a carregar...

ICNAS

Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saude

PET: o que é

PET slices

A PET (Tomografia de Emissão com Positrões) é, como o nome indica, uma tomografia, i.e., uma técnica de imagem que permite ver um volume seccionado em múltiplos cortes. É comum os médicos observarem as imagens do doente utilizando cortes segundo 3 direcções perpendiculares (cortes coronais, sagitais e transaxiais), mas existem muitas outras formas de observar o volume do paciente, como por exemplo através das chamadas imagens MIP (projecções de máxima intensidade). 

As imagens PET mostram a captação, pelos tecidos, das moléculas do radiotraçador que foi previamente administrado ao doente, tipicamente através de uma injecção. O radiotraçador é uma molécula que foi marcada com um isótopo emissor de positrões, por forma a que seja visível numa câmara (ou scanner) PET. Os isótopos emissores de positrões usados em PET contêm núcleos estáveis apenas durante períodos de tempo curtos (tipicamente minutos ou dezenas de minutos), decaindo para núcleos mais estáveis através da emissão de um positrão. As quantidades de traçador injectadas são muito reduzidas, correspondendo a porções ínfimas de produto e a actividades pequenas e perfeitamente seguras. 

A câmara fornece as imagens de PET que vão ser interpretadas pelos médicos. Nessas imagens, o valor de cada pixel é aproximadamente proporcional à concentração de radiotraçador no corpo do doente, dado a PET ser uma técnica de imagem quantitativa. É possível obter informação clínica relevante a partir da forma como o radiotraçador se distribui pelo organismo, sendo essa informação dependente do radiotraçador utilizado. Existe uma infinidade de radiotraçadores que se podem usar, para uma grande variedade de aplicações, situadas principalmente nas áreas da oncologia, neurologia e cardiologia.

O ICNAS é um dos poucos centros de PET em Portugal que possui um ciclotrão (que produz os isótopos emissores de positrões) e uma unidade de radioquímica (que liga o emissor de positrões à molécula cuja distribuição no organismo se pretende observar). Isso permite-lhe utilizar isótopos com período de decaimento muito curto (como por exemplo o Oxigénio-15, Azoto-13 ou o Carbono-11, que têm períodos de decaimento que vão dos 2 aos 20 minutos) e sintetizar diferentes tipos de moléculas a estudar, podendo assim realizar uma grande variedade de estudos que não se podem fazer noutros centros PET que não dispõem destas infraestruturas.  

Mais informação (wikipedia)