Eça de Queirós. Riso. Memória. Morte

Autor: Joana Duarte Bernardes
Língua: Português
ISBN: 978-989-26-0088-8
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra
Edição: 1.ª
Data: Maio 2011
Preço: 10,60 euros
Dimensões: 240 mm x 170 mm
N.º Páginas: 262
Sinopse
Assumindo como ponto de partida a aprendizagem da ficção, este livro procura entender a escrita queirosiana como um ofício de memória. Para isso, As Farpas surgem, pois, como um palco e como um laboratório. Como um palco, visto que se assiste ao teatro da realidade política e social traçado como um mundo às avessas, em que a subversão dos valores implica a assunção da vida como farsa; como laboratório, porque a observação da sociedade permite o arquivo (como documento posto em análise para ser diagnosticado) de uma tipificação do real.
Do riso como opinião acabará por resultar a forja de personagens que,
recriação das figuras anatomizadas n’ As
Farpas, serão sujeitas a um trabalho de individualização – como é o caso de
Luísa, n’ O Primo Basílio. Mas não
apenas. A aclamada ironia como chave de leitura da obra de Eça encobre e
anuncia a ubíqua presença da morte enquanto insuportável revelação da história
de cada personagem – mesmo que a domesticação de Thanatos implique a apropriação cénica do cemitério romântico como
prolongamento da cidade dos vivos.