Génese e Consolidação da Ideia de Europa. Vol. IV Idade Média e Renascimento

Coordenadores: Nair de Nazaré Castro Soares, Santiago López Moreda
Língua: Português/Espanhol/Francês
ISBN: 978-989-8074-51-5
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Setembro 2009
Preço: 18,90 euros
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 446
Sinopse
Reflete esta obra sobre a identidade europeia, assente em matrizes culturais
clássicas e judaico-cristãs. Se hoje podemos afirmar que não existem diferenças
substanciais de cultura entre os povos do Ocidente, latinos, germanos ou
eslavos, ou entre aqueles que, não sendo europeus, herdaram também uma parte
significativa da sua cultura (americanos, australianos ou africanos), isso
deve-se a um passado coletivo e a toda uma herança espiritual, intelectual,
ético-política e civilizacional do Mundo Antigo que nunca se apagou por
completo. As primeiras nações da Europa Moderna formaram-se sob a influência das
gloriosas ruínas da Antiga Roma, síntese da civilização greco-romana e do
universalismo cristão.
Recorde-se, na Idade Média, Boécio, Cassiodoro, Santo
Isidoro de Sevilha, de significação quase simbólica, pelo seu papel na
transcrição, conservação e reutilização dos escritos clássicos, e pela
importância das suas obras, como fonte do conhecimento e factor de transmissão
às sucessivas gerações do Ocidente. E entre todos, S. Tomás de Aquino,
intérprete fiel da mensagem ético-política aristotélico-ciceroniana e do direito
romano, marco na história do pensamento europeu até à modernidade.
O
Renascimento, época áurea das cortes europeias é também o momento alto da
história, do humanismo e da cultura na Península Ibérica, em Portugal:
descobríamos e evangelizávamos novos mundos, enriquecíamos a Europa com a
primeira globalização e encontro de culturas, à escala mundial, e assistíamos à
europeização da cultura.
Acompanhávamos afoita e conscientemente uma Europa
que, no dizer de Joaquim de Carvalho, “sentia Portugal conviva do grande
banquete do espírito Europeu”.