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Imprensa da Universidade

A Imprensa da Universidade e a consciência crítica

AImprUnivConscCrit

Autor: Luís Reis Torgal
Língua: Português 
ISBN: 978-989-26-0960-7
ISBN Digital: 978-989-26-0955-3
DOI: http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0955-3
Editora: Imprensa da Universidade de Coimbra 
Edição: 1.ª 
Data: Abril 2015
Preço: 5,30 € 
Dimensões: 200 mm x 130 mm 
N.º Páginas: 59

Sinopse:

O texto deste pequeno livro serviu de base a uma charla que proferi, a pedido do diretor da Imprensa da Universidade de Coimbra, Doutor Delfim Leão, e da subdiretora, Dr.ª Maria João Padez, em 17 de dezembro de 2014, por altura da celebração dos 240 anos da sua instalação e das suas primeiras edições, no tempo do Marquês de Pombal e do reitor-reformador D. Francisco de Lemos, natural do Brasil. Não se trata de uma obra absolutamente original, na medida em que me servi de outros meus textos já publicados. Mas foi composta de propósito para essa sessão que se realizou na Sala de São Pedro da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, sob a presidência do seu director, Doutor José Augusto Bernardes, no ano em que simbolicamente a “Livraria da Universidade” celebrou 500 anos e no dia em que foi lançada a sua primeira história. Além disso, acrescentei-lhe algumas notas que me foram sugeridas durante a sessão, que teve no início a intervenção dos ex-directores da Imprensa depois da sua refundação em 1998, Doutores Fernando Regateiro, José Faria e Costa e João Gouveia Monteiro, sob o tema “Desafios e perspetivas das editoras universitárias na actualidade”, dado que a IUC foi extinta em 1934 pelo governo de Salazar, quando era seu administrador o Doutor Joaquim de Carvalho e em que era publicado, já com data de 1935, o livro Amor Místico, da autoria do meu mestre, que sempre recordo, Doutor Sílvio Lima.

Inicio, porém, a publicação destes apontamentos, como fiz na sessão, com uma homenagem póstuma ao reitor que acabou por refundar a IUC e que recebeu neste ano o prémio “Joaquim de Carvalho”: o Doutor Fernando Rebelo, meu colega dos bancos da Faculdade, meu adversário vitorioso nas eleições para reitor em 1998 e meu amigo, que guardo na memória daqueles que vão partindo. Mas, como a IUC é e foi sempre um organismo vivo, homenageio também os seus atuais diretores e todos os funcionários, alguns efémeros que, depois de terem aprendido a difícil arte que supõe o labor de uma editora, saem dela em busca de um outro emprego, por vezes pouco adequado à sua formação. Constituem todos um exemplo de entrega a uma causa que merece todo o apoio da Universidade, numa altura em que foi considerada Património da Humanidade e em que pode dar um contributo fundamental à expansão da língua portuguesa e à ciência e à cultura que aqui se produzem. Como se verá — como dizia, na sua oportuna intervenção, o seu ex-diretor, Doutor José Faria e Costa, em relação às palavras que proferiu — não vou tanto falar da Imprensa da Universidade como da Universidade (no seu sentido geral) e na conceção de cultura que hoje existe ou que julgo continuar a existir. Mas espero que, desta forma, vá também falar da Imprensa da Universidade, em sentido crítico, pois não se pode falar das instituições de ensino, de ciência e de cultura sem essa consciência. Se assim fosse, a Universidade deixaria de ser Universidade e a sua Imprensa não desempenharia o seu papel, como sucede, podendo e devendo, todavia, aperfeiçoá-lo. Recusando o pragmatismo que hoje se instalou na sociedade e que mata a tendência comunitária que fez e faz a essência da Universidade e da cultura, deve, no entanto, aproveitar as tecnologias e os métodos existentes para tornar visível esta editora, que — na sua nova vida — já tem cerca de 16 anos de trabalho, marcado por uma produção livreira cada vez mais significativa.

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