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Imprensa da Universidade

Uma autobiografia da razão: a matriz filosófica da historiografia da cultura de Joaquim de Carvalho *

Umaautobiografiadarazao

Autor: Paulo Archer de Carvalho
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-0964-5
ISBN Digital: 978-989-26-0965-2
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0965-2
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Abril 2015
Preço: 20,21 €
Dimensões: 270 mm x 161 mm
N.º Páginas: 452


Sinopse:

«Uma autobiografia da Razão» é um estudo de significação da opera omnia de Joaquim de Carvalho (1892-1958), historiador das ideias, da cultura e da filosofia, catedrático em Coimbra e o grande animador e director (1921-1934) da Imprensa da Universidade, obra estabelecida dentro daquela grande inquietude do nosso tempo, à qual só uma resposta humanista aniquiladora da cultura sem alma “puramente técnica” e superadora do “tipo intelectual, que apenas se move no reino dos meios” se impunha.

Ora, esse repto só seria perceptível se reconduzisse à via compreensiva o pensamento racional, crítico e analítico; e o incorporasse numa hermenêutica da contemporaneidade, para a qual a escola se deveria autoconstituir como aparelho privilegiado ao aprofundar, como criação paidêutica, um estilo de pensamento dialógico que reconhecesse à alteridade os mesmíssimos direitos de cidade que à ipseidade outorgava.

A esta epistemologia da cultura democrática, de fuga espinosiana e leibniziana (pois não é só o de jure transcendental kantiano mas a outridade monadológica que atravessa o prisma de luz), se entregou em busca de uma clara formulação política que ele mesmo enunciou na praça pública e continuaria a repetir, por vezes na surdina epistolar, aos exaustos ouvidos epocais – matraqueados internamente pelo desumano volume das demonstrações da evidência e da evidência da força e pela salvífica pressão e repressão totalitária que incendiando a Europa, na propaganda, na proibição, na polícia, na morte, matava as expectativas da liberdade cerradas à parede pelo voluntarismo das «democracias orgânicas» völkish ou pela fantasia perfeccionista da cientificidade das «democracias populares».

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