, prometendo-lhes coisas que não lhes dão. A história da polinização no género Ophrys é sobejamente conhecida, mas resume-se aqui para ilustrar o ponto a que chegam os estratagemas das orquídeas.
O género Ophrys possui algumas dezenas de espécies cujo centro de diversificação é a bacia do mediterrâneo. Em Portugal existem cerca de 10 espécies deste género. As flores destas plantas têm um aspecto bastante bizarro pois o seu objectivo é imitar a fêmea de um determinado insecto para que os machos sejam enganados, indo tentar copular com a flor! Durante o processo, que é rápido, o insecto leva consigo as polinídias que ficam coladas à sua cabeça ou abdómen através de um pequeno pedúnculo. Simultaneamente, se já trouxer polinídias de outra flor, estas vão-se desagregando, à medida que tocam no estigma. A flor, para além de imitar a morfologia, a cor e a pilosidade do corpo de um insecto fêmea, imita também o seu odor através de substâncias semelhantes às hormonas sexuais do insecto. Uma vantagem deste esquema é que dispensa a produção de néctar, um produto muito caro em termos energéticos e nem sempre bem sucedido, pois diversos insectos assaltam o néctar das flores sem as polinizarem, por vezes danificando-as, o que não acontece aqui. A taxa de sucesso é, pois, mais elevada, mas, como em tudo, a alta especificidade tem um preço, pois se por alguma razão a espécie de insecto que a orquídea imita deixa de habitar o local (por extinção por exemplo), estas orquídeas, não têm alternativas e deixam de produzir sementes.
Na Austrália existem também exemplos fascinantes de orquídeas cuja polinização é conseguida por engano sexual (ex. Drakaea glyptodon). Outros comportamentos fora do normal são também, por exemplo, Epidendrum radicans e Disperis capensis, orquídeas cuja flor imita a flor de outras plantas que se desenvolvem no mesmo habitat, em todos os aspectos excepto na presença de néctar – estas espécies não o têm – pelo que beneficiam dos mesmos polinizadores sem lhes dar nada em troca.
Outras orquídeas constroem armadilhas em que os insectos, uma vez capturados, para conseguirem sair da flor necessariamente levam o pólen, devido à morfologia intrincada do labirinto que a planta constrói. Por vezes, algumas possuem um néctar ligeiramente tóxico para os insectos que os “embebeda”, o que leva a um maior tempo de permanência do insecto nas flores. E podíamos assim prosseguir falando de cada caso em particular, mas já assim se percebe que as orquídeas investiram muito da sua evolução na arquitectura da flor e exploraram o tema da polinização ao máximo.
Com tudo o que já foi dito, já se percebeu que as orquídeas são plantas bastante sensíveis à alteração dos habitats, principalmente aquelas que vivem lado a lado com a ameaça que o homem constitui, como é o caso de todas as espécies portuguesas. Em seguida vamos conhecer um pouco das nossas espécies.
As orquídeas em Portugal.
No nosso país existem cerca de 50 espécies de orquídeas, que habitam os mais variados sítios, por todo o país. Não se pode dizer que exista alguma espécie endémica de Portugal continental, embora seja por pouco: Ophrys algarvensis, recentemente descrita como nova espécie, existe sobretudo no Algarve, mas também foram encontradas algumas populações na Andaluzia; semelhante situação se passa com Ophrys vernixia.
Em contrapartida, as nossas ilhas possuem várias espécies endémicas. Na Madeira, apesar de só existirem três espécies de orquídeas nativas, são todas endémicas. O caso mais paradigmático é Goodyera macrophylla, uma planta raríssima, que apenas sobrevive num local muito restrito da ilha, podendo facilmente extinguir-se se houver alguma perturbação no sítio.
Façamos uma viagem pelos géneros mais comuns de orquídeas existentes no continente.
