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Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho

Destaques

Ciência às Seis! (2ª temporada) "Os mortos falam? : o porquê das autópsias"

Publication date: 05-01-2018 15:24

Na próxima 4ª feira, 10 de Janeiro de 2018, às 18.00h, realiza-se no RÓMULO Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, palestra "Os mortos falam? O porquê das autópsias" com Duarte Nuno Pessoa Vieira, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Esta palestra insere-se no ciclo de palestras "Ciência às Seis" 2ª temporada e é coordenada por António Piedade.


Ciência às Seis : os mortos falam? thumb

Resumo da Palestra

"Etimologicamente, a palavra autópsia significa “ver com a própria vista” ou “ver a si mesmo”. A autópsia envolve, todavia, a utilização de todos os órgãos dos sentidos, sendo através destes e da aplicação de um conjunto de adequados procedimentos técnico-científicos, que a autópsia permite, em muitas situações, obter resposta para um diversificado conjunto de questões. Algumas dessas questões, como sejam qual a causa e a etiologia da morte, estão presentes em quase todas as autópsias; outras, porém, surgem apenas pontualmente, em função das especificidades de um determinado caso concreto. Qual a distância a que foi efetuado um disparo, quanto tempo terá a pessoa sobrevivido a um determinado trauma, ou se se encontrava sob a influência de álcool no momento do evento que causou a morte, são exemplos de algumas das inúmeras questões que se podem suscitar em contextos particulares. A autópsia consiste, pois, em através da aplicação de conhecimentos e metodologias médicas, associados aos de outras áreas do saber, procurar que um determinado corpo nos transmita informações que podem ser fundamentais em diversos domínios, nomeadamente e a título de exemplo, para uma correta aplicação da justiça, para uma completa informação da família, para uma melhor compreensão da doença e do trauma, ou até para a prevenção de eventuais situações futuras, entre muitos outras. Fortemente condicionada por circunstancialismos legais e socioculturais, e condicionada também por limitações diversas, a autópsia continua, todavia, a constituir um procedimento absolutamente fundamental e imprescindível, apesar do avanço das novas tecnologias de diagnóstico. Através dela, os mortos falam, numa linguagem que os médicos patologistas entendem e sabem interpretar ."



ENTRADA LIVRE 
Público-alvo: Público em geral

*Fotografias do evento*

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Contactos: Maria Manuela Serra e Silva – ccvromulocarvalho@gmail.com / 239 410 699