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Imprensa da Universidade

O mundo à minha procura: Ruben A. Trinta anos depois (estudos)

Coordenador: José Carlos Seabra Pereira
Língua: Português
ISBN: 972-8704-83-6
ISBN Digital: 978-989-26-0374-2
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0374-2
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Agosto 2006
Preço: 10,00 €
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 98


Sinopse:

Este livro dá prossecução ao programa que em 2005 assinalou os trinta anos da morte de Ruben A., alcançando no dizer autorizado de João Gouveia Monteiro grande qualidade científica e estética em realizações que associaram originalidade e espírito didático. Tal como variadas vertentes desse programa, também esta coletânea de estudos responde, em diferentes registos, ao intuito de melhor discernir como a personalidade e a obra de Ruben Andresen Leitão, escritor e historiador, justificam o epitáfio lírico de Sophia. “Trazias contigo sempre alvoroço e início...”. Um caso assim, tão raro no contexto sócio-cultural português, começa a ganhar densidade e a manifestar-se no escolar de Coimbra e senhor na Babaou – Maison Surrealiste, que João de Almeida Garrett com lúcida memória afetiva aqui evoca – o jovem Ruben A., com seu humor dândi, sua conversa animada e plural, seu empenho inteligente de precetor discreto, seu gesto de “viver com classe”. Por isso, em Coimbra, e neste livro, se reconhecem os méritos científicos e as virtualidades cívicas do trabalho de historiador de Ruben Andresen Leitão, em particular nas apaixonadas investigações sobre D. Pedro V – a quem o unia, como mostra Isabel Nobre Vargues, a mesma sede de instrução, o mesmo gosto cosmopolita pela Europa civilizada, uma mesma compreensão da importância da história e do progresso social e político em Portugal. Ao mesmo tempo em Coimbra, e neste livro, aprofunda-se a análise e renova-se a interpretação da criação literária do “livre-pensador de estilo”. Primeiro com J. C. Seabra Pereira, focando vetores estruturantes da obra de Ruben A. como movimento de “desintegração” propiciatória, que alicia o leitor e o desinstala, abalando-lhe os modos estereotipados de estar no mundo e de pensar a existência, e que sugestiona contra o “medo de afirmação”, em favor do “sonho namorado da realidade”. Depois com Ana Paula Arnaut e com Fernando Matos Oliveira, revisitando à luz de novas perspetivas teórico-críticas, insólitos e fecundos aspetos temático-formais da ficção narrativa de Ruben A. e a problemática de estética e diarística na sua escrita.

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