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CEIS20

Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX

Área temática: Artes e Teorias

Esta área propõe uma reflexão conceptual e histórica; o pensar a prática, a teoria e a crítica nas artes; a articulação da situação portuguesa com o contexto internacional; o estudo de casos considerados de relevo. Em suma, pretende-se operar uma linha de reflexão que poderá reescrever a história das artes em Portugal a partir, sobretudo, de conceitos e de identidades, das suas dinâmicas e virtualidades.



Linha de investigação 1: Artes visuais, Imagem e teoria em ‘campo expandido’

I.R.: Isabel Nogueira

A prática e a teoria da arte constituem um território de influências recíprocas e orgânicas, que se situa numa qualquer pulsão ou vontade, ao mesmo tempo que coloca em evidência o sentir do momento histórico e estético, por outras palavras, da modernidade. Importa-nos sobretudo o universo das artes visuais, particularmente as problemáticas em torno da imagem, nas suas abordagens e complexidades, nos diversos suportes e técnicas, nos momentos de tradição e de rutura, no seu entrosamento com as outras artes, ou seja, as artes visuais e a imagem na sua condição de “campo expandido” – apropriando a expressão desenvolvida por Rosalind Krauss –, pleno de referências, ligações e possibilidades operativas. Pensar as artes visuais, e particularmente o território da imagem, reporta-nos também a uma complexa relação entre operator e spectator, ou, por outras palavras, entre o produtor da imagem e o seu fruidor, num denso processo de comunicação, de apropriação, de porta de entrada num universo potencialmente aurático e da sua necessária transgressão como condição de relação com o objeto. Ou seja, com o outro e, naturalmente, com o próprio, através do olhar que vai e que regressa.



Linha de investigação 2: Corpo, dramaturgia, performance

I.R.: Fernando Matos Oliveira

A emergência de um período caracterizado pelo “estado de espírito dramatúrgico” (Bernard Dort), dá conta da deslocação do paradigma representacional que tradicionalmente vinha definindo o sentido nas artes performativas. Esta linha de investigação pretende captar, descrever e pensar esta conjuntura criativa, enfatizando a centralidade das linguagens da encenação, a materialidade do corpo, a performatividade tecnológica ou, recorrendo à conceptualidade ecuménica de Hans-Thies Lehmann, o devir processual e aberto do teatro “pós-dramático”. Corpo, dramaturgia e performance constituem o território favorito dos diversos procedimentos estéticos na cena contemporânea, agregando não apenas a performatividade expansiva do presente (Erika Fischer-Lichte), mas também o sujeito incorporado, a deriva rapsódica dos textos (Jean-Pierre Sarrazac), a afirmação dos chamados “escritores de cena” (Bruno Tackels), bem como a disposição multicultural do palco globalizado.



Linha de investigação 3: Cinema:Teoria/Prática

I.R.: Sérgio Dias Branco

Desde os seus primeiros movimentos de vanguarda (como o impressionismo francês e o cinema de montagem soviético) que o cinema tem sido um campo de intenso e criativo diálogo entre a teoria e prática, como se a reflexão e a criação se suportassem e alimentassem mutuamente. O território da investigação académica, em especial da prática como investigação, pode acolher e incentivar esta relação, abrindo possibilidades para o seu desenvolvimento — porque nela se joga a própria (re)definição do cinema como arte. Esta linha de investigação trabalha em estreita ligação com o Laboratório de Investigação e Práticas Artísticas (LIPA), espaço de investigação, reflexão e criação, no âmbito dos cursos de Estudos Artísticos, da Secção de Artes do Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.