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Imprensa da Universidade

Génese e consolidação da ideia de Europa III: o mundo romano

Coordenador: Francisco de Oliveira
Língua: Português
ISBN: 972-8704-64-X
ISBN Digital: 978-989-26-0394-0
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0394-0
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Dezembro 2005
Preço: 18,00 €
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 274


Sinopse:

"O Império Romano representa uma notável unificação da pluralidade e realizou a coesão do diverso" — escreve Jorge de Alarcão, acrescentando: "A um nível macro-político, macro-social ou macro-económico, podemos falar de globalização; mas, a um nível micro-social, mantiveram-se diferenças e especificidades que não conduziram, todavia, a disfuncionamentos ou tensões". Estas palavras evocam a visão de Borges de Macedo quando definiu o espírito europeu como unidade sem imposição da uniformidade (Portugal-Europa para além da circunstância, Lisboa, 1988, p. 15). Ao mesmo tempo, tais palavras condensam as ideias gerais oferecidas ao leitor que percorrer o presente volume, onde são abordadas questões diversas, mas complementares e capazes de dar uma visão geral da civilização romana e dos valores matriciais da ideia de Europa que nela germinaram: a variedade e os matizes do conceito de Europa na poesia latina; a perduração de modelos comportamentais e pedagógicos na educação europeia; a utilização de critérios de civilização na perceção do outro e do exótico; a visão dos socialmente desprotegidos como indivíduos e seres humanos; a tolerância religiosa tipicamente romana em relação aos cultos locais ou até à presença do judaísmo em Roma, sem prejuízo dos clichés utilizados na sua caracterização; a apetência do cristianismo para se impor como religião dominante nalgumas zonas do Império Romano; a construção de um espaço económico gizado por vias de comunicação que ligavam o mundo romano na sua dimensão europeia; as lutas pelo poder do imperador Constantino, que colocou toda a sua ação, por vezes contraditória e brutal, ao serviço da perenidade do Império; a sólida construção de um edifício jurídico que ainda ilumina as sendas do direito europeu; a crítica sistemática da cidade pagã, pela boca de Agostinho, para, através dessa dialética, fundamentar um novo humanismo; enfim, uma abordagem do mundo romano enquanto paradigma da União Europeia, que igualmente se espera capaz de, na sua construção, exaltar os valores da cultura, na sua unidade e pluralidade.

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