Género Ophrys
Este género foi já referido acima por causa do modo de polinização. São plantas pequenas, que habitam quase sempre calcários, e possuem flores solitárias ou em número reduzido, sempre muito distintas e bizarras, como se pode ver nas fotos. É preciso alguma atenção para as encontrar, mas em qualquer zona calcária com relvados naturais, não perturbados pelo homem, podem ser encontradas várias espécies deste género.
| Género Ophrys. Da esquerda para a direita: Ophrys lutea, O. bombyliflora, O. vernixia e O. tenthredinifera |
Género Orchis (incluindo género Aceras)
Este género compreende plantas bastante mais vistosas que o anterior porque as flores são numerosas e estão dispostas em cachos mais ou menos densos, embora com flores sejam mais pequenas e mais “convencionais”. A generalidade das espécies, com excepção de Orchis italica, é pouco comum, mas aparecem em vários tipos de habitat e de solo, ao contrário de Ophrys, por vezes em sítios tão inóspitos como estevais.
Género Anacamptis
Apenas existe uma espécie nativa deste género, A. pyramidalis, e distingue-se facilmente pela inflorescência compacta e piramidal, de flores cor-de-rosa. Surge normalmente na companhia de espécies várias de Ophrys em calcários.
Género Barlia
Também só existe uma espécie, B. robertiana. É uma das maiores orquídeas de Portugal, a planta pode atingir 1 metro de altura, com inflorescências densas que chegam a totalizar 40 cm em comprimento. Surge em zonas calcárias abertas, mas pode dizer-se que é rara, pelo menos é seguramente bem mais rara do que as dos géneros Ophrys e Orchis.
Género Serapias
O número de espécies reconhecido neste género não é consensual, mas pelo menos três são distintas. Serapias parviflora é comum nos calcários, S. lingua e S. cordigera em solos ácidos mais ou menos húmidos. A forma da flor é muito típica deste género, como se pode ver.

| Serapias lingua. Esta espécie surge geralmente em grandes aglomerados devido a reprodução vegetativa. |
Género Spiranthes
Existem duas espécies deste género, a mais frequente, de nome S. spiralis, ocorre nos calcários também, mas floresce numa época do ano invulgar, por volta de Setembro, antes das chuvas de Outono. É das espécies mais pequenas que temos, mas identifica-se muito bem pelas flores dispostas em perfeita espiral, mais ou menos apertada, ao longo do eixo. A outra espécie, S. aestivalis, é a única orquídea do continente protegida por lei, e é rara, como é óbvio, aparecendo em algumas zonas húmidas, de norte a sul.
Género Dactylorhiza
As Dactylorhiza diferem da maioria das outras espécies pelo seu habitat. Ou são plantas das montanhas, das florestas caducifólias ou de pântanos encharcados o ano inteiro. São, portanto, não-mediterrânicas, pelo que são muito raras no centro e sul do país. Dactylorhiza elata, uma orquídea gigante, é talvez a que se encontra mais facilmente, embora tenha regredido bastante a sua área de ocorrência; costumava aparecer em várzeas inundáveis e de solos férteis.
Género Epipactis
As Epipactis têm um aspecto muito característico, diferente de todas as referidas até agora, embora não seja fácil explicar por palavras estas diferenças. As flores são também diferentes, com o labelo geralmente formando uma taça onde se acumula o néctar. Ocupam uma diversidade de habitats, sendo uma das espécies mais comuns E. tremolsii, em sobreirais e pinhais.

Género Cephalanthera
É um género com um hábito semelhante a Epipactis apenas com duas espécies, uma que existe por todo o país ainda que pouco abundante – C. longifolia – e outra rara e localizada, nos carvalhais de Trás-os-Montes – C. rubra. A primeira é facilmente reconhecível pela sua grande inflorescência de flores totalmente brancas, e pode encontrar-se em bosques geralmente sobre calcários.
A grande maioria das espécies floresce em Abril. Aconselho o leitor a dar alguns passeios em zonas calcárias nesta época para a sua observação. Aconselho-o também a não levar do campo mais do que fotografias, pois, como espero ter deixado claro, as orquídeas são bastante sensíveis, facilmente desaparecem e dificilmente voltam.