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Imprensa da Universidade

Estudos Clássicos III: cinema, literatura, teatro e arte *

EstClaIII

Coordenadores: Gabriele Cornelli, Gilmário Guerreiro da Costa
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-0914-0
ISBN Digital: 978-989-26-0915-7
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0915-7
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra/ Annablume
Edição: 1.ª
Data: 2014
Preço: 15,00€
Dimensões: 230 mm x 160 mm
N.º Páginas: 178


Sinopse:

A coleção “Filosofia e tradição” é um reflexo das atividades da Cátedra UNESCO Archai, que, desde 2001, promove investigações, organiza seminários e elabora publicações com o intuito de estabelecer uma metodologia de trabalho e constituir um espaço interdisciplinar de reflexão filosófica sobre as origens do pensamento ocidental. O objetivo fundamental consiste em compreender, com base em uma perspectiva cultural, a nossa tradição, isto é, de onde viemos, para que possamos compreender nossos caminhos presentes e desejos futuros. Nesse sentido,visando a uma apreensão rigorosa do processo de formação da filosofia e, de modo mais amplo, do pensamento ocidental, os problemas que orientam as pesquisas da Cátedra UNESCO Archai são de ordem histórica, ética e política. Trata-se de uma reação ao mal-estar experimentado com a forma excessivamente presentista de se contar a história desse processo de formação, forma que pensa a filosofia como um saber estanque, independente das condições históricas que permitiram o surgimento desse tipo de discurso.A proposta de trabalho historiográfico-filosófico da Cátedra procura, portanto, lançar um olhar diferente sobre os primórdios do pensamento ocidental, em busca de novos caminhos de interpretação éticos, políticos, artísticos, culturais e religiosos. Este trabalho dedica-se, em particular, a enraizar o “nascimento da filosofia” na cultura antiga, e se contrapõe às lições de uma historiografia filosófica racionalista que, anacronicamente, projeta sobre o contexto grego valores e procedimentos de uma razão instrumental estranha às múltiplas e tolerantes formas do lógos antigo.A questão é politicamente relevante, m virtude da influência que ainda mantém essa “narrativa” das origens do pensamento sobre a compreensão da atual epistême ocidental. De fato, na tentativa de justificar sua pretensão à verdade absoluta e universal da cultura dos vencedores, a ciência e as culturas ocidentais servem-se de um mito das origens, fundamentado nessa mesma visão presentista e asséptica da filosofia clássica. Esse mito, aliás, utiliza a diversidade da cultura ocidental em contraposição – e não em diálogo – com as outras culturas e visões de mundo que a globalização aproximou de maneira mais forte nos últimos anos. O que esta coleção deseja, portanto, é realizar um olhar sobre o passado, sobre as origens do pensamento ocidental, que se revela extremamente atual e contemporâneo